Acjm, em 04/06-1010 secretário do conselho de estado de cuba abre oficialmente a xviii convençÃo de solidariedade



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ACJM, em 04/06-1010
SECRETÁRIO DO CONSELHO DE ESTADO DE CUBA ABRE OFICIALMENTE A XVIII CONVENÇÃO DE SOLIDARIEDADE
Por Vânia Barbosa – DRT 8927

Com um público estimado em 500 pessoas, a abertura oficial da XVIII Convenção ocorreu nesta sexta - feira (4) as 19 h, no Teatro Dante Barone da Assembléia Legislativa do RS, com a presença das autoridades cubanas, presidentes dos partidos políticos, representantes das entidades apoiadoras do evento, autoridades estaduais e federais, além de militantes dos movimentos de solidariedade a Cuba.

O presidente da ACJM/RS, Ricardo Haesbaert, afirmou que essa Convenção teve um caráter especial pelo fato de Cuba estar vivendo um momento difícil em relação aos ataques que o império estadunidense tem feito a ela e às nações que lutam pela sua independência e autodeterminação. Enfatizou que apesar de tudo, a Revolução cubana demonstrou, ao longo dos seus 51 anos, a perseverança na crença de que outro mundo é possível. Um mundo onde a fraternidade e a solidariedade consideram, acima de tudo, o ser humano e a sua cultura, onde o importante é ser e não ter.

A representante da Frente Parlamentar de Solidariedade Brasil-Cuba do Congresso Nacional, deputada Manoela D’ávila, ao falar em nome de todos os membros da mesa destacou que no Congresso há um empenho para que o povo brasileiro tenha o mesmo atendimento que o de Cuba, como em saúde, educação, moradia e, ao trabalho que garante a sua dignidade. Concluiu ao ressaltar que “essa é a solidariedade que nos enche de sonhos. A solidariedade da verdade, porque nós vivemos a Cuba real e não a dos mitos”.

Em sua conferência, o maior representante de Cuba no encontro, Secretário do Conselho de Estado da República, Homero Acosta Alvarez, disse que uma profunda emoção envolvia os cubanos que compartilhavam a Convenção com os movimentos de solidariedade, pois as suas ações assumem grande importância no momento em que ocorre um grande assédio da imprensa e se intensificam as agressões dos Estados Unidos. Essas agressões têm grande ressonância nos países do Leste Europeu, no sentido de desmobilizar o governo cubano e o propósito de destruir a Ilha. “O ataque midiático é mais um dos ataques impostos a Cuba há 50 anos, mas que estamos derrotando ao longo da história”, afirmou.

Para Acosta, apesar da descaracterização feita pelo imperialismo dominante e da tentativa de desinformação mundial, a Convenção Nacional é uma constatação de que a Revolução conta com a apoio do povo Latinoamericano.

“Muitos são os laços que nos unem”, declarou o secretário. A história comum dos índios e negros. A riqueza inigualável da cultura, a poesia, a dança, a rumba e o samba, os ritos da religião africana, em particular, e a beleza das mulheres brasileiras comparadas com a das mulheres cubanas.

Ao referir os três principais temas tratados na XVIII Convenção de Solidariedade, Homero Acosta destacou a visão internacionalista da Revolução Cubana; a denúncia da campanha midiática empregada contra o seu País e a injusta causa dos Cinco heróis. Citou que na visão de Fidel Castro, o conceito de internacionalismo implica em salvar a causa com a participação de toda a humanidade, portanto, é impossível falar na Revolução sem mencioná-lo. Esse conceito de dignidade plena do homem, deixado por José Marti, aparece no primeiro capítulo da Constituição cubana.

Ao exemplificar a visão internacionalista de Cuba, o secretário citou o apoio recebido dos brasileiros e seus familiares nos tempos da ditadura civil militar. Também, a luta protagonizada por 380 mil combatentes cubanos pela independência da África do Sul, na qual dois mil e quatrocentos morreram. Ressaltou o apoio a Bolívia, Venezuela e Nicarágua, que através do projeto cubano de alfabetização Sim eu posso, são hoje considerados países livres do analfabetismo. Entre as inúmeras cooperações internacionalistas solidárias, Acosta lembrou o empenho de Cuba ao atender as vítimas dos desastres ocorridos no Haiti. “Tudo” enfatizou, “com respeito à soberania, as leis, a cultura, a religião e à autodeterminação dessas nações”.

Essa vocação solidária se manteve num período mais difícil de exceção e se mantém até hoje, apesar das dificuldades econômicas, pois Cuba não se entrega e compartilha com todos o que tem. Homero informou que com a queda do campo socialista, o País perdeu 85 por cento do seu comércio exterior e o produto interno bruto caiu para 1,35 por cento, causando prejuízos sociais e econômicos à população que, entre outras limitações, enfrentou a carência de combustíveis, eletricidade e alimentação.

Apesar dos ataques e do bloqueio imperialista, atualmente os indicadores de desenvolvimento social se assemelham aos dos países desenvolvidos. No entanto, o mundo irreal que os meios de comunicação querem representar, respondem as formas mais mesquinhas que o governo estadunidense e a Europa se investem e são responsáveis e cúmplices pela violação dos direitos humanos. Os métodos utilizados pelos Estados Unidos são os mesmos que apoiaram as ditaduras na América Latina e a Operação Condor. São esses mesmos democratas que apoiaram o flagrante golpe contra o presidente Hugo Chaves, torturaram no Iraque e mantém a prisão de Guantánamo. Mas Cuba tem uma história de respeito aos direitos humanos. Lá não existe casos de tortura, de desaparecidos políticos ou prisões extra – judiciais.

Homero Acosta questionou as razões dos Estados Unidos para manter o brutal bloqueio contra Cuba no momento em que a comunidade internacional tem reclamado seu levantamento. Também, o porquê de incluir a Ilha na lista dos estados patrocinadores do terrorismo internacional, enquanto os ataques desse imperialismo mataram cerca de três mil 478 cubanos. E quais as razões para destinar 30 milhões de dólares para transmissões ilegais de rádio e TV e outros 20 milhões para promover ataques contra Cuba. Acosta concluiu que a razão está no fato da Nação cubana promover a sua real independência e defender a sua soberania.

Ao abordar o caso dos Cinco heróis, o secretário declarou que “compete a Barak Obama, investido das suas prerrogativas constitucionais, por fim a injustiça cometida contra eles”. Porém, o governo de Obama tem mantido os mecanismos de repressão contra Cuba e as falácias que os sustentam.

Após a conferência, o músico, cantante, guitarrista e cantautor, cubano, Vicente Feliú, realizou o show de abertura das atividades culturais do evento, acompanhado do trovador argentino, Gabo Sequeira, que apresentou Canciones Confidenciales, músicas compostas para as poesias de Antonio Guerrero Rodríguez, um dos “Cinco” cubanos preso em cárcere estadunidense.


Participaram como convidados, os cantores e compositores, Pedro Munhoz, Zé Martins, Raul Ellwanger, Hector Hojas e Leonardo Ribeiro.



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