A reabilitação Cardíaca em Contexto Comunitário: aptidão física funcional da pessoa idosa com doença cardiovascular



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N=9 
M0 
M1 
%dif.   p-value 
Bateria de Testes Funcionais 
Levantar e Sentar (n) 
21 ± 7 
23 ± 5 
14 
0,038* 
Sentar e Alcançar Direita (cm) 
-17,2 ± 11,1 
-16,8 ± 6,9 
2,3 
0,883 
Sentar e Alcançar Esquerda (cm) 
-14,3 ± 10,6 
-15,3 ± 7,9 
-6,9 
0,724 
Alcançar Atrás Costas Direita (cm) 
-16,0 ± 12,8  -14,3 ± 11,5 
10,4 
0,342 
Alcançar Atrás Costas Esquerda (cm) 
-21,3 ± 8,7 
-17,7 ± 10,1 
17,2 
0,149 
Levantar, andar 2,44m e sentar (s) 
4,6 ± 0,7 
4,2 ± 0,6 
7,5 
0,110 
6 Minutos de Marcha (m) 
535 ± 52 
549 ± 55 

0,476 
Força de preensão manual 
Preensão Manual Direita (kg) 
38,6 ± 10,1 
42,3 ± 10,9 
9,6 
0,020* 
Preensão Manual Esquerda (kg) 
36,6 ± 10,8 
37,8 ± 11,4 
3,4 
0,385 
1-RM 
Prensa de Peito (kg) 
46,9 ± 15,3 
51,1 ± 10,6 
8,9 
0,129 
Flexão de Pernas (kg) 
38,9 ± 13,5 
45,0 ± 16,3 
15,7 
0,016* 
Remada (kg) 
58,1 ± 19,7 
61,9 ± 15,0 
6,7 
0,202 
Prensa de Pernas (kg) 
97,2 ± 34,4 
105,6 ± 40,5 
8,6 
0,428 
Puxada Lateral (kg) 
55,3 ± 16,3 
59,2 ± 12,7 
7,1 
0,122 
Extensão de Pernas (kg) 
74,2 ± 28,8 
74,7 ± 19,6 
0,7 
0,914 
*p < 0,05 


67 
 
Uma outra revisão sistemática de Cadore  et  al.,  (2013)  analisou os efeitos de  diferentes 
tipos de protocolos de treino no risco de queda, velocidade de marcha e equilíbrio em idosos com 
baixa  condição  física.  Concluíram  que,  os  estudos  que  obtiveram  melhorias  em  todas  estas 
variáveis, ou seja, que obtiveram melhorias no estado de saúde geral do idoso ao aumentar a sua 
independência e habilidade para realizar as atividades da vida diária, utilizaram um protocolo de 
treino que inclui várias componentes de exercício físico. Deve-se, assim, privilegiar protocolos que 
não  treinem  exclusivamente  ou  só  força  muscular  ou  só  resistência  aeróbia,  mas  que  incluam 
exercícios de força muscular, resistência aeróbia, equilíbrio, agilidade, etc.  
Como  se  verifica  com  estes  resultados,  apenas  três  variáveis  foram  consideradas  como 
estatisticamente  significativas.  Foi  com  o  objetivo  de  conseguir  melhorar  estes  resultados, 
especialmente  para  a  população  idosa,  que  a  estagiária  sugeriu  introduzir  exercícios  físicos  que 
apelassem a outras componentes da aptidão física, ou seja, não só componentes relacionadas com 
a saúde (resistência cardiovascular, composição corporal, força muscular, resistência muscular e 
flexibilidade), mas também relacionadas com a habilidade/destreza física (agilidade, coordenação, 
equilíbrio, potência, tempo de reação e velocidade) (ACSM, 2017). Para conseguir introduzir este 
tipo  de  exercício  físico,  o  treino  sugerido  foi  o  treino  em  circuito,  ou  seja,  várias  estações  que 
solicitassem diferentes qualidades físicas.  
Durante o estágio foram aplicados dois circuitos. Para cada circuito foram realizados dois 
esquemas diferentes devido à disponibilidade dos estúdios. Ou seja, um esquema para as turmas 
da manhã em que o estúdio principal estava livre e um esquema para as turmas da noite em que 
apenas  era  possível  utilizar  o  estúdio 2.  Cada circuito  tinha  a  duração entre  20-30 minutos,  era 
realizado  após  um  período  de  10  minutos  de  aquecimento  num  ergómetro  e  após  terminado 
procedia-se a um período de 10 minutos de retorno à calma.  
Apesar  da  amostra  escolhida  ter  sido  a  população  idosa  do  CRECUL,  os  circuitos  foram 
aplicados a todos os participantes que vieram nos dias em que estes foram realizados. Sendo uma 
população com DCV, algo que foi sempre transversal a todos os circuitos foram os parâmetros de 
controlo.  Assim,  para  cada  sessão  em  que  foi  aplicado  um  circuito  os  procedimentos  foram  os 
seguintes: 
1.  Antes da sessão: Colocação dos cardiofrequencímetros e registo dos valores iniciais da FC 
e  da  PA.  Questionar  se  a  terapêutica  farmacológica  foi  tomada  devidamente  e  se  os 
participantes  se  encontram  com  algum  sinal  ou  sintoma  que  impedisse  a  realização  da 
sessão; 
2.  Durante a sessão: Controlo constante da FC através da projeção da mesma na parede. A FC 
de treino deverá encontrar-se entre os 60% e os 80% da FC máxima. Utilização da escala 
subjetiva de esforço, situando-se no intervalo de 12/13. Falar com os participantes e ter 
atenção a eventuais sinais e sintomas
3.  Pós sessão: Voltar a registar os valores da PA e da FC. 
O  primeiro  circuito  foi  aplicado  no  dia  7  de  abril  de  2017  tanto  às  turmas  da  manhã  (três 
sessões)  como  às  da  tarde  (duas  sessões).  Cada  sessão  teve  no  máximo  a  participação  de  6 
participantes e foram realizadas sempre sob a supervisão dos orientadores do local de estágio e 
com a ajuda da colega de estágio. 


68 
 
O objetivo deste foi, através da utilização de um percurso corrido com várias estações, treinar 
a agilidade, coordenação e equilíbrio. A componente aeróbia também esteve presente na maioria 
dos exercícios físicos.  
O circuito para as sessões da manhã foi realizado no estúdio principal da Academia de Fitness 
(Figura  14).  A  ordem  dos  exercícios  foi  do  nº1  ao  nº6  como  demonstrado  no  esquema.  Os 
participantes  são  distribuídos  pelas  seis  estações,  após  completada  a  estação  passam  para  a 
seguinte  no  sentido  inverso  aos  ponteiros  do  relógio.  Não  existem  pausas  entre  as  estações. 
Quando  voltam  à  estação  em  que  começaram,  existe  um  período  de  recuperação 
(aproximadamente dois minutos) e depois reiniciam. Duas/três voltas ao percurso. 
 
 
 
Figura 14 - Esquema ilustrativo do 1º circuito - Estúdio Principal 
As sessões da tarde realizaram-se no estúdio 2. Neste, por ter dimensões menores, teve 
que se dividir o circuito em duas partes (Figura 15 e Figura 16). 
 
Figura 15 - Esquema ilustrativo do 1º circuito - Estúdio 2 (primeira parte) 


69 
 
 
Figura 16 - Esquema ilustrativo do 1º circuito - Estúdio 2 (segunda parte) 
O  segundo circuito foi aplicado no dia 7 de julho de 2017 mais uma vez  tanto às turmas da 
manhã (três sessões) como às da tarde (duas sessões). Também neste, cada sessão teve no máximo 
a participação de 6 participantes e foram realizadas sempre sob a supervisão dos orientadores do 
local de estágio e com a ajuda da colega de estágio. 
O objetivo deste circuito foi, através de seis estações, realizar um treino de força muscular que 
solicitasse os principais grupos musculares. Assim, após realizar a componente aeróbia na sala de 
exercício  durante  aproximadamente  25  minutos  num  ergómetro,  precedido  de  um  período  de 
aquecimento de 5 a 10 minutos, subiram para o estúdio principal (Figura 17) e para o estúdio 2 
(Figura 17) de acordo com o período (manhã ou tarde respetivamente), para executar o circuito. 
Ao  contrário  do  anterior  que  era  em  formato  de  percurso,  este  ocorreu  por  estações,  ou  seja, 
realizavam cada exercício o máximo número de vezes  durante  1 minuto antes  de  passar para o 
seguinte. Entre cada exercício existia uma pausa de 30 segundos para permitir a transição. Após 
completar as 6 estações, existiu um período de recuperação de aproximadamente dois minutos. O 
circuito foi realizado duas a três vezes. Após terminado realizou-se um período de retorno à calma 
com a duração de aproximadamente 10 minutos. 
 
 
Figura 17 - Esquema ilustrativo do 2º circuito - Estúdio Principal (esquerda) e Estúdio 2 (direita)
 
Em  anexo  (Anexo  16)  encontram-se  descritos  os  materiais  necessários,  a  explicação  dos 
exercícios, as qualidades físicas treinadas e as variantes de dificuldade e de facilidade. 
Ao  concluir  um  pouco  sobre  este  contributo,  no  geral  e  de  acordo  com  o  feedback  dos 
participantes  do  CRECUL,  diria  que  foram  aplicados  com  sucesso.  No  entanto,  existem  algumas 
limitações que, após refletir, poderiam ter sido realizadas de forma diferente. Por exemplo, apesar 
de não fazer parte do planeamento do CRECUL, e até pode ser vista como sugestão futura para o 
programa, a estagiária teria aplicado a bateria de equilíbrio de Fullerton juntamente com as outras 
avaliações  para  poder  saber  o  risco  de  queda  dos  participantes,  dado  o  elevado  número  de 


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