Alguém Tem Que Pagar!


ABIMELEQUE, FILHO DE GIDEÃO



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ABIMELEQUE, FILHO DE GIDEÃO

Embora Gideão tenha se recusado a ser rei de

Israel (8:23), ele se casou e procriou como um rei!

Suas muitas esposas lhe deram um total de setenta

filhos. Além dos filhos de suas esposas, ele

também teve um filho que nasceu de uma

concubina de Siquém (8:31). Uma concubina

geralmente era uma escrava que usufruía de

alguns direitos legais e era considerada inferior

às outras esposas de um homem. O filho dessa

concubina se chamava Abimeleque, que em

hebraico significa “meu pai” (Abi) é “rei” (-

meleque). Devido à recusa de Gideão em tornar-

se rei, parece estranho que um filho dele tenha

recebido o nome de “meu pai é rei”. É provável

que o nome tenha sido dado pela mãe do moço,

a qual tinha uma visão de Gideão diferente da

que ele mesmo tinha de si. Por outro lado, pode

ser que o nome carregasse o significado espiritual

“meu pai [Deus] é rei”. Qualquer que tenha sido

a intenção original do seu nome, Abimeleque

veio a acreditar que ele tinha o direito de ser rei

em Israel.

A história de Abimeleque difere do que temos

visto até este ponto do Livro de Juízes, no sentido

de que Israel não estava buscando libertação de

nenhum opressor estrangeiro, e Abimeleque não

é de forma alguma descrito como um juiz. Deus

não admitiu o reinado de terror de Abimeleque,

mas o texto é claro quanto ao interesse de Deus

em resolver essa crise.

Após a morte de Gideão, Abimeleque foi até

seus parentes de Siquém e pediu-lhes apoio em

sua tentativa de se tornar rei daquela região (9:1).

Sendo Abimeleque provavelmente descendente

de cananeus, a população de Siquém uniu-se

para apoiá-lo e prover-lhe a verba necessária

para levantar um exército. Com esses aventurei-

ros inconseqüentes, ele partiu para a cidade de

Ofra e “matou seus irmãos, os filhos de Jerubaal,

setenta homens, sobre uma pedra” (9:5). O único

que escapou foi Jotão, o caçula, que ao ver o que

se passava, fugiu. Regozijando-se no esplendor

do seu triunfo, Abimeleque voltou a Siquém,

onde foi coroado rei. Naquela noite, a cidade de

Ofra deve ter se enchido de gritos de viúvas e

crianças órfãs lamentando pela matança que

haviam acabado de presenciar. Com certeza,

muitos gritaram: “Alguém tem que pagar!”

Jotão, ouvindo que seu meio-irmão era agora

rei, subiu no alto monte Gerizim e gritou lá de

cima ao povo de Siquém (9:7). A mensagem dele

foi na forma de uma parábola, uma história de

algumas árvores que pediram a uma oliveira

para reinar sobre elas. A oliveira acreditava ser

valiosa demais para se tornar rei, de modo que as

árvores foram até uma figueira. Novamente, elas

foram ignoradas pela árvore que se julgava

importante demais para abandonar o local e se

tornar rei. Depois de ouvirem um não também

de uma videira, as árvores finalmente se dirigi-

ram a um espinheiro pedindo que ele reinasse

sobre elas e ele aceitou. A mensagem de Jotão era

óbvia: Abimeleque era o espinheiro que reinava

sobre Israel! As árvores e plantas mais valiosas

da floresta haviam recusado a posição; somente

o espinheiro desprezado quis ser rei. Quando

Jotão terminou de proferir a parábola, fugiu e se

escondeu de Abimeleque.

Um dos detalhes mais desoladores na história

de Abimeleque é que ele governou “três anos

sobre Israel” (9:22). Durante três longos anos, as

mortes dos filhos de Gideão ficaram sem vin-

gança. Durante três longos anos, o mal triunfou

e o bem sucumbiu. Durante três longos anos,

almas atribuladas ficaram perguntando a Deus:

“Até quando?”



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