A quebra da autoridade do historiador acadêmico sobre a produção do conhe



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NOTAS


1

 Este artigo teve uma primeira versão elaborada para apresentação na mesa-redonda “Os 

públicos da história: currículos, formação e ensino de História em debate”, no 9 Seminário 

Nacional de História da Historiografia (Vitória, 24 maio 2015); depois refeita para 2

nd

 

 INTH network conference “The Practical Past: on the advantages and disadvantages of 



history for life” (ago. 2016). Agradeço aos organizadores e participantes desses eventos, a 

Valdei Lopes Araújo, Fernando Nicolazzi e Matheus Pereira e aos três consultores ad 



hoc acionados pela RBH pelas generosas leituras e sugestões. Os equívocos remanescentes 

são de minha responsabilidade.

2

 doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP). Professor Titular da Univer-



sidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Pesquisador CNPq.

3

 Cf. MALERBA, 2010 e 2013, e a sugestiva resenha de André de Lemos Freixo (FREIXO, 



2015, p.707-716). Também FUCHS, 2002; VARELLA et al., 2008.

4

 de acordo com a proposta clássica de Ricoeur, as operações conduzidas pela semiótica 



textual tornam-se uma parte do círculo hermenêutico na articulação das três mimesis. O 

círculo semiológico torna-se uma das mimesis (II) que se encontra situada entre as outras 

duas: a mimesis I ou a pré-figuração e a mimesis III ou a refiguração. Cf. REIS, 2006, p.17-

40; FERREIRA, 1999, p.81-94.




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 Consideramos a existência de outros circuitos produtores de conhecimento histórico (co-



mo os institutos históricos e os autodidatas) e formas diversas de produção e disseminação 

de consciência histórica, num sentido mais amplo que a historiografia. A literatura, o tea-

tro ou o ensino escolar, pelo menos desde o século XIX, somando-se o rádio, a televisão e 

o cinema, no século XX, assim o atestam. Na impossibilidade lógica de trilhar todos os 

caminhos ao mesmo tempo, nosso foco neste artigo há de ser mais restrito, com ênfase na 

historiografia. A preponderância da mídia livro e do historiador erudito apresenta nuan-

ces; porém, quando pensamos em termos de produção e circulação do conhecimento his-

tórico no período em tela, não há como diminuir a regra ante as exceções.

6

 Expoentes da historiografia do livro e da leitura no Brasil incluem VILLALTA, 1997 e 



2005; SCHAPOCHNIK, 1994; SCHAPOCHNIK; ABREU, 2005; ABREU, 2000.

7

 Em outro belíssimo e erudito ensaio, Nicollazi perscruta as considerações a respeito da 



leitura da história feitas pelo historiador e antiquário francês Claude-François Menestrier 

em sua obra Les divers caracteres des ouvrages historiques, publicada em 1694. Cf. NICO-

LAZZI, 2013, p.63-77.

8

 “A erudição que Thierry defende, portanto, é a erudição da leitura sobre os textos de 



história, do trabalho erudito que o leitor deve dirigir aos escritos dos historiadores ou da-

queles que se ocuparam de escrever sobre o passado”. Cf. NICOLAZZI, 2010, p.532.

9

 A situação se torna mais complexa a partir do século XX. Pari passu à construção do mo-



delo disciplinar, institucionalizado e vinculado ao projeto de consolidação da nação-Esta-

do, novas modalidades de escrita de viés mais popular, visando suprir uma nascente de-

manda social por história, começam a ser encetadas. O fenômeno é perceptível também no 

Brasil. Cf. ARAÚjO, 2015.

10

 Cf. MALERBA, 2014, p.27-50. Vale menção o dossiê da revista Estudos Históricos sobre 



o tema (v.27, n.54, 2014) e os esforços da Rede Brasileira de História Pública (http://histo-

riapublica.com.br/), que, entre outros empreendimentos, promoveu o I e o II Simpósio 

Internacional de História Pública (USP, 2012 e UFF, 2014) e algumas publicações de refe-

rência. Cf. ALMEIdA; ROVAI, 2011; também MAUAd; ALMEIdA; SANTHIAGO, 2016.

11

 A questão da formação dos praticantes da história pública eu abordei no texto acima re-



ferido, destacando a diferença essencial entre o que ocorre em todos os lugares em que se 

pratica a história pública, como nos Estados Unidos, Inglaterra ou Austrália, onde os pu-






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