Alguns minutos com tua mãe obrigado


Tua mãe e teus irmãos Ele disse à sua mãe



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Tua mãe e teus irmãos Ele disse à sua mãe : « Eis o teu filho ! »




Quem é minha mãe e quem são os meus irmãos? Ele diz ao discípulo: « Eis tua mãe »


Todos aqueles que fazem a vontade de Deus E desde aquela hora acolheu


são minhas irmãs, meus irmãos e minha mãe. a mãe em sua casa.

Temos então em Marcos e João:



Da mãe
Inclusão
à mãe
24. O SANGUE:

SERVIÇOS E LIMITES DO PARENTESCO

Marcos 3, 31-35, Mateus 12, 46-50 e Lucas 8, 19-21 insistem muito sobre “a família espiritual” que se forma em torno a Cristo, família sem fronteiras na qual todos são chamados a entrar, qualquer que seja a raça, nação, cultura, classe social, casta e situação econômica. Todos os que aceitam escutar a Palavra e de traduzi-la em vida, procurar a vontade do Pai e de encarná-la, todos esses fazem parte da família espiritual. Devemos ser felizes e agradecidos porque as condições que foram feitas à Virgem Maria são propostas a cada um de nós: escutar e encarnar a Palavra.



Face a essa família espiritual proposta a todos os homens, quais são os serviços e os limites do sangue, como expressão dos laços de parentesco? É pelo sangue, por uma mãe, que Jesus se torna homem e será irmão universal. Pelo sangue é descendente de Abraão e filho do povo de Israel. É pelo sangue que pertence à linhagem de Davi da qual recebe dois títulos messiânicos: filho de Davi e rei. Aqui entra em jogo José, filho de Davi, ele lega esse título a Jesus. Em Mateus isso está muito claro: José é homem justo e filho de Davi (Mt 1, 18-27). Mas em Lucas, José também se faz presente, precisamente no dia da Anunciação, discretamente, mas ali está. Com efeito, o filho que Gabriel anuncia vai herdar o trono de Davi, seu pai. Mas Jesus não pode descender de Davi a não ser por José. Quando José o acolhe em sua casa – ele e sua mãe, - quando ele o reconhece como seu filho, então Jesus herda o título messiânico de “Filho de Davi”. José, colocado à parte, está presente. O sangue, o parentesco humano, Maria e José, prestam grande serviço a Jesus.


No entanto o sangue não nenhuma autoridade sobre Jesus; não tem o direito de confiscá-lo em favor da família, dos pais, das pessoas de sua cidade, mesmo para seu povo. Quando quer fazê-lo surge conflito. É o que vemos em Marcos 3, 20-21 e 31-35, com a família e, mais tarde, com os moradores de sua cidade Nazaré que o empurram para um precipício com intenção de matá-lo (Mc 6,1-6; Mt 13, 54-58; Lc 4,28-30), e João em seu prólogo 1, 11 constata: “Ele veio para os seus e os seus não o acolheram”. O próprio Jesus diz, em Jo 8, 37: “Bem sei que sois descendentes de Abraão. No entanto, procurais matar-me, porque minha palavra não encontra espaço em vós!” O sangue, lamentavelmente, está na origem de muitas guerras, genocídios e crimes; ele é a principal raiz do racismo.
O sangue não é nenhuma garantia de salvação e não tem direito sobre Cristo; não pode reclamá-lo apenas para si. Muitas vezes, os que estão longe encontram mais facilmente o Senhor: os pastores, os magos e os que manifestam uma fé nunca encontrada no povo d’Israel. A família de sangue está destinada a desaparecer; ela desapareceu, onde estão agora os descendentes de Davi? Onde estão os descendentes da família patriarcal de Jesus? Não temos nenhum interesse por eles. A família espiritual, pelo contrário, cresce constantemente, renova-se em cada geração, atinge novas fronteiras. Por causa dela os missionários partem para os quatro cantos do mundo.
Mas quando os parentes amam de verdade, como é o caso da mãe, o amor respeita toda liberdade do Senhor; a vontade do Senhor se torna absoluta. Na família de Jesus, o caso de Maria e de José é diferente daquele dos outros membros; estes o são por acaso; Maria e José, por total obediência a Deus, por grande disposição para colocar-se a serviço do filho dado por Deus. Aqui o sangue não quer impor-se, nem dominar; é serviço, dom e vida. Maria se declara servidora e, por isso, pode tornar-se mãe universal. Ela é a primeira, no Calvário, a passar para a família espiritual de seu Filho.

Em Cristo, o sangue derramado pela multidão é o sinal do amor e da salvação universal. Mais tarde, será derramado o sangue dos mártires. Eles renovam o dom que Maria fizera de si mesma, no dia da Anunciação: um dom total.




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