A união Europeia e os Países de África, Caraíbas e Pacífico: Meio Século de Parceria


A União Europeia e os Países de África, Caraíbas e Pacífico: Meio Século de Parceria



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A União Europeia e os Países de África, Caraíbas e Pacífico: Meio Século de Parceria 
 

 
do Sul, está ligado a um “bloqueio de crescimento”, sendo resultado desta dominância. Sendo 
assim, o “desenvolvimento de uns é o subdesenvolvimento de outros” (DECS, 1998, p.127). 
Esta  teoria  defende  que  o  processo  de  desenvolvimento  consagra  em  si  as  seguintes 
características em relação à dominação por parte dos PI:  Trocas desiguais - que mantêm os 
Países em Desenvolvimento com uma base produtiva concentrada essencialmente em produtos 
do setor primário (agrícola e mineiro), sendo estes dependentes das indústrias transformadoras 
dos  países  industrializados;  Cultura  de  Exportação  –  Desenvolvimento  do  setor  das 
exportações  para  os  mercados  industrializados,  que  necessitam  das  matérias-primas  destes 
países e faz com que o fomento de políticas agrícolas internas não exista o que impede uma 
cultura de desenvolvimento interno que vá ao encontro das necessidades das populações dos 
PED; Degradação das trocas – A evolução das trocas entre PED e PD, leva a que os primeiros 
tenham que lidar com preços cada vez mais elevados nos produtos que importam dos segundos, 
o  que  empobrece  os  mesmos,  visto  que  ao  mesmo  tempo  que  aumentam  os  preços  de 
importação, os preços de exportação diminuem;  Dualismo económico e social  - Existe uma 
fragmentação  das  estruturas  económicas  e  sociais  em  dois  grupos  distintos,  sendo  um  mais 
desenvolvido e outro menos, esta divisão é transversal a outros setores, levando a que não exista 
uma estratégia de desenvolvimento homogénea (DECS, 1998; Larousse, 2009). 
O processo de desenvolvimento tem que ser observado com base numa estratégia cujo 
objetivo é o desenvolvimento e a abertura da economia. Aqui o papel do estado é fulcral para 
se  criarem  condições  para  que  haja  investimento  cada  vez  mais  produtivo,  que  leve  à 
industrialização. Embora muitas vezes, estes Estados, tenham um setor público dominado pela 
corrupção, dando privilégios a certos parceiros (Clientelismo), que pode muitas vezes levar a 
situações de violência de longa duração (Mansbach & Rafferty, 2008).  
Existem  dois  tipos  de  estratégias  para  o  desenvolvimento,  as  protecionistas  e  as 
expansionistas. As estratégias protecionistas, que tiveram grande impacto nos PED durante as 
décadas de 50 e 60, tinham o objetivo de aumentar os níveis de industrialização. Recorrendo-
se  a  estas  estratégias  para  diminuir  a  taxa  das  importações  e  tentar  equilibrar  a  balança 
comercial,  com  maior  enfâse  no  investimento  para  o  setor  industrial,  que  inicialmente  não 
conseguia satisfazer as necessidades do mercado. Estas estratégias traduziam-se em políticas 
protecionistas que levaram ao aumento das taxas aduaneiras, à necessidade de ajuda em termos 
de crédito a taxas de juro mais baixas que incentivavam à produção industrial endógena. Este 

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