Alguns minutos com tua mãe obrigado



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NA FONTE

O primeiro canto em louvor a Maria é cantado por uma mãe, mãe já idosa, a mãe do pequeno João Batista, a última mãe do Antigo Testamento. Todo o Novo Testamento já está contido no seio de Maria. Todo o Antigo Testamento, pela boca de Isabel, se inclina diante do filho de Maria, e ela é envolta nesse ato de adoração: o filho bendito, ela bendita; o filho Senhor, ela a Mãe do Senhor; bem-aventurada por ter acreditado na palavra do Senhor.


Esse hino surgiu na primeira missão cristã, quando o menino Jesus trilha, pela primeira vez, os caminhos dos homens. Ele é pronunciado no solar da casa, a primeira palavra de acolhimento; ele é dito depois da saudação de Maria, ela, voz de seu filho. Ele surgiu no quadro da missão, da amizade, da partilha das graças: duas mães se encontram, ambas surpreendidas pelo amor de Deus, duas mães que se vêem colocadas no começo da aventura salvífica, porque Deus gosta de valer-se das mulheres.
De que garantia goza esse primeiro hino a Maria? Primeiro, da presença de seu filho, reconhecido como Senhor. Quando Maria é louvada, o filho se faz presente em todo seu senhorio, num senhorio que recobre aquela que canta: ele é o Senhor de Isabel; ele é o Senhor de toda família de Isabel, e primeiramente de seu filho, pois Isabel irrompe em canto depois que seu filho a alertara, tendo exultado de alegria no seio de sua mãe. Em todos os verdadeiros louvores à Mãe, Jesus está presente. Ele escutou o primeiro hino, e escutará os demais, a nascer no correr dos séculos. Sua presença comprova que o canto à Mãe é válido e justo.
O Espírito também dá garantia a esse canto. Isabel é cheia do Espírito: é Ele que compõe esse hino. O retorno do Espírito nos assegura de que estamos nos tempos da salvação, nos tempos messiânicos. O Espírito que paira sobre Maria, o Espírito que inunda o filho de Maria, inspira Isabel. Todas as suas palavras levam o selo do Espírito: a bênção, a adoração do menino, a beatitude da Mãe, todas nascem do sopro do Espírito. O Espírito e Isabel cantam a uma só voz.
Lucas sabidamente projeta um olhar favorável sobre a jovem Maria. O evangelista inclui o hino de Isabel em seu evangelho. É possivelmente um canto que ele encontrou na Igreja de Jerusalém, quando pesquisou as fontes do evangelho, entre as testemunhas da Palavra. Lucas concede lugar a esse hino e, pelo fato, torna-se Palavra de Deus, palavra que orienta nossa fé e nossas atitudes de discípulos.
O evangelho de Lucas é precioso; mas, se ele hoje chega até nós, é porque a Igreja dos inícios o reconheceu como palavra inspirada e o acolheu em seus escritos. A Igreja oficial de Pedro e dos apóstolos reconhece a autenticidade do hino de Isabel. Ela conserva esse hino como um tesouro precioso a ser transmitido a todos os cristãos.
Encontramos um apoio suplementar a esse hino, justamente, em Maria. Ela canta o Magnificat, hino totalmente centrado em Deus, na sua presença e em suas maravilhas. Por isso, seguindo a inspiração de Isabel, ela dirá: « Doravante todas as gerações me chamarão de bem-aventurada”. Ela confirma o que Isabel proclamou. E nós sabemos que essa profecia se realizou em toda a Igreja, através dos séculos.
O hino de Isabel tem as garantias mais autorizadas: aquela do filho de Maria, testemunha desse canto; aquela do Espírito cujo sopro inspira as palavras; aquela do Precursor que, por sua mãe, preanuncia sua missão, e a de Lucas que insere esse hino na corrente da Palavra de Deus, aquela da grande Igreja apostólica que acolhe o evangelho de Lucas como inspirado, transmitindo o hino, de geração em geração. E, finalmente, encontramos também a humilde Maria: « é verdade, todas as gerações me dirão bem-aventurada”.
O primeiro hino a Maria vinha do céu. Foi pronunciado pela boca de Gabriel, no dia da Anunciação. Mas, o primeiro hino humano em louvor à Mãe do Senhor brotou da boca de uma mulher, de uma mãe, da mãe do Precursor, a última do Antigo Testamento, sob a inspiração do Espírito. Lucas e a Igreja dos apóstolos tiveram a sensibilidade de nele reconhecer um maravilhoso momento da salvação.
Todos os discípulos de Jesus podem colocar-se nessa trilha para homenagear sua Mãe. Estão na companhia de Jesus, do Espírito, do Precursor, de Lucas, da Igreja das origens; encontram ali a fonte de todo o respeito devido àquela que se deu sem reservas a seu filho e Senhor. E nós estamos no frescor dos primeiros momentos da salvação.




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