Acreanidade indb



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riores, temos a institucionalização do Zoneamento Ecológico-Econômico 
(ZEE), que favoreceu a Política de Valorização do Ativo Florestal para a 
qual tinha sido criado o Programa Estadual de Certificação de Unidades 
Produtivas Familiares do estado do Acre (Lei n° 2.025 de 20/10/2008). Em 
2010, foi criada a Lei Estadual n° 2.308, que é um dos principais programas 
que estruturam o Sistema de Incentivos a Serviços Ambientais (SISA).
Nesses projetos, tem sido utilizado, cada vez mais, o nome de Chico 
Mendes, como forma de legitimar essas iniciativas. Primeiro, destituíram 
de Chico Mendes seu “conteúdo político revolucionário” e  transforma-
ram-no em um “pragmático ‘ambientalista’, em consonância com todo o 
complexo de organizações da sociedade civil, articuladas em torno da ideo-
logia do desenvolvimento sustentável” (PAULA, http://reporterbrasil.org.
br/2013/12/25). Chico Mendes também é apresentado como “vidente”, 
quando se diz que ele era a “favor do manejo florestal madeireiro, dos Paga-
mentos por Serviços Ambientais (PSA)”, como ressaltamos no artigo “Usos 
e abusos da imagem de Chico Mendes na legitimação da economia verde”, 
publicado no Do$$iê Acre (MORAIS, 2012). Para a população da floresta
isso tem se configurado em conflitos de terra; no entanto, o Acre vem sendo 
apresentado como modelo de economia que deve ser seguido.
A tese, como de praxe, sofreu algumas adequações para o formato de 
livro, mas, na sua essência, permanece tal qual foi escrita e pensada, como 
trabalho acadêmico, em 2008. A divisão do tempo na versão do indigenis-
mo oficial foi mantida, apesar de compreendermos, que com esta tempo-
ralização, difunde-se a ideia de que a questão indígena no Acre é, como 
ressalta Padilha (2012), “apenas problema de gestão dos próprios indíge-
nas”. A periodização oficial tem por finalidade “neutralizar as mobilizações 
e as lutas por direitos”, já que estaríamos vivendo esse tempo, o “tempo do 
governo dos índios” que, no caso, corresponde à ascensão do grupo político 


XV
dos irmãos Vianas (Jorge e Tião Viana). Como ressalta Padilha no Do$$iê 
Acre, “longe de estarmos no tempo dos direitos e, menos ainda, no tempo 
do governo dos índios”, os diferentes povos indígenas “continuam margina-
lizados e desrespeitados em todas as formas” (www.cimi.org.br).
A elaboração deste trabalho foi compartilhada por vários profissionais 
e amigos, em um emaranhado de vínculos e experiências riquíssimas, tanto 
no momento da elaboração, quanto agora, na formatação do livro. Neste 
sentido, gostaria de expressar aqui, os meus sinceros agradecimentos: a Ro-
gério Haesbaert, orientador da tese, pela presente e atenciosa orientação, 
com quem foram compartilhadas todas as etapas da pesquisa; aos profes-
sores da UFAC José Alves Bairal, Karina Furini Ponte, Sílvio Simione da 
Silva, Lucilene Ferreira de Almeida, Floripes Rebouças, ao amigo Cláudio 
Cavalcante. Elder Andrade de Paula, que me tirou do mundo virtual dos 
sites do governo e das páginas do Jornal Página 20 e me apresentou a Dercy 
Teles e Osmarino Amâncio. Gerson Albuquerque – que me apresentou o 
Jornal Página 20. Jones Dari Goettert – presença marcante na tese em to-
dos os momentos da pesquisa. A Maria Geralda de Almeida, professora de 
outrora, sempre presente. Aos amigos do Acre em programas de pós-gra-
duação no Rio de Janeiro, Nazira Camely, Isac Guimarães e Chico Bento. 
A Dercy Teles e Osmarino Amâncio, pelas valiosas contribuições que me 
mantiveram em alerta. Aos professores do Programa de Pós-Graduação em 
Geografia da Universidade Federal Fluminense, através de Carlos Walter 
Porto-Gonçalves, Márcio Pinon e Mônica Cox. Aos amigos do Núcleo de 
Estudos sobre Regionalização e Globalização, espaço libertário, especial-
mente Denílson Oliveira, Thiago Romeo, Valter do Carmo, Amélia Cristi-
na e Edir Augusto. Muito Obrigada!



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