Acreanidade indb



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OUTROS JORNAIS
Correio do Acre (18/09/1910).
Jornal Empate (dezembro de 2003). Rio Branco.
Folha do Acre (20/10/1985)
Tribuna (28/11/2006).



Acreanidade: invenção e reinvenção
da identidade acreana
E
ste livro é uma versão resumida da 
Tese de Doutorado da autora, de-
fendida em dezembro de 2008, sob 
orientação de Rogério Haesbaert, no Pro-
grama de Pós-Graduação em Geografi a da 
UFF.
A “acreanidade”, título deste livro é um 
termo criado pelo Governo da Floresta 
(1999/2006), e diz respeito a ressignifi cação 
da identidade acreana. Esta ressignifi cação 
está pretensamente ancorada na trajetó-
ria de índios e seringueiros no Acre, sem, 
no entanto, negar os signos identitários do 
acreanismo.
A acreanidade, nas palavras ofi ciais: é o re-
encontro do acreano com a fl oresta (propi-
ciado pelo Governo do PT) através do reconhecimento de uma ma-
triz fl orestal da sociedade acreana e da implementação de políticas 
fl orestais. É o processo de valorização do passado, ou seja, da histó-
ria do acreano e do seu modo de vida (realizado pelo Governo da 
Floresta via programa de desenvolvimento sustentável e do “resgate” 
da memória acreana). É o sentimento de pertencimento: do povo 
acreano ao território do Acre. Construído discursivamente através 
da suposta valorização da trajetória dos homens que fi zeram o Acre; 
construído, enquanto discurso, a partir da chegada dos migrantes 
nordestinos aos altos rios, os quais foram amansados pela fl oresta, 
a partir da vida que tiveram que aprender a viver com os índios. É 
também a releitura do passado, a busca dos conhecimentos e valores 
dos povos que aqui viviam e que aqui chegaram, do aprendizado 
com o passado ao longo dos mais de cem anos de história.
Para recontar esta história foram escolhidos os heróis, da Revolução 
Acreana, Luiz Galvez e Plácido de Castro: o primeiro pela criação 
do Estado Independente do Acre (1889) e pelo discurso fundador 
do Acre; e Plácido de Castro é aquele que organizou um exército 
de seringueiros e ganhou a guerra. Do Movimento Autonomista foi 
escolhido José Guiomard dos Santos, autor do Projeto de Lei que 
criou o Estado do Acre. E do movimento seringueiro foi escolhido 
Chico Mendes. 
Estas são questões discutidas neste livro.



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