A supervisão Pedagógica na Escola: Uma Reflexão Sobre a Estratégia Para Programação Criativa do Processo de Ensino-Aprendizagem. Caso da Escola Primária Completa de Muthita (2018-2019)


A actuação e postura do supervisor na supervisão pedagógica



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monografia gomes 2020 outubro apa
1.4. A actuação e postura do supervisor na supervisão pedagógica
Na supervisão pedagógica existe um sujeito muito importante que conduz o processo, o supervisor. Não podemos falar de supervisão pedagógica sem no entanto falarmos do supervisor, sujeito que dá sentido a supervisão escolar. Ademais, deve-se ter em consideração que todos os envolvidos no PEA são, para todos efeitos, supervisores. Mas, neste contexto pretende-se falar sobre o perfil e como é que aquele que de entre tantos professores desempenha de forma exclusiva a actividade de supervisão. Que na realidade moçambicana, designamos por técnico ou instrutor pedagógico inserido no departamento ou direcção nacional de apoio pedagógica.
A supervisão pedagógica em Moçambique orienta-se por um manual de apoio pedagógico designado por manual de supervisão focalizada aprovado pelo Ministério de Educação e Desenvolvimento Humano.
O manual que orienta a supervisão pedagógica no nosso país resume-se na identificação dos aspectos que o supervisor deve prestar atenção. Ignora por completo a definição clara sobre qual deve ser a forma de actuar. Ou seja, não existe uma indicação clara sobre como é que o supervisor deve actuar. Afinal, qual deve ser a postura do supervisor enquanto oleiro do PEA?
O supervisor de escolas modernas deve possuir, antes do mais, os atributos pessoais que correspondam a um bom professor. Deve possuir elevada inteligência, ampla visão do processo educativo na sociedade, personalidade agradável e muita habilidade quanto a relacionamento com outras pessoas. Deve amar os educandos e sentir permanente interesse por eles e por seus problemas de aprendizagem. Sua capacidade para utilização dos processos de grupo é de vital importância, devendo ter boa compreensão do conceito de grupo em supervisão democrática. Deve estar disposto a submeter suas ideias pessoais à opinião do grupo, em ocasiões certas; não obstante, deve possuir habilidade e força de ânimo para sustentar suas convicções, contanto que não se depare comprovas em contrários irrefutáveis. Um bom supervisor deveria guiar-se sempre pelos indícios de investigação educacional, fazendo caso omisso de meras opiniões nas discussões de grupo e nas conversas individuais (Neagley e Evans as cited in Nerci, 1990).
Este deve antes de tudo assumir que é um profissional que deve actuar com outros profissionais. Exige-se dele um domínio sobre a supervisão escolar, mas também sobre como é que funciona o PEA. Deve sempre pautar por comportamentos democráticos permitindo que os professores e gestores das escolas onde vai fazer supervisão olhem-no como um colega que está para apoia-los e não um mero fiscal.
E para Andrade (1976, P. 82), o supervisor deve ser estimulado a descobrir a grande importância da sua atitude na determinação da qualidade do seu trabalho. Como líder educacional, como responsável pela vivência de grupos nos diversos níveis de actuação, ele deve reformular sempre os conceitos, deve avaliar sua actuação.
O supervisor deve adoptar uma postura que lhe permite alcançar os objectivos da supervisão. Para isso, o supervisor passa por ser um profissional humilde e democrático de modo a criar um ambiente de segurança no professor e nos demais intervenientes no processo de ensino aprendizagem. Não existe melhor postura para o supervisor escolar senão o reconhecimento do seu papel e do papel dos outros na melhoria da qualidade de ensino. Para o supervisor escolar que adopta uma postura menos arrogante será fácil interagir com os professores e gestores escolares e destes compreender melhor os possíveis problemas pelos quais estes passam no seu dia-a-dia.
O supervisor na era moderna deve ser, como nos ensina Nerci (1990, P. 61), uma pessoa capaz, bem preparada desde o ponto de vista educacional e psicológico, agradável e especialista no processo democrático de grupo. Este deve ser uma pessoa que reconhece o seu papel como líder e consegue a cooperação de seus companheiros da administração e dos professores em todas as decisões importantes que afectem a eles mesmos e à situação de ensino - aprendizagem.
Um outro aspecto não menos importante que deve caracterizar a postura do supervisor é a adopção de normas de bom relacionamento humano sendo, de acordo com Nerci (op.cit.74), que o supervisor escolar apreenda a escala de relacionamento dos indivíduos implicados nos trabalhos de uma escola. Este pode adoptar algumas das seguintes normas: seja cordial e tolerante com os outros; procure não discutir; anime as pessoas a falarem de si mesmas, de sua família, de suas experiências, de seus problemas; faça com que os outros se sintam importantes, sem hipocrisias; seja generoso nos elogios e no reconhecimento dos méritos alheios, etc.
Para Rodrigues (2008), Entende-se que:
O supervisor dentro da escola deve ser inovador, criativo, ousado e dinâmico além de buscar alternativas, caminhos e soluções para avançar, e um de seus grandes desafios é a formação continuada dos professores, e ainda precisa ter iniciativas e coragem, para solucionar, os problemas relacionados a autoconfiança da equipe.
A atribuição do supervisor a serenidade para promover a tranquilidade no ambiente de trabalho além do que, precisa construir uma prática pedagógica transformadora, humanista, libertadora, livre e justa, promovendo assim situações favoráveis ao desenvolvimento colectivo no ensino e aprendizagem no espaço escolar.

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