Alguns minutos com tua mãe obrigado



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31 – A AVE ÀS AVESSAS
Santa Maria, Santa Mãe de Deus, quisera dizer-vos a Ave às avessas, partindo de minha morte para chegar à plenitude da graça que está em vós e me deter um momento no cimo desta oração “Bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus!”.
Dizer-vos a Ave às avessas, Maria, é também uma subida, de nossas profundezas para a santidade, de nossas profundezas para vosso Filho. Todas as Ave são uma subida para vosso Filho, depois uma lenta descida para nossa morte. Mas se eu começo com minha morte, então é uma subida para vós, Maria, como Mãe de Deus, para vosso Filho cuja morte contém também minha morte. Depois é uma descida para a bênção sobre o fruto de vosso ventre, a bênção sobre vossa maternidade, para alcançar a plenitude de vossa graça, dizer vosso nome, oferecer-vos a saudação da Ave.

Às vezes o corpo tem seus momentos de dúvida, e as fronteiras da vida se tornam mais próximas; então o vento da asa da morte nos toca de leve e nos desperta. Eis por que, Maria, quero dizer-vos a Ave às avessas, de minha morte a vosso nome, de vosso nome à saudação que soa como um adeus.


Ponho em vossas mãos esse momento da passagem, esse momento que resume a vida. Como o quisera cheio da luz, da graça, da misericórdia que habitam a Ave. Sim, quisera que minha morte fosse plenitude de vossa maternidade. A morte me tornará pobre de tudo, mas rico, eu espero, da luz que ilumina a Ave: a graça da qual estais cheia, a bênção sobre vossa maternidade, a bênção sobre vosso Filho. Vejo-o em vossos braços e ao mesmo tempo elevado da terra, tudo dominando do alto de sua cruz, ele cuja morte acolhe nossas mortes, minha morte, para fazê-las ressurgir na sua ressurreição.
Santa Maria, rogai por nós, na hora de nossa morte, mas também agora. Rogai por nós pecadores, rogai por mim. O panorama de minha vida não é feito só de beleza. “Meu pecado eu o conheço” e por vezes ele me angustia. Ele é mais forte do que eu; minha vontade e minha liberdade se deterioram sob os golpes do mal. E, no entanto, vosso Filho confiou-nos a vós, na hora de sua morte; ele vos encheu de uma força maternal sem limites. A palavra de Jesus: “Mulher, eis teu filho”, torna minha fé mais ousada para dizer-vos: “Rogai por nós pecadores, agora!”. Que vosso manto de mãe cubra agora minhas fraquezas e minha maldade; quando vós o entreabrirdes, diante de Deus, só haverá flores.
Na Ave nós vos dizemos que sois a “Mãe de Deus”. Eu também digo com alegria que vós sois “Mãe de Deus”. Sei também que ao dar-vos esse título adoro vosso Filho: “Deus nascido de Deus, Luz nascida da Luz, verdadeiro Deus, nascido do verdadeiro Deus, gerado...”. Ah! Maria! No dia da Anunciação vos aconteceu algo de grandioso: vos tornastes “Mãe de Deus”. Mas, no Calvário, aconteceu algo ainda maior: vos tornastes nossa Mãe, vos tornastes graça para nós. Essa graça vós não a tínheis no dia da Anunciação, quando Gabriel vos proclamou “cheia de graça”; mas o filho que vos foi dado presenteou-vos com a segunda maternidade, na qual todos estamos. “Santa Maria e Mãe de Deus”, eis suaves títulos para vossos filhos; eles significam salvação, misericórdia, amor maternal.
Convosco, Santa Mãe de Deus, Santa Maria, eu passo a vosso Filho, o fruto bendito de vosso ventre, ele que é o ápice da Ave, que justifica e domina essa oração. É ele que faz de nós vossos filhos, é ele que entra em nossas vidas, ele põe em nós seu Espírito pelo qual gritamos “Abba, Pai!”. Como eu quisera bendizer vosso Filho com as palavras, com a vida, com os escritos, com a oração, na Igreja, com meus irmãos, com os mais pobres, aos quais o Pai revela o Reino. Vosso Filho é digno de uma grande bênção, Maria. Quanto é justo o canto de Isabel: “E bendito é o fruto de vosso ventre!”.
Hoje permanece vivo o canto de Isabel: “Bendita sois vós entre as mulheres”. Bendita porque o Bendito veio habitar em vós, porque o Verbo em vós se fez carne, porque o Filho nasceu da mulher. Cobri-me, Maria, com a grande bênção que o Pai estendeu sobre vós, com a grande bênção que o Espírito pôs em vós, com a grande bênção que é vosso Filho, Jesus, o Senhor. Vós ficais surpresa diante dessa grande bênção e compreendeis seu imenso valor; também no Magnificat vós profetizais: “Doravante todas as gerações chamar-me-ão bem-aventurada!” Bendita e bem-aventurada vós, a “cheia de graça”.
Ave, Maria,

Ave, cheia de graça,

Ave, vós, a bendita,

Ave, vós, a Mãe do Bendito,

Ave, vós, a Santa,

Ave, vós, a Mãe de Deus,

Ave, vós, a Mãe dos pecadores.

Ave, Maria, quando bater à porta

nossa irmã, a morte.

No dia da morte,

Vós, Mãe, e vosso Filho

acolhei-me na Ave eterna.



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