A respeito da evolução das exportações brasileiras, pode-se afirmar que



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1. Observe a tabela e compare a evolução das exportações brasileiras para blocos econômicos, em valores totais (US$), e quantidade em toneladas (ton), nos períodos de 12 meses, jun/mai 2000/01 e 2010/11.

A respeito da evolução das exportações brasileiras, pode-se afirmar que

a) a China, Hong Kong e Macau, em porcentagem sobre o valor total das exportações, passaram de 3% (2000/01) para 17% (2010/11), trazendo os maiores ganhos comerciais nos períodos.

b) a participação em valor dos países desenvolvidos vem diminuindo, passando de 60% no primeiro período para 41% no segundo, sendo acompanhada pela queda do valor da tonelada exportada.

c) a maioria das exportações brasileiras atuais destina-se aos países em desenvolvimento, que lideram tanto em valor do total exportado quanto em quantidade exportada.

d) o mais importante parceiro comercial na balança das exportações brasileiras são os Estados Unidos, apresentando um desempenho crescente em valor do total exportado e em toneladas.

e) os blocos analisados mantiveram o mesmo ritmo de participação nas exportações brasileiras durante a década analisada.

2. Analise as diferentes projeções cartográficas.







Considerando conhecimentos geográficos sobre projeções cartográficas, é correto afirmar que elas

a) respeitam os mesmos graus de proporcionalidade, conformidade, equidistância e orientação, regras e convenções que garantem rigor na representação do planeta.

b) podem ser admitidas como representações fiéis da realidade, pois expressam de forma precisa e rigorosa o planeta como ele é.

c) trazem consigo diferentes formas de representação do planeta, buscando difundir ideologias e determinadas visões de mundo.

d) se caracterizam pela objetividade e neutralidade, sem que fatores de ordem política, técnica ou cultural tenham influência sobre as formas de representação do planeta.

e) são relações métricas entre a superfície do planeta e as áreas representadas no mapa, não apresentando distorções e deformações em relação à realidade.

3. A economia de todos os países conhece um processo mais vasto e profundo de internacionalização, mas este tem como base um espaço que é nacional e cuja regulação continua sendo nacional, ainda que guiada em função dos interesses de empresas globais. Essa é a razão pela qual se pode falar legitimamente de espaço nacional da economia internacional. A centralidade política, de certo modo, se fortalece em Brasília, a centralidade econômica se afirma mais fortemente em São Paulo. Todavia, a chamada abertura da economia permite a São Paulo e Brasília exercerem apenas uma “regulação delegada”, isto é, uma regulação cujas “ordens” se situam fora de sua competência territorial e deixam pequena margem para a escolha de caminhos suscetíveis de atribuir, de dentro, um destino ao próprio território nacional. (Milton Santos e Maria Laura Silveira. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI, 2001. Adaptado.)

A condição brasileira de “espaço nacional da economia internacional” e a “regulação delegada” exercida pelas principais metrópoles nacionais se confirmam uma vez que

a) os espaços produtivos integrados à economia global se caracterizam pela submissão a uma lógica internacional, ao passo que as metrópoles brasileiras se constituem nos espaços a partir dos quais as grandes empresas globais comandam suas atividades econô- micas no Brasil.

b) os espaços produtivos integrados à economia nacional se caracterizam pela submissão aos interesses nacionais, ao passo que a capital brasileira se constitui no espaço a partir do qual a maioria das grandes empresas globais comandam suas atividades econô- micas no Brasil.

c) os espaços produtivos nacionais integrados à economia global se caracterizam pelo seu poder de regula- ção dos fluxos financeiros globais, ao passo que as metrópoles brasileiras se constituem nos espaços a partir dos quais as grandes empresas globais comandam suas atividades econômicas internacionais.

d) os espaços produtivos integrados à economia global se caracterizam pela submissão aos interesses nacionais, ao passo que a capital brasileira se constitui no espaço onde se realiza o comando pleno da produção e do consumo no Brasil.

e) os espaços produtivos integrados à economia global se caracterizam pela submissão a uma lógica internacional, ao passo que as metrópoles brasileiras se constituem nos espaços a partir dos quais as pequenas e médias empresas comandam a moderna produção brasileira.



4. O mapa representa as diferenças de horário na América do Sul em função dos diferentes fusos.

A seção de abertura da Rio+20 ocorreu no Rio de Janeiro, no dia 20 de junho de 2012. A presidente da República do Brasil, Dilma Rousseff, fez um pronunciamento à nação às 21 horas, horário de Brasília. Os moradores de La Paz, na Bolívia, de Caracas, na Venezuela, de Buenos Aires, na Argentina, e do Arquipélago de Fernando de Noronha, no Brasil, se quisessem assistir ao vivo à fala da presidente, deveriam ter ligado seus televisores, respectivamente, nos seguintes horários:

a) 22h; 20h30; 21h; 19h.

b) 20h; 21h30; 21h; 22h.

c) 21h; 22h30; 20h; 22h.

d) 18h; 22h30; 20h; 19h.

e) 20h; 19h30; 21h; 22h

5. Analise a tabela



A partir da análise da tabela e de conhecimentos sobre a dinâmica imigratória, pode-se afirmar que o aumento da entrada de imigrantes no período de 1890 a 1899 no Brasil deveu-se

a) ao estímulo à imigração para o Brasil pelos governos da Alemanha e Itália, que passavam por períodos de paz e reconstrução.

b) à oferta para que imigrantes italianos e japoneses chegassem ao país como proprietários de grandes fazendas.

c) à oportunidade de trabalho ocasionada pela abolição da escravatura, associada ao desemprego nos países de origem dos imigrantes.

d) ao projeto governamental de promover a democratização da sociedade brasileira, beneficiando os trabalhadores imigrantes.

e) à atração exercida pelo desenvolvimento industrial ocorrido em algumas regiões do país.

6.

(Candido Portinari. Café, 1934.)



O quadro de Portinari representa um ciclo econômico que, em fins de 1929, entra em crise. Tem início no Rio de Janeiro, principalmente nas regiões mais elevadas, onde o arbusto encontrou características ideais para cultivo, como solo e clima. No início do século XIX, essa lavoura foi expandida para o oeste do Rio de Janeiro, quando entra na região do

a) vale do rio Tietê. Com mão de obra de emigrantes, capital vindo do exterior e mercado interno consumidor, o café, no ano de 1805, vem a ocupar o primeiro lugar na pauta de exportação brasileira.



b) vale do rio São Francisco. Com mão de obra escrava, capital provindo da mineração e mercado externo consumidor, o café, na década de 1820, vem a ocupar o quarto lugar na pauta de exportação brasileira.

c) vale do rio Paraíba do Sul, regiões fluminense e paulista. Com mão de obra escrava, capital e mercado externo consumidor, o café, na década de 1820, vem a ocupar o terceiro lugar na pauta de exportação brasileira.

d) vale do rio Paraná. Com mão de obra escrava de difícil acesso, capital em declínio e redução do mercado consumidor, o café, na década de 1890, perde lugar no espaço agrícola para o cultivo do algodão e da borracha.

e) vale do rio Grande, pelas encostas da serra da Mantiqueira. Com mão de obra mineira, empréstimo de capital local e mercado consumidor, o café se expande para a região de Ribeirão Preto, o que possibilitou um grande desenvolvimento para o oeste do estado de São Paulo.

7.

A sua análise e os conhecimentos sobre comércio internacional permitem afirmar que:



a) há um equilíbrio na participação dos blocos de países no comércio mundial, em decorrência do aumento do volume de negócios com o processo de globalização.

b) O comércio entre América Latina e África caracteriza-se pelo predomínio de intercâmbio com países e blocos do centro do sistema, apesar dos esforços recentes em aumentar o comércio entre si e com a Ásia.

c) apesar da posição de maior bloco comercial do mundo, o comércio intra-bloco é pouco expressivo na União Europeia, predominando o comércio com os EUA e Canadá.

d) apesar da Ásia participar com 23,4% do comércio mundial, a produção chinesa não é contabilizada, pois se destina ao mercado interno de 1,2 bilhão de pessoas.

e) Há maior participação no comércio mundial do bloco de países mais populosos e de ocupação mais antiga, denotando equilíbrio nas relações comerciais mundiais.
8. A Terceira Revolução Industrial gerou mudanças profundas na configuração espacial do mundo, a qual o geógrafo Milton Santos denominou de meio técnico-científico-informacional. Sobre essas mudanças, são feitas quatro afirmações. Analise-as.

I. O avanço do sistema de comunicações e de informática permitiu uma organização do espaço geográfico através de redes, que ampliam os fluxos possíveis, mesmo sem a fixação concreta das atividades produtivas em muitos pontos do espaço.

II. Apesar da ciência, da técnica e da produção estarem irregularmente distribuídas no espaço geográfico, as inovações tecnológicas estão disponíveis para todos, visto que elas transitam em fluxos que circulam por todo o mundo.

III. Embora a ampliação das relações internacionais, entre países da economia capitalista, tenha se iniciado há alguns séculos, essas mudanças alteraram o ritmo das interações espaciais, aumentando as trocas de mercadorias e a difusão de hábitos de consumo.

IV. A organização do espaço, através de redes, permitiu uma distribuição multiterritorial das atividades produtivas, gerando maior equilíbrio entre nações ricas e pobres, na divisão internacional do trabalho.

Estão corretas as afirmações:

a) I, II, III e IV.

b) I, II e III, apenas.

c) II, III e IV, apenas.

d) I e III, apenas.

e) II e IV, apenas.

9. Leia os textos a seguir:


Texto I:"No ano passado, durante as andanças, a garotada recolheu panfletos de propaganda de prédios de apartamentos à venda [...]. Eles constataram que, nas plantas ali desenhadas, os pontos de referência, como parques e estações de metrôs, estavam muito mais próximos da região dos edifícios do que o mostrado no guia. 'As construtoras aproximam tudo para tentar vender o apartamento mais fácil', conta a aluna [...]". (SOARES, Carla. Sua turma sabe qual a função da escala? "Escola", São Paulo, n. 177, p. 43, nov. 2004.)
Texto II:"Muitos pensam que os mapas representam a realidade geográfica. Não representam não, mas parece. Eu mesmo, até ir lá um dia, acreditava que a Argentina era um país cor de laranja."
(FERNANDES, Millôr apud RUA, João e outros. Para ensinar geografia. Rio de Janeiro: Access, 1993. p. 11.)
Com base nos textos e nos conhecimentos sobre cartografia, analise as afirmativas a seguir.
I. O Texto I e o Texto II indicam que, em geral, as pessoas fazem uma associação direta entre o real e o representado no mapa, raciocínio que conduz a inúmeros enganos no entendimento dos fenômenos geográficos.

II. O Texto I apresenta uma prática comum de empresas, cujas transações econômicas dependem do fator localização, pois elas tendem a manipular deliberadamente as escalas de mapas ou plantas a fim de induzir o cliente à compra do objeto de negociação.

III. O Texto II indica que o mapa é um instrumento desnecessário ao entendimento do espaço geográfico, por fazer as pessoas construírem uma falsa ideia sobre os lugares, eliminada quando do contato direto entre o sujeito e os territórios.

IV. O Texto I remete à ideia de que a confecção de mapas supõe a intencionalidade de quem o produz. O Texto II indica a descoberta da diferença entre o real e sua representação, quando do contato com o lugar representado.


Estão corretas apenas as afirmativas:

a) I e II.

b) II e III.

c) III e IV.

d) I, II e IV.

e) I, III e IV.

10. Texto I
Os cinco anos do governo Juscelino são lembrados como um período de otimismo associado a grandes realizações, cujo maior exemplo é a construção de Brasília. [...] A ideia não era nova, pois a primeira Constituição Republicana, de 1891,atribuía ao Congresso a competência de “mudar a capital da União”. Coube porém a Juscelino levar o projeto à prática, com enorme entusiasmo, mobilizando recursos e mão de obra constituída principalmente por migrantes nordestinos – os chamados “candangos”.
(Adaptado de: FAUSTO, B. História do Brasil. 8 ed. São Paulo: EDUSP/FDE, 2000, p. 425-430.)
Texto II
[...] Eu inauguro o monumento
No Planalto Central do País [...]
O monumento é de papel crepom e prata
Os olhos verdes da mulata
A cabeleira esconde atrás da verde mata
O luar do sertão [...]
O monumento não tem porta
A entrada é uma rua antiga,
Estreita e torta
E no joelho uma criança sorridente,
Feia e morta,
Estende a mão [...]
(VELOSO, C. Tropicália. Álbum Tropicália. Ed. Polygram, 1967.)

Considerando os textos I e II e os conhecimentos sobre o tema, é correto afirmar que a construção de Brasília representou:


a) A síntese de um período de desenvolvimento econômico sem precedentes na história nacional, pela prosperidade ocasionada pelo deslocamento maciço de populações empobrecidas do Nordeste para a nova área de ocupação.
b) A construção da primeira cidade planejada do Brasil, época em que se inaugura a modernização do país propiciando também a remodelação de portos, construção de ferrovias, aeroportos e indústrias de base.
c) Uma época na qual o país buscou superar de forma rápida o atraso econômico da sociedade agroexportadora e adentrar no mundo urbano industrial, vivendo, no entanto, uma série de contradições sociais geradas pela concentração de renda.
d) O coroamento do esforço governamental, iniciado na Primeira República, que procurava estimular a ocupação territorial, promovendo a reforma agrária, o desenvolvimento industrial descentralizado e a modernização do país.
e) A reformulação do movimento conhecido como “Marcha para o Oeste”, que procurou transformar áreas despovoadas do Brasil em polos de desenvolvimento industrial, política consolidada na Era Vargas.
11. Sobre os movimentos da Terra no espaço, é correto afirmar que

a) a inclinação do eixo da Terra, de 23o 27’ em relação ao plano de sua órbita ao redor do Sol, apresenta, como principal consequência, a sucessão dos dias e das noites.

b) vemos primeiro o Sol a leste, porque o movimento de translação ocorre de oeste para leste.

c) os hemisférios norte e sul da Terra são igualmente iluminados em duas ocasiões durante o ano, quando ocorrem os solstícios.

d) os equinócios marcam o início do inverno e do verão.

e) as horas e os fusos horários decorrem do movimento de rotação da Terra.



12.

(Regina Vasconcellos; Ailton P. A. Filho. Atlas geográfico ilustrado e comentado, 1999. Adaptado.)

 

 

As coordenadas geográficas (latitudes e longitudes) dos pontos 1 e 2, indicados no planisfério, são, respectivamente,



a) 30° L e 0°;   0° e 40° O.

b) 30° N e 0°; 0° e 60° O.

c) 0° e 30° N;  60° S e 0°.

d) 30° N e 30° O; 60° S e 60° O.

e) 30° S e 30° O; 60° N e 60° L.
13. Leia os versos da canção “Carcará”, de José Cândido e João do Vale.
Carcará
Carcará

Lá no Sertão

É um bicho que “avoa” que nem avião

É um pássaro malvado

Tem o bico “volteado” que nem gavião

Carcará


Quando vê roça queimada

Sai voando e cantando

Carcará

Vai fazer sua caçada

Carcará

Come “inté” cobra queimada

Mas quando chega o tempo da invernada

No Sertão não tem mais roça queimada

Carcará mesmo assim num passa fome

Os “burrego que nasce” na baixada

Carcará

Pega, mata e come

Carcará

Num vai morrer de fome

Carcará

Mais coragem do que homem

Carcará

Pega, mata e come

Carcará é malvado, é valentão

É a águia de lá do meu Sertão

Os “burrego novinho” num pode andar

Ele puxa o “imbigo” “inté” matar

Carcará

Pega, mata e come

Carcará

Num vai morrer de fome

Carcará

Mais coragem do que homem

Carcará

Pega, mata e come


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Considerando as relações tróficas encontradas no texto da canção, assinale a alternativa que apresenta a correta correlação entre o trecho selecionado e a afirmação que o sucede.

a) “Carcará / Come ‘inté’ cobra queimada” e “Os ‘burrego que nasce’ na baixada / Carcará / Pega, mata e come”: as cobras e os borregos ocupam o mesmo nível trófico, uma vez que ambos são presas do carcará.

b) “Ele puxa o ‘imbigo’ ‘inté’ matar”: os borregos são mamíferos e, portanto, ocupam o topo da cadeia alimentar.

c) “No Sertão não tem mais roça queimada / Carcará mesmo assim num passa fome”: os carcarás são decompositores e ocupam o último nível trófico da cadeia alimentar.

d) “Vai fazer sua caçada”: os carcarás são predadores e, portanto, consumidores primários no segundo nível trófico.

e) “Carcará / Come ‘inté’ cobra queimada”: os carcarás são consumidores terciários e ocupam o quarto nível trófico.

14. Sr. José Horácio, um morador de Ipatinga, MG, flagrou uma cena curiosa, filmou-a e mandou-a para um telejornal. Da ponte de um lago no parque da cidade, pessoas atiravam migalhas de pão aos peixes. Um socozinho (Butorides striata), ave que se alimenta de peixes, recolhia com seu bico algumas migalhas de pão e as levava para um lugar mais calmo, à beira do lago e longe das pessoas. Atirava essas migalhas “roubadas” no lago e, quando os peixes vinham para comê-las, capturava e engolia esses peixes. Sobre os organismos presentes na cena, pode-se afirmar que:

a) o socozinho é um parasita, os homens e os peixes são os organismos parasitados.

b) o socozinho é um predador, que pode ocupar o terceiro nível trófico dessa cadeia alimentar.

c) o homem é produtor, os peixes são consumidores primários e o socozinho é consumidor secundário.

d) os peixes e o socozinho são consumidores secundários, enquanto o homem ocupa o último nível trófico dessa cadeia alimentar.

e) os peixes são detritívoros e o socozinho é consumidor primário.

15. “Tudo começa com os cupins alados, conhecidos como aleluias ou siriris. Você já deve ter visto uma revoada deles na primavera. São atraídos por luz e calor, e quando caem no solo perdem suas asas. Machos e fêmeas se encontram formando casais e partem em busca de um local onde vão construir os ninhos. São os reis e as rainhas. Dos ovos nascem as ninfas, que se diferenciam em soldados e operários. Estes últimos alimentam toda a população, passando a comida de boca em boca. Mas, como o alimento não é digerido, dependem de protozoários intestinais que transformam a celulose em glicose, para dela obterem a energia.

Mas do que se alimentam? Do tronco da árvore de seu jardim, ou da madeira dos móveis e portas da sua casa.

Segundo os especialistas, existem dois tipos de residência: as que têm cupim e as que ainda terão”.


(Texto extraído de um panfleto publicitário de uma empresa dedetizadora. Adaptado.)
No texto, além da relação que os cupins estabelecem com os seres humanos, podem ser identificadas três outras relações ecológicas. A sequência em que aparecem no texto é:

a) sociedade, mutualismo e parasitismo.

b) sociedade, comensalismo e predatismo.

c) sociedade, protocooperação e inquilinismo.

d) colônia, mutualismo e inquilinismo.

e) colônia, parasitismo e predatismo.

16. Uma vez que não temos evidência por observação direta de eventos relacionados à origem da vida, o estudo científico desses fenômenos difere do estudo de muitos outros eventos biológicos. Em relação a estudos sobre a origem da vida, apresentam-se as afirmações seguintes.
I. Uma vez que esses processos ocorreram há bilhões de anos, não há possibilidade de realização de experimentos, mesmo em situações simuladas, que possam contribuir para o entendimento desses processos.

II. Os trabalhos desenvolvidos por Oparin e Stanley Miller ofereceram pistas para os cientistas na construção de hipóteses plausíveis quanto à origem da vida.

III. As observações de Oparin sobre coacervados ofereceram indícios sobre um processo que constituiu-se, provavelmente, em um dos primeiros passos para a origem da vida, qual seja, o isolamento de macromoléculas do meio circundante.
Em relação a estas afirmações, podemos indicar como corretas:

a) I, apenas.

b) II, apenas.

c) I e II, apenas.

d) II e III, apenas.

e) I, II e III.

17. Em determinada região do nosso país, o sistema de saúde verificou um crescente número de mortes por problemas cardíacos, sobretudo em pessoas na faixa etária de 40 a 50 anos. Tais mortes não estavam relacionadas a históricos de sobrepeso ou hipertensão. Investigado o problema, verificou-se que há décadas a população não contava com condições adequadas de moradia. Muitas das casas eram de pau a pique e estavam infestadas de insetos. Segundo os sanitaristas, as mortes deviam-se a uma parasitose endêmica na região.

Pode-se afirmar que, mais provavelmente, a parasitose em questão é causada por organismos da espécie

a) Plasmodium vivax.

b) Trypanosoma cruzi.

c) Triatoma infestans.

d) Taenia solium.

e) Schistosoma mansoni.

18. Na aula de biologia, a professora comentou que as briófitas poderiam ser consideradas "os anfíbios do reino vegetal".

Esta afirmação é válida se considerarmos que as briófitas, assim como alguns anfíbios,

a) apresentam um sistema de distribuição de água pelo corpo que se dá de célula para célula, por osmose.

b) reproduzem-se por alternância de gerações (metagênese).

c) têm uma fase do desenvolvimento (gametófito) que ocorre exclusivamente na água.

d) sofrem um processo de metamorfose, durante o qual se alteram os mecanismos de captação de oxigênio.

e) vivem em ambientes úmidos e dependem da água para a fecundação.



19. Observe a imagem, cena do personagem Carlitos no filme Tempos modernos, 1936.

Tempos modernos, de Charles Chaplin, representa a situação econômica e social dos Estados Unidos da América dos anos trinta do século passado. No filme, as aventuras de Carlitos transcorrem numa sociedade

a) capitalista em desenvolvimento e conflagrada pelos movimentos operários de destruição das máquinas.

b) globalizada, em que o poder financeiro tornava desnecessário o uso das máquinas na produção de mercadorias.

c) imperialista e mecanizada, que aplicava os lucros adquiridos na exploração dos países pobres em benefício dos operários americanos.

d) abalada pelo desemprego e caracterizada pela submissão do trabalho humano ao movimento das máquinas.



e) pós-capitalista, na qual o emprego da máquina libertava o homem da opressão do trabalho industrial.
20. Observe a tabela.

Os dados da tabela permitem concluir que

a) com o início do tráfico negreiro em meados do século XVI, não houve mais práticas de escravidão contra as populações indígenas.

b) a economia paulista, pautada pela pequena propriedade rural, raramente utilizou-se da mão-de-obra compulsória, fosse dos índios ou dos africanos.

c) em São Paulo, ao contrário do resto da Colônia, a Igreja Católica concordava e patrocinava a escravização dos índios.

d) a efetiva escravização dos índios em São Paulo só ocorreu ao final do século XVIII, com as dificuldades do acesso à mão-de-obra africana.

e) apesar das restrições legais, a escravização dos índios continuou recorrente em São Paulo e teve o seu auge em meados do século XVII.
21. Padre Cícero, prontamente, jurou lealdade ao Papa e à Constituição republicana do Brasil e, de imediato, recorreu aos potentados políticos do interior, atitudes com as quais ele, mais uma vez, desviou de si a hostilidade ambivalente do Estado e da Igreja. Desde que começara sua querela com a hierarquia eclesiástica do Ceará, em 1891, padre Cícero, diferentemente de Antônio Conselheiro, inúmeras vezes procurou, obteve e cultivou a proteção da hierarquia política local. (Ralph Della Cava. Milagre em Joazeiro.)

O texto distingue a Canudos, de Antônio Conselheiro, do movimento de Joazeiro, no Ceará, liderado pelo padre Cícero. Apesar das suas diferenças, percebe-se pelas atitudes do padre Cícero que ele enfrentava problemas semelhantes aos confrontados por Antônio Conselheiro no interior da Bahia. Aos olhos de parcela das elites brasileiras da época, sobretudo litorâneas, estes movimentos

a) resultaram da reação da população brasileira à corrupção da Igreja e ao Dogma da Infalibilidade do Papa.

b) tinham propósitos distintos, porque padre Cícero era membro da Igreja e Antônio Conselheiro não era cristão.

c) ameaçavam a hierarquia eclesiástica, a ordem social no interior do país e a estabilidade do regime político vigente.

d) exprimiam os ideais da civilização cristã na sua fase de maior desenvolvimento nas sociedades americanas.

e) eram liderados por políticos republicanos radicais, insatisfeitos com os rumos tomados pelo governo.
22. Vladimir Ulyanov ficou conhecido como Lênin e foi considerado o grande líder da Revolução Russa de 1917, que pela primeira vez na história implantou um sistema comunista de governo. O comunismo tem como um de seus princípios de organização social

a) a defesa da livre iniciativa comum para todos.

b) a privatização dos aparelhos estatais.

c) o livre comércio.

d) o estímulo social à produção de capital especulativo.

e) a socialização dos meios de produção.


23. Observe a charge de Ângelo Agostini, publicada no periódico A Vida Fluminense, em 11 de junho de 1870.

A charge expressa

a) a violência e brutalidade do regime escravista, que reconhecia a humanidade do escravo, mas o obrigava a trabalhar sem remuneração e punia o menor erro ou descuido.

b) o paradoxo decorrente da incorporação de escravos no exército brasileiro e de sua participação nas lutas travadas em defesa do país na segunda metade do século XIX.

c) a tomada de posição dos oficiais do exército brasileiro que, a partir de 1850, não só se negaram a perseguir os escravos fugidos, como abrigaram os mesmos nos quartéis.

d) o programa imperial de rápida abolição da mão-de-obra escrava, especificamente nas grandes cidades brasileiras.



e) a intensificação da repressão aos quilombos e à fuga de escravos, que cresceu na medida em que se fortaleciam os movimentos em prol da abolição do regime.
24. Observe a gravura, produzida na época da Revolução Francesa de 1789.

Gravura popular de 1789, anônima.

Pode-se afirmar que os personagens da gravura representam
a) o ideal que caracterizava o estado Absolutista, segundo o qual o poder do monarca não conhecia limites.

b) os interesses da nobreza que, em aliança com a Igreja e os trabalhadores urbanos, assegurou os privilégios feudais.

c) a exploração do terceiro estado pelo clero e pela nobreza, cuja contestação desencadeou o processo revolucionário.

d) a insegurança durante a fase do Terror jacobino, que ocasionou o êxodo da população civil para o campo, em busca de proteção.

e) a tentativa de unir a sociedade francesa para superar as dificuldades econômicas enfrentadas nas vésperas da revolução.
25. Dia-a-dia os traficantes estão raptando nosso povo . crianças deste país, filhos de nobres e vassalos, até mesmo pessoas de nossa própria família. (...) Essa forma de corrupção e vício está tão difundida que nossa terra acha-se completamente despovoada. (...) Neste nosso reino, só precisamos de padres e professores, nada de mercadorias, a menos que sejam vinho e farinha para a Missa. (...) É nosso desejo que este reino não seja um lugar de tráfico ou transporte de escravos.

(Carta de Affonso I, Manikongo [governante do reino do Kongo, 1526] ao rei de Portugal, em Adam Hochschild, O fantasma do rei Leopoldo.)

As esperanças do Manikongo foram frustradas, pois a presença portuguesa na África, no século XVI, estava subordinada aos princípios

a) liberais.

b) imperialistas.

c) mercantilistas.

d) socialistas.

e) fisiocratas.

26. Ao mesmo tempo que a Coroa lusa mantinha uma política de reformas do absolutismo, surgiram na Colônia várias conspirações contra Portugal e tentativas de independência. Elas tinham a ver com as novas idéias e os fatos ocorridos na esfera internacional, mas refletiam também a realidade local. Podemos mesmo dizer que foram movimentos de revolta regional e não revoluções nacionais.

(Boris Fausto, História do Brasil.)


Acerca dos movimentos relacionados com a crise do sistema colonial, é correto afirmar que

a) a Inconfidência Mineira foi a primeira tentativa de rompimento dos laços coloniais com a metrópole portuguesa e, entre os seus projetos, havia o de organizar uma república independente.

b) a Conjuração Baiana, do fim do século XVIII, representou os interesses dos setores mais conservadores da sociedade baiana, que defendiam a manutenção da escravidão e os privilégios da elite local.

c) a Revolução de 1817, eclodida em Pernambuco e disseminada por grande parte do nordeste brasileiro, defendia a ordem imperial na figura do rei Dom João VI, desde que houvesse restrições ao tráfico de escravos.

d) a Conjuração Carioca, do início do século XIX, foi a mais popular das rebeliões inseridas no processo de emancipação política do Brasil, pois defendia o voto universal para todos os brasileiros.

e) a Revolta dos Malês, de fins do século XVIII, teve como centro de operações a cidade de Salvador e defendia a independência do Brasil e a imediata abolição do tráfico de escravos para o Brasil.



27.

A respeito do contexto apresentado, é correto afirmar:

a) a imagem demonstra que os agricultores das margens férteis do rio Nilo desconheciam a escrita.

b) ao contrário da economia da caça de animais, que exigia o trabalho coletivo, a agricultura não originava sociedades humanas.

c) a imagem revela uma apurada técnica de composição, além de se referir à economia e à cultura daquele período histórico.

d) os antigos egípcios cultivavam cereais e desconheciam as atividades econômicas do artesanato e da criação de animais.

e) a imagem comprova que as produções culturais dos homens estão desvinculadas de suas práticas econômicas e de subsistência.
28. Quando sucumbe o monarca, a majestade real não morre só, mas, como um vórtice, arrasta consigo tudo quanto o rodeia (...) Basta que o rei suspire para que todo o reino gema.(Hamlet, 1603.)

Essas palavras, pronunciadas por Rosencrantz, personagem de um drama teatral de William Shakespeare, aludem

a) ao absolutismo monárquico, regime político predominante nos países europeus da Idade Moderna.

b) à monarquia parlamentarista, na qual os poderes políticos derivam do consentimento popular.

c) ao poder mais simbólico do que verdadeiro do rei, expresso pela máxima “o rei reina, mas não governa”.

d) à oposição dos Estados europeus à ascensão da burguesia e à emergência das revoluções democráticas.

e) à decapitação do monarca inglês pelo Parlamento durante as Revoluções Puritana e Gloriosa.
29. Entre as formas de organização econômica pré-fabris no continente europeu, estão as oficinas artesanais, em que

a) um mestre trabalhava juntamente com aprendizes e vendia seus produtos para compradores locais.

b) o produtor submetia-se a um comerciante que lhe fornecia a matéria-prima e adquiria o produto acabado.

c) um proprietário possuía máquinas sofisticadas e explorava um grande número de trabalhadores.

d) os mestres e os assalariados dividiam as tarefas produtivas e usufruíam com igualdade dos lucros obtidos.

e) a unidade produtora supria as necessidades da família e não comercializava os produtos excedentes.

30. Observe a charge.

AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES... “DE CABRESTO”




Ela - É o Zé Besta?

Ele - Não, é o Zé Burro!


A ilustração refere-se

a) ao alto grau de abstenção dos eleitores na Primeira República, o que facilitava a ação de políticos ilustrados.

b) à prática dos grupos oligárquicos, que controlavam de perto o voto de seus dependentes e agregados.

c) ao elevado índice de analfabetismo no campo, o que favorecia a distribuição de cédulas eleitorais falsas.

d) à alternância no poder federal, graças ao controle dos votos, de políticos populares dos diversos Estados brasileiros.

e) ao controle do governo central sobre os governadores, que valia do estado de sítio no período eleitoral.


31. A partir do século VII a.C., muitas comunidades nas ilhas, na Grécia continental, nas costas da Turquia e na Itália construíram grandes templos destinados a deuses específicos: os deuses de cada cidade. As construções de templos foram verdadeiramente monumentais. [...] Tornaram-se as novas moradias dos deuses. Não eram mais deuses de uma família aristocrática ou de uma etnia, mas de uma pólis. Eram os deuses da comunidade como um todo. A religião surgiu, assim, como um fator aglutinador das forças cooperativas da pólis. [...]

A construção monumental foi influenciada por modelos egípcios e orientais. Sem as proezas de cálculo matemático, desenvolvidas na Mesopotâmia e no Egito, os grandes monumentos gregos teriam sido impossíveis. (Norberto Luiz Guarinello. História antiga, 2013.)


A relação estabelecida no texto entre a arquitetura grega e a arquitetura egípcia e oriental pode ser justificada pela:

a)circulação e comunicação entre povos da região mediterrânica e do Oriente Próximo, que facilitaram a expansão das construções em pedra.

b)dominação política e militar que as cidades-estados gregas, lideradas por Esparta, impuseram ao Oriente Próximo.

c)presença hegemônica de povos de origem árabe na região mediterrânica, que contribuiu para a expansão do Islamismo.

d)difusão do helenismo na região mediterrânica, que assegurou a incorporação de elementos culturais dos povos dominados.

e)força unificadora do cristianismo, que assegurou a integração e as recíprocas influências culturais entre a Europa e o norte da África.


32. Analise o cartaz da campanha presidencial do Marechal Henrique Teixeira Lott.


O cartaz, que foi empregado na campanha para a Presidência da República em 1960,

a) confirma a presença de Vargas como principal articulador da candidatura de Lott e relembra as dificuldades na

construção da nova Capital.

b)demonstra a aliança do conjunto das classes sociais brasileiras com Lott e defende a necessidade de unidade política na busca pelo progresso do país.

c) celebra o desenvolvimentismo dos governos anteriores e alerta para o risco iminente de golpe militar.

d) ressalta a aliança partidária construída em torno do nome de Lott e destaca a continuidade política que sua candidatura representa.

e)apresenta a candidatura de Lott à presidência como expressão do populismo e do esforço de incorporar os setores trabalhadores à política.
33. Os centros artísticos, na verdade, poderiam ser definidos como lugares caracterizados pela presença de um número razoável de artistas e de grupos significativos de consumidores, que por motivações variadas — glorificação familiar ou individual, desejo de hegemonia ou ânsia de salvação eterna

estão dispostos a investir em obras de arte uma parte das suas riquezas. Este último ponto implica, evidentemente, que o centro seja um lugar ao qual afluem quantidades consideráveis de recursos eventualmente destinados à produção artística.



Além disso, poderá ser dotado de instituições de tutela, formação e promoção de artistas, bem como de distribuição das obras. Por fim, terá um público muito mais vasto que o dos consumidores propriamente ditos: um público não homogêneo, certamente (...).

(Carlo Ginzburg. A micro-história e outros ensaios, 1991.)


Os “centros artísticos” descritos no texto podem ser identificados.

a) nos mosteiros medievais, onde se valorizava especialmente a arte sacra.

b)nas cidades modernas, onde floresceu o Renascimento cultural.

c)nos centros urbanos romanos, onde predominava a escultura gótica.

d)nas cidades-estados gregas, onde o estilo dórico era hegemônico.

e) nos castelos senhoriais, onde prevalecia a arquitetura românica


34. Observe e compare os monumentos.

Templo de Luxor, construído aproximadamente no século XIII a.C. no Egito.


Pártenon, templo da acrópole de Atenas, construído no século V a.C. na Grécia.



Palácio do Planalto, construído no século XX em Brasília.


O elemento comum às construções apresentadas constitui :

a) um esforço de ostentação perdulária, de demonstração de hegemonia e de poder de grandes impérios unificados.

b) uma expressão simbólica das concepções religiosas da Antiguidade, que se estenderam até os dias atuais.

c) um aspecto da arquitetura monumental que se opõe à concepção do homem como medida de todas as coisas.

d) um princípio arquitetônico estrutural modificado ao longo da história por concepções religiosas, políticas e artísticas.

e) uma comprovação do predomínio dos valores estéticos sobre os religiosos, políticos e sociais.


35. Eis dois homens a frente: um, que quer servir; o outro, que aceita, ou deseja, ser chefe. O primeiro une as mãos e, assim juntas, coloca-as nas mãos do segundo: claro símbolo de submissão, cujo sentido, por vezes, era ainda acentuado pela genuflexão. Ao mesmo tempo, a personagem que oferece as mãos pronuncia algumas palavras, muito breves, pelas quais se reconhece “o homem” de quem está na sua frente. Depois, chefe e subordinado beijam-se na boca: símbolo de acordo e de amizade. Eram estes – muito simples e, por isso mesmo, eminentemente adequado para impressionar espíritos tão sensível às coisas – os gestos que serviam para estabelecer um dos vínculos mais fortes que a época feudal conheceu.

(Marc Bloch. A sociedade feudal, 1987.)

Miniatura do Liber feudorum Ceritaniae, século XIII

(www.mcu.es)


O texto e a imagem referem-se à cerimônia que:

a) consagra bispos e cardeais.

b) estabelece as relações de vassalagem.

c) estabelece as relações de servidão.

d) consagra o poder municipal.

e)estabelece as relações de realeza.


Leia uma passagem de um romance de Autran Dourado (1926-2012).



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