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ATIVIDADES COMPLEMENTARES  



 

Profa.: Marta Geraldini   

 

 Disciplina: Língua Portuguesa 



 

 

        Turma: 7



o

 ano  


Conteúdos:  

 



Texto narrativo; 

 



Estrutura narrativa, elementos da narração; 

 



Verbos: pessoa, número, tempo, modo, estrutura, indicativo, subjuntivo, imperativo, formas 

nominais, classificação; 

 

Advérbios: classificação. 



___________________________________________________________________________________  

PARTE I – INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 

 

A  narrativa  que  você  lerá  foi  escrita  por  Laura  Bergallo  e  pertence  ao  livro  “A  criatura”,  publicado  em 



2005. Na obra, são explorados alguns conflitos. No capítulo selecionado, você conhecerá uma personagem 

que  enfrenta  muitos  desafios  e  muitas  aventuras  em  cenários  cada  vez  mais  presentes  no  dia-a-dia  de 

muitos jovens. 

 

A criatura 

 

A  tempestade  tornava  a  noite  ainda  mais  escura  e  assustadora.  Raios  riscavam  o  céu  de 



chumbo e a luz azulada dos relâmpagos iluminava o vale solitário, penetrando entre as árvores da floresta 

espessa. Os trovões retumbavam como súbitos tiros de canhão, interrompendo o silêncio do cenário [...]. 

Alimentadas pela chuva insistente, as águas do rio começavam a subir e a invadir as margens, 

carregando  tudo  o  que  encontravam  no  caminho.  Barrancos  despencavam  e  árvores  eram  arrancadas 

pela  força  da  correnteza,  enquanto  o  rio  se  misturava  ao  resto  como  se  tudo  fosse  uma  coisa  só.  Mas 

algo... ou alguém... ainda resistia. 

Agarrado  desesperadamente  a  um  tronco  grosso  que  as  águas  levavam  rio  abaixo,  um  garoto 

exausto e ferido lutava para se manter consciente e ter alguma chance de sobreviver. Volta e meia seus 

braços  escorregavam  e  ele  quase  afundava,  mas  logo  ganhava  novas  forças,  erguia  a  cabeça  e  tentava 

inutilmente dirigir o tronco para uma das margens. 

De repente, no período de silêncio que se seguia a cada trovão, ele começou a ouvir um barulho 

inquietante,  que  ficava  mais  e  mais  próximo.  Uma  fumaça  esquisita  se  erguia  à  frente,  e  ele  então 

compreendeu: era uma cachoeira! [...] 

Num pulo desesperado, agarrou  o  ramo de uma árvore que ainda se  mantinha de pé perto da 

margem  e soltou o tronco flutuante, que seguiu seu caminho até a beira do precipício e nele mergulhou 

descontrolado. 

A  tempestade  prosseguia  e  cegava  o  garoto,  o  rio  continuava  seu  curso  feroz  e  a  cachoeira 

rosnava bem perto de onde ele estava. De repente, percebeu que a distância entre uma das margens e o 

galho em que se pendurava talvez pudesse ser vencida com um pulo. Deu um jeito de se livrar da camisa 

molhada, que colava em seu corpo e tolhia seus movimentos. Respirou fundo para tomar coragem. 

Se  errasse  o  pulo,  seria  engolido  pela  queda  d’água...  mas,  se  acertasse,  estaria  a  salvo.  Viu 

que não tinha outra saída e resolveu tentar. Tomou impulso e [...] conseguiu alcançar a margem. [...] 

Ficou de pé meio vacilante e examinou o lugar em torno, tentando decidir para que lado ir. Foi 

quando ouviu um rugido horrível, que parecia vir de bem perto. Correu para o lado oposto,  mas não foi 

longe. Logo se viu encurralado em frente a um penhasco gigantesco, que barrava sua passagem. O rugido 

se aproximava cada vez mais. 

Estava sem saída. De um lado, o penhasco intransponível; de outro, uma fera esfomeada que o 

cercava  pronta  para  atacar.  Então,  viu  um  buraco  no  paredão  de  pedra  e  se  meteu  dentro  dele  com 

rapidez.  A  fera  o  seguiu  até  a  entrada  da  caverna,  mas  foi  surpreendida.  Com  uma  pedra  grande  que 

achou  na  porta  da  gruta,  o  garoto  golpeou  a  cabeça  do  animal  com  toda  a  força  que  pôde  e  a  fera 

cambaleou até cair, desacordada. 

Já  fora  da  caverna,  ele  examinou  o  penhasco  que  teria  que  atravessar  antes  que  o  bicho 

voltasse a si. [...] 

Foi  quando  uma  águia  enorme  passou  voando  bem  baixo  e  o  garoto  a  agarrou  pelos  pés, 

alçando  voo  com  ela.  Vendo-se  no  ar,  olhou  para  baixo,  horrorizado.  Se  caísse,  não  ia  sobrar  pedaço. 

Segurou com firmeza as compridas garras do pássaro e atravessou para o outro lado do penhasco. 

O outro lado tinha um cenário muito diferente. Para começar, era dia, e o sol brilhava num céu 

sem  nuvens  sobre  uma  pista  de  corrida  cheia  de  obstáculos,  onde  se  posicionavam  motocicletas 






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