Alguns minutos com tua mãe obrigado


DAR A VIDA POR SEUS AMIGOS”



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DAR A VIDA POR SEUS AMIGOS” (Jo 15,12).

Os capítulos do evangelho de João, que narram a última Ceia, apresentam Jesus pronunciando longos discursos: é o Mestre; sabe que suas horas estão contadas; adentra-se no tempo da intimidade, das revelações profundas. Chegou o momento do grande amor: “Jesus, sabendo que era chegada a hora de passar deste mundo ao Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13, 1).

Nesses capítulos a Igreja entra em êxtase diante de seu Senhor. Sabe que deve percorrer com seu Salvador a estrada mestra do dom total: “Ninguém tem amor maior do que este: dar a vida por seus amigos”. Jesus é o primeiro a dar-se inteiramente por nós; o faz porque nos ama, chama-nos de “amigos”. Dá-se até o fim, até o fim do homem Jesus, até o fim infinito do Filho de Deus: tudo é dado, no tempo e na eternidade. A paixão será o momento dos grandes dons. Entre estes, o da própria Mãe: “Eis, tua Mãe” (Jo 19, 27).
Mas por que nos dá sua mãe, se não é porque ela mesma se havia encaminhado nessa estrada mestra do amor: colocara sua vida, totalmente, a serviço de seu Filho. Na Anunciação, Maria se consagra ao Filho que lhe é dado. Para ele orienta o seu coração e seu corpo, seu tempo e sua inteligência, o amor para com José e a vida de família, o hoje e o amanhã. Com ele caminha nas estradas da Visitação, do Natal, do exílio, nas estradas da missão do Messias, na Galileia, na Judeia, depois naquele longo caminho que vai a Jerusalém, ao Calvário. No Cenáculo, estará presente na primeira oração da Igreja nascente, a oração que invoca o Espírito Santo. E na Igreja, família do Filho, Maria se retira.
Olhando sua mãe, certamente Jesus podia ser inspirado a dizer: “Ninguém tem amor maior do que este: dar a vida por seus amigos”. Maria fora orientada pelo mesmo Espírito que orientava a Ele: o amor de natureza divina que tende a dar-se sem medida.
Para os santos, para os mártires, para nós, seguidores de Jesus, não há outra estrada se não essa do amor. José, Pedro, Paulo, Inácio de Antioquia e tantos outros, através dos séculos, têm percorrido essa estrada. É verdade que nós navegamos tateando; é verdade que a nossa entrega não é total e não é constante. É um caminho acompanhado de quedas. Mas o amor é verdadeiro somente quando se torna dom. Não há outra estrada que conduza a Deus, não há outra estrada que conduza ao homem.
Quando Maria consagra toda a sua vida ao Filho, consagra, na verdade, toda a sua vida a nós. Nela descobrimos o cumprimento da palavra de Jesus: “Ninguém tem amor maior do que este: dar a sua vida pelos próprios amigos!” E a Igreja pode ousar e dizer de Maria: “E tendo amado seu Filho, que estava no mundo, amou-o até o fim”.





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