Alguns minutos com tua mãe obrigado



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PURA EXPANSÃO DE CRISTO

No dia 29 de abril, a nave de passeio deixara-nos, por um momento, na ilha de Egina, na Grécia. Uma volta em ônibus panorâmico permitiu-nos de visitar as belezas dessa ilha que é também capital do pistácio. A ilha é coberta de pistácias (árvore de pistácios). Em final de abril, mostravam suas primeiras folhas.


A parte mais bonita do passeio foi, entretanto, a visita ao santuário dedicado a São Nectários. Este santo ortodoxo morreu em 1908. Os prodígios, que opera ainda hoje, são tão numerosos que seu túmulo se tornou um ponto obrigatório para os cristãos ortodoxos. O santuário, de estilo bizantino, é o maior existente na Grécia e ainda não está totalmente terminado. Os ícones, em suas cores vivas, ostentam uma beleza única e o ouro que os emoldura expande uma luz cálida, capaz de enlevar a alma em oração. E entrar numa igreja ortodoxa é como entrar numa família; a família do céu que te acolhe; tu experimentas a alegria de estar em casa. Os ícones relembram a história da salvação e todos os amigos que já temos no céu.
O ícone mais bonito é certamente aquele da Theotokos, atrás da iconostase. Não é a clássica mãe sentada, com a criança sobre os joelhos. É uma Virgem em pé, em manto vermelho, vestida de azul, arrojada, elegante naquela abside estreita que parte do pavimento para terminar nas alturas da abóboda. Na altura de seu coração está o menino: braços abertos para abençoar. Observando bem, os gestos e o olhar do menino se prolongam nos gestos mais amplos da Mãe, como se Maria fosse uma pura expansão da criança; a energia da expansão procede do menino. Entre os ortodoxos esse ícone da Madona é denominado Panaghia Platitera: a toda santa e a maior dos céus.
São comuns, no mundo ortodoxo, os ícones que assim apresentam Maria: no coração Jesus, com o olhar sobre o mundo, os braços abraçando o céu. Um ícone desses, muito conhecido, é Nossa Senhora de Iaroslavl, chamado também de Virgem Orante. Trata-se de um ícone russo de 1224. Num círculo na altura do coração, o menino abre os dois braços e as mãos esboçam o gesto da bênção. A auréola está entalhada na cruz, que recorda a humanidade do menino e, nas três partes visíveis da cruz, são legíveis as letras que aludem à divindade: ωon, eu sou. A mãe, em tudo prolongamento do filho, como se fosse filha do filho, traz sobre os ombros e na fronte as três estrelas da virgindade: antes, durante e depois do parto.
Se nessas Madonas descobrimos a imagem da Igreja, como o são de fato, então tudo se torna claro: a Igreja é pura expansão de Cristo; recebe essa estatura adulta sob o impulso do Espírito do Filho: “o Espírito conduzi-los-á à verdade plena!” Sob a força do Espírito, a Igreja se expande por toda a terra, em todos os países, nas mais variadas culturas, em todos os tempos. Mas, Jesus é sempre o coração, o Senhor, o motor que fornece todas as energias da expansão.
É preciso também compreender que a mãe, a Igreja, e Jesus, mesmo sendo diferentes, são profundamente unidos. Dando um passo ulterior, podemos dizer que todos nós, cristãos, somos pura expansão de Cristo; em nós vive Jesus, juntos formamos a Igreja, expansão pura de Cristo. Entretanto, Maria foi a primeira a ser morada de Jesus, Maria é profecia da Igreja e de cada um de nós. A ela podemos pedir que nos ajude a alcançar essa estatura adulta de Cristo que permitirá a outros de dizer que somos “pura expansão de Cristo”.





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