A união Europeia e os Países de África, Caraíbas e Pacífico: Meio Século de Parceria


A União Europeia e os Países de África, Caraíbas e Pacífico: Meio Século de Parceria



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A União Europeia e os Países de África, Caraíbas e Pacífico: Meio Século de Parceria 
 
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DG-ECHO, que concentra os seus objetivos na prevenção de conflitos, sejam eles naturais ou 
humanos, principalmente aqueles onde a comunidade internacional deixa de ter interesse.
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Atualmente a União Europeia está na “linha da frente” nas relações com o mundo em 
desenvolvimento, seja no sentido positivo ou negativo. A UE é líder, comparando com outros 
Estados Desenvolvidos, no que toca à observação de eleições, sendo o ator internacional que 
mais observações faz no mundo, exportando assim uma imagem de liderança para os estados, 
que confiam nesta imagem e sentem que podem ser aceites no sistema internacional depois dos 
seus processos democráticos terem sido observados pela UE.  
 
Como vimos, a segurança na primeira década do século XXI foi o cerne da ajuda ao 
desenvolvimento, mas também outras preocupações não são deixadas de lado, como é o caso 
do ambiente, campo onde
 
têm sido tomadas iniciativas para que o desenvolvimento dos países 
seja cada vez mais sustentável, não só ao nível económico.  
As iniciativas que a UE tem levado a cabo, principalmente no grupo ACP, têm como 
objetivo  dotar  estes  países  de  infraestruturas  e  serviços  providenciados  por  parte  do  estado, 
como é o caso da eletricidade, serviços de saúde, educação, áreas onde existem grandes défices. 
Deve causar-nos alguma preocupação a importância que é novamente dada pela UE à África se 
tivermos em consideração que subalterniza ainda mais o grupo ACP e a integridade do mesmo 
enquanto grupo no sistema internacional.  
Assistimos  às  cimeiras  UE-África  onde  são  tomadas  decisões  específicas  para  o 
desenvolvimento  deste  continente,  essas  decisões  refletem  a  ideia  de  cooperação  para  o 
desenvolvimento,  onde  o  objetivo  de  redução  da  pobreza  está  sempre  presente  e  em 
consequência  os  ODM.  Devemos  considerar  a  importância  do  papel  das  organizações  da 
sociedade civil na ajuda a uma melhoria das condições para uma resolução dos problemas que 
este continente em especial apresenta, havendo ainda um longo caminho a percorrer.  
A UE tem uma grande dose de responsabilidade para com África, que para além de ser 
o seu principal parceiro económico, possui ligações históricas fortes entre os estados membros 
e os  estados Africanos.  Mas  a União Europeia tem  que ter  em  atenção o interesse de outras 
potências do globo no território Africano como é o caso da China, que nos últimos anos tem 
vindo a ganhar importantes cotas no mercado.  
                                                           
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 Na história das relações internacionais e da integração europeia a segurança sempre foi um assunto na 
ordem do dia. Aqui defendemos e criticamos é a mudança nas relações ACP-UE com o Acordo de Cotonou 
(2000) que tinham uma base económica. 

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