Acreanidade indb



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Maria de Jesus Morais 
JULHO DE 2016.



XVII
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
No período de 1999 a 2006, assistimos, no estado do Acre, a (re)cons-
trução de obras e monumentos com o objetivo de reafirmar uma certa iden-
tidade acreana. Neste período, foram criados sítios históricos, reconstruídos 
e reinaugurados espaços públicos destinados a criar e reafirmar uma certa 
memória coletiva, como museus, memoriais, sala-memória, logradouros – 
como parques, avenidas, ruas e praças – todos dotados de velhos e novos 
símbolos identitários do Acre, o que provocou uma grande mudança pai-
sagística, principalmente na cidade de Rio Branco, capital do Estado. Nes-
te período, houve grandes atos comemorativos de datas cívicas alusivas ao 
Centenário do Acre (1999-2003) e, em homenagem à memória de Chico 
Mendes (líder seringueiro assassinado em 1988) e, o patrocínio de uma 
série de projetos na área cultural para o “resgate” de uma certa cultura acre-
ana. Essas iniciativas se concretizaram com a patrimonialização de alguns 
espaços, os quais materializam os ícones identitários do Acre, acompanhada 
por um discurso performaticamente proferido em torno de um mito terri-
torial que entrelaça os eventos históricos mais significativos da sua história, 
acionados pelo discurso identitário oficial em consonância com a ressigni-
ficação da identidade acreana.
Os empreendimentos patrimoniais que materializam o discurso iden-
titário da “acreanidade” valem-se da seleção de algumas “sequências da his-
tória”, de certos “espaços de referência identitária” (POCHE, 1983), tan-
to do passado quanto do presente, e da construção de um discurso que 


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