Algarve until the middle of the 20th century



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rpee | Série III | n.º 6 | março de 2018



Abobadilha Alentejana – Uma técnica construtiva tradicional

Timbrel Vault – A traditional constructive technique  

João Rei

António Sousa Gago

Abstract

This  paper  focuses  on  a  traditional  vaulted  constructive  solution, 

known  as  timbrel  vault,  used  in  southern  Portugal  (Alentejo  and 

Algarve) until the middle of the 20th century. The paper presents a 

retrospective of this vaulting technique, from its origins to present 

days, highlighting its adaptability throughout the centuries. Some 

traditional  design  rules  are  also  described,  as  well  as,  results  of 

experimental  and  numerical  tests  carried  out  on  a  timbrel  vault 

submitted to uniform and linear loads.

Resumo


A presente comunicação debruça-se sobre uma solução construtiva 

tradicional abobadada muito utilizada no Sul de Portugal, no Alentejo 

e Algarve, até meados do séc. XX, popularmente conhecida como 

Abobadilha Alentejana.  Faz-se  uma  retrospetiva  sobre  a  evolução 

da  técnica,  desde  as  suas  origens  até  à  atualidade,  destacando  a 

sua  capacidade de  adaptação  ao  longo dos  séculos. São também 

descritas  algumas  regras  de  dimensionamento  tradicionais,  bem 

como os resultados de ensaios experimentais e numéricos realizados 

numa abobadilha alentejana submetida a carregamento uniforme 

e linear.

Keywords:  Traditional  construction  /  Brick  vaulting  /  Construction  without 

centering / Masonry / Structural Analysis / Experimental tests

Palavras-chave:  Construção  tradicional  /  Abóbadas  de  tijolo  /  Construção 

abobadada  sem  cimbre  / Alvenaria  / Análise  estrutural  /  Ensaios 

experimentais



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Abobadilha Alentejana – Uma técnica construtiva tradicional

João Rei, António Sousa Gago

rpee | Série III | n.º 6 | março de 2018

Aviso legal

As opiniões manifestadas na Revista Portuguesa de Engenharia de 

Estruturas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores.

Legal notice

The views expressed in the Portuguese Journal of Structural Engineering 

are the sole responsibility of the authors.

REI, João [et al.] – Abobadilha Alentejana – Uma técnica construtiva 

tradicional.  Revista  Portuguesa  de  Engenharia  de  Estruturas. 

Ed. LNEC. Série III. n.º 6. ISSN 2183-8488. (março 2018) 27-40.

João Rei

Mestre/TCor Eng

CINAMIL, Academia Militar

Lisboa, Portugal

jcmrei@gmail.com

António Sousa Gago

Doutor/Professor

CERIS, Instituto Superior Técnico

Lisboa, Portugal

antonio.gago@tecnico.ulisboa.pt

Introdução



Uma  parte  importante  do  património  arquitetónico  do  sul  da 

Península Ibérica é constituída por edifícios tradicionais de alvenaria, 

com  pavimentos  e terraços feitos de  abóbadas finas de tijolo  [1]. 

Esta antiga técnica de abobadamento baseou-se no uso de regras 

empíricas  de  dimensionamento,  transmitidas  pelos  mestres  de 

geração em geração, a qual é importante recuperar e validar à luz 

dos conceitos atuais da mecânica estrutural. As abóbadas finas de 

tijolo  são  caracterizadas  pelo  assentamento  dos  tijolos  ao  baixo 

recorrendo a argamassa à base de gesso, ligante que lhe permite a 

dispensa de cimbres durante a execução [2].

Apesar de ser consensual que esta técnica, dotada dum alto grau 

de  refinamento  e  complexidade,  não  pode  ser  o  resultado  de 

um  processo  de  geração  espontânea,  mas  sim  resultado  de  uma 

evolução  contínua  ao  longo  do  tempo,  a  origem  das  abóbadas 

finas de tijolo não é unânime. No entanto, é plausível aceitar que 

esta técnica construtiva foi desenvolvida para fazer face à escassez 

de  recursos  locais,  nomeadamente de  madeira  (necessária  para  a 

execução dos cimbres) e de pedra. Por outro lado, é também óbvio 

que é fruto de um processo evolutivo contínuo partilhado por várias 

civilizações que o foram sucessivamente melhorando.

Trata-se duma técnica de construção disseminada pelos países da 

bacia do Mediterrâneo, onde recebeu diversas designações. Assim, é 

designada por abobadilha alentejana em Portugal, bóveda tabicada 

em  Espanha  ([3],  [4],  [5],  [6],  [7]  e  [8]),  voûte Roussillon ou  voûte 




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