Alguns minutos com tua mãe obrigado



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30 – PEREGRINOS DE MARIA

Que acontece quando nos tornamos peregrinos de Maria? Quando desejamos ir a um santuário dedicado à mãe do Senhor?


Primeiramente vemos isso como um chamado, um desejo de achar um momento de intimidade com a mãe de Jesus. Apresenta-s à janela da alma como uma rápida possibilidade, é uma idéia que se acende e se apaga, depois retorna, insiste, sugere o tempo, as modalidades e cria já um clima de oração. É uma força interior que nos põe na estrada, e caminhamos, alcançamos o santuário de Maria, oásis de oração, de paz, de interioridade.
No santuário da mãe, começamos por nos simplificar, deixamos no vestiário todos os títulos que nos damos e que nos dão: cristão fervoroso, religioso, homem influente, padre, bispo, teólogo, exegeta... Tiramos as máscaras, para nos apresentar somente como filho, humilde e transparente diante de nossa mãe. Gostaríamos que toda a desordem de nosso ser se simplificasse, se tornasse transparente, luminosa, sob o olhar da mãe. Sim, procuramos ser humildes perante a mãe e a ter com ela uma relação de criança, de filho, que mesmo adulto, diante da mãe se vê límpido, sincero. Vamos à mãe certamente com todos os nossos problemas, com nossas feridas e nossas alegrias, mas estas são precedidas por uma relação de intimidade, o encontro da mãe, num você e eu em que tudo é gratuito, em que o amor é verdadeiro, presença recíproca que vive a relação mãe-filho.
Nesse clima emerge um forte desejo de oração, uma grande necessidade de encontrar deus, de reencontrar o sentido profundo da vida; a oração sobe do coração e corre tranqüila, abundante, natural, longe de todo o espírito crítico que por vezes inibe os reencontros com Deus. Num santuário da mãe tudo ajuda a reencontrar Deus, a oração pessoal fora de toda a estrutura, a liturgia: missas, procissões, rosários organizados, grupos de oração, longos momentos de adoração perante o Santíssimo Sacramento exposto. Respira-se um oxigênio espiritual mais denso, a gente quer reencontrar Jesus, tornar a ser dele, muito mais dele, encontrar-se diante de Deus, na simplicidade e na sinceridade que a relação com a mãe preparou. Não somos mais o homem da vida trepidante imposta pelo mundo, damos uma freada, nos tornamos gente espiritual; é um mergulho nessas profundezas que dão significado, é entregar-se a Deus. Nós nos sentimos filhos diante de Deus Pai, somos envolvidos por seu amor.
Essa operação de simplificação se faz também em relação a todas as outras pessoas como nós a caminho para encontrar a mãe. No santuário de Maria a gente descobre que é irmão, irmã dos outros, a comunhão com todos é mais fácil; as relações transpõem as barreiras, aqueles que, pouco antes, eram desconhecidos tornam-se amigos, próximos, simplesmente porque, na casa da mãe; sabemos que somos da mesma família, vivendo problemas semelhantes, atraídos pela mesma mãe. Vemo-nos particularmente próximos dos deficientes, dos mal-amados da vida, nasce em nós um coração mais humano.
No lar da mãe a gente se sente também mais filho da Igreja; espontaneamente respeitam-se as autoridades: padres, bispos e reza-se com eles e por eles, reza-se pela santidade na Igreja. Mas no lar da mãe, a Igreja faz-se também mais presente, - educadora da fé, cuidadosa das pessoas de saúde abalada, de corações rotos - ela convoca os peregrinos para eucaristias bem celebradas, orantes; nos numerosos pontos de reconciliação ela assegura o perdão de Deus, derrama a alegria no coração e refaz a unidade interior da pessoa. Num santuário da mãe a oração cobre toda a Igreja, desde o papa até o discípulo de fé vacilante.
Parte-se de um santuário mariano como aliviados, renovados, mais humanos, seguros de que a mãe acompanha nossos passos, certos de sermos cobertos por seu olhar maternal. Não somente reencontramos a mãe, os irmãos e as irmãs, a Igreja, mas, sobretudo, nós nos reencontramos a nós mesmos como filhos de Deus. Maria é uma pessoa que reúne, que aproxima Deus dos homens e os homens de Deus, os irmãos dos irmãos, os fiéis da Igreja, o homem de si mesmo.



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