Acreanidade indb


participou dos movimentos socioambientais do Acre e da criação do PT



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participou dos movimentos socioambientais do Acre e da criação do PT. 
Foi diretor da Fundação de Cultura Garibaldi Brasil durante a gestão do 
PT na Prefeitura de Rio Branco (1992-1996), diretor da FEM no Governo 
da Floresta (1999-2002), assessor especial do Governo de Binho Marques 
e integrou o grupo de editores do site da Biblioteca da Floresta Ministra 
Maria Silva
4
. Em nossa entrevista, ele nos falou sobre a trajetória do PT no 
Acre e do envolvimento do governo estadual na construção-reafirmação da 
“acreanidade”. Toinho Alves, Élson Martins e Marcus Vinicius foram os 
articuladores, ou “enquadradores” da memória acreana e da “acreanidade”.
Entre os empresários, entrevistamos o engenheiro florestal da empresa 
Ouro Verde Madeiras, Cristian Rau Stoltenberg, que nos informou sobre a 
certificação dessa madeireira e da relação dela com as comunidades envol-
vidas com o manejo madeireiro da citada empresa. A Ouro Verde é uma das 
empresas apoiadas pelo governo estadual e se dedica aos negócios sustentá-
veis, um dos símbolos da economia florestal.
Com relação aos intelectuais, além de Marcus Vinicius Neves e Toinho 
Alves, entrevistamos o jornalista Élson Martins, um dos diretores do Jornal 
Varadouro (1977-1981) e, assessor especial do Governo da Floresta para 
assuntos sobre cultura e identidade no Acre. Élson Martins desenvolveu 
o projeto Saberes Tradicionais. Élson Martins e Toinho Alves foram
 
os 
4  A Biblioteca da Floresta foi inicialmente denominada de Ministra Marina Silva. 
A mesma foi inaugurada em 2007 e naquele momento era uma homenagem do 
Governo da Frente Popular do Acre para a ex-seringueira que se tornou M
inistra 
do Meio Ambiente (2003 a 2008) do governo Lula. 


XXVIII
defensores-construtores da ideia de que os verdadeiros acreanos são prove-
nientes da vida na floresta.
Entre os autonomistas, entrevistamos Iris Célia Cabanellas, “bandei-
rante” do Comitê Pró-Autonomia do Acre, de 1957 e 1962, que nos falou 
da campanha autonomista de José Guiomard dos Santos, e Osmir Lima, 
autonomista do Juruá que até bem pouco tempo, ainda defendia a criação 
do estado do Juruá. 
Esse foi o caminho percorrido para compreender o discurso identitário 
da “acreanidade”. Nos capítulos que seguem, discutiremos como o Gover-
no da Floresta construiu uma imagem de si e uma representação históri-
ca compatível com seus interesses. No primeiro capítulo, de natureza mais 
teórica, discutiremos as tramas conceituais para entender a “acreanidade”.

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