A quebra da autoridade do historiador acadêmico sobre a produção do conhe



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audiências.

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O público de história se expandiu vertiginosamente nos últimos anos, 



para muito além do público consumidor de livros – inclusive de livros de his-

tória popular. Mas ainda resta uma longa zona cinzenta em torno do conceito 

de história pública. A história é “pública” porque sua produção saiu da tutela 

acadêmica e passou a ser largamente praticada, produzida por leigos, amado-

res, diletantes? Ou ela é pública pela dimensão da audiência que é capaz de 

atingir – e que cresceu exponencialmente nas últimas três décadas? Tanto uma 

coisa quanto a outra – a alteração do perfil do produtor de história e a expan-

são vertiginosa do seu público consumidor – se explicam em grande parte pelo 

surgimento de novas mídias, particularmente a internet. Esse é o segundo 

ponto que devemos problematizar para pensar a relação entre o historiador e 

o público hoje.

Há ainda outro elemento complicador, que apenas mencionarei sem ofe-

recer aqui maior desenvolvimento, e que diz respeito às áreas de inserção da 

expertise dos historiadores na esfera pública, para além da atividade profissio-

nal de pesquisa e docência. Esse elemento tem a ver com as demandas sociais 




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crescentes também nas três últimas décadas, relativas ao direito à memória. 

Na introdução a Historians and Social Values, ao avaliar os desafios da virada 

linguística lançados à historiografia nos anos 1980, Ann Rigney (2000, p.8) 

constatava uma “virada pragmática na reflexão teórica”, que “preparou o ca-

minho para uma reconsideração do papel social do historiador”, virada que se 

constrói a partir da “crítica ao essencialismo” (no sentido da disciplina histó-

rica fechada em si mesma, desconectada, por assim dizer, das questões práticas 

do presente). Essa tendência teórica coincidiu também com o aumento do 



stock de certas formas de conhecimento sobre o passado, em particular a ele-

vação do estatuto dos discursos de memória e o valor do testemunho, não raro 

rotulado de “boom de memória”, que vem desafiando o papel dos historiadores 

como os únicos intérpretes qualificados de eventos passados. Esse desafio foi 

particularmente vigoroso na França. Além disso, o boom nas representações 

de apelo popular do passado, às quais a crítica dedicou tanta atenção, também 

obrigou os historiadores, mesmo os mais recalcitrantes, a reavaliar sua relação 

com o público em geral, mesmo que em alguns casos apenas para rejeitar a 

necessidade de qualquer mudança de comportamento.

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Meios e públicos



A história não mais se produz somente na academia,

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 muito menos se 



veicula apenas por meio do livro impresso. As plataformas digitais subverte-

ram as bases da produção e circulação das narrativas sobre o passado. Existe 

uma longa discussão, já antiga e mais técnica, sobre as potencialidades da in-

ternet para a prática historiográfica: como depósito de fontes ou ela mesma 

como fonte – e que tipo de problemas cada uso desses acarretaria. Por um lado, 

a escassez de material, dado o caráter efêmero dos websites; por outro, ao con-

trário, a abundância de fontes disponíveis na rede. Tudo isso exige parar para 

pensar na verdadeira transição de paradigmas que estamos vivendo, de uma 

era de escassez para uma era de abundância (Rosenzweig, 2011). Não é esse 

aspecto técnico, contudo, que me interessa aqui.

Outra perspectiva, mais uma vez, refere-se à ampliação massiva da au-

diência. A luta por incorporar todo o potencial das novas tecnologias, mas a 

partir das velhas práticas de pesquisa histórica, levou ao questionamento de 

objetivos e métodos consolidados dentro do ofício, assim como das formas 

narrativas. Por exemplo, a internet expandiu vertiginosamente a audiência; 

mas, mais que isso, a internet ampliou – a ponto de questionar – o conceito de 

“autoria”; assim como seu advento colocou em xeque os modelos de 



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legitimação do conhecimento e autoridade. Além disso, as novas plataformas 

instam a rever antigos parâmetros formais de escrita, por exemplo, relativos à 

extensão dos trabalhos publicados em revistas acadêmicas ou anais (que antes 

eram ditados pelos custos de impressão). Entretanto, potencial leitor de histó-

ria não é mais o especialista, nem sequer o indivíduo educado, como no século 

XIX e praticamente todo o século XX. Blogs e redes sociais,

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 por exemplo, não 



aceitam o “textão”. A informação e a análise devem se veicular em gotas. A 

capacidade e a disponibilidade de leitura hoje contam-se em dígitos.

Não podemos mensurar com precisão o impacto que o advento da inter-

net significou para a cultura histórica em geral, e para a relação historiador-

-público em particular. Ela virou do avesso o próprio conceito de “história 

pública”. Um artigo recente de Meg Foster, “Online and Plugged in?: Public 

History and Historians in the digital age” (2014), na Public History Review

levanta questões pertinentes para o nosso debate.

Segundo Foster, a Web 2.0 afeta a forma como as pessoas interagem umas 

com as outras, incluindo o modo como os historiadores públicos e as pessoas 

comuns se conectam com a história. Fóruns onlineblogs, dispositivos portá-

teis, aplicativos celulares, tablets, mídias sociais e uma incontável gama de 

plataformas digitais têm facilitado um maior grau de “envolvimento do usuá-

rio” (user engagement), em que qualquer pessoa com acesso à web é capaz de 

contribuir para a compreensão sobre o passado.

O ensaio de Foster analisa justamente a relação complexa e poderosa entre 

a internet e história pública. Ele explora como a história pública está sendo 

experimentada e praticada em um mundo digital onde tanto os historiadores 

públicos como os leigos atuam na produção e difusão do conhecimento histó-

rico por meio da world wide web. A Web 2.0 é um terreno dinâmico que ofe-

rece oportunidades e desafios para a criação da história. Se, por um lado, ela 

pode potencialmente ser um meio indutor de produção de uma história ao 

alcance de todos, por isso em tese mais democrática e mais aberta, a internet 

simultaneamente apresenta questões e desafios novos, por exemplo, sobre con-

trole de acesso (salvaguarda: gatekeeping) e autoridade (quem tem habilidades 

técnicas, formação necessária para fazer sentido do passado como história). 

do mesmo modo, a Web 2.0 tende a alterar o estatuto da história pública. O 

antigo status de historiadores como os produtores, e de “leigos” como o públi-

co consumidor da história, é agora posto em questão. Esse é um aspecto cen-

tral: mais e mais pessoas comuns estão usando tecnologias online para acionar 

o passado (e também falar de história), e os historiadores devem estar alertas 

a essas mudanças. Tal constatação pode ser comprovada pela onda de trabalhos 




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históricos que jorram do ciberespaço. Os autores desses trabalhos vão desde 

intelectuais até administradores de empresas e motoristas de ambulância, dis-

persos por todo o globo (Ufberg, 2014).

A rígida divisão a que estamos familiarizados entre produtores (homens 

e mulheres treinados na universidade nos fundamentos da história como ciên-

cia, no manejo de fontes e do método crítico) e consumidores de conhecimento 

sobre o passado se destina em alguma medida a salvaguardar a autonomia dos 

historiadores profissionais. O processo de ampliação vertiginosa de protago-

nistas e meios de circulação da história, porém, coloca em xeque aquela divi-

são. O discurso da autoridade não cola bem no mundo real – muito menos no 

mundo virtual. Além disso, a web parece configurar-se numa espécie de “esfera 

pública” que dispensa qualquer “validação” formal ou atestado de competência 

para uma interpretação particular do passado. Nesse ambiente imune ao dis-

curso da autoridade, parece crucial que os historiadores busquem não apenas 

o avanço do conhecimento, mas também entender como esse conhecimento 

vem sendo testado e negociado.

Seria um erro supor, no entanto, que o impacto da Web 2.0 seja apenas 

ao dispersar seu poder produtivo. Há também convergência: as pessoas estão 

se unindo e trabalhando para produzir um tipo de história diferente. Esse novo 

mundo online da história pública não carece de nenhuma das nuances e do 

dinamismo que têm caracterizado o campo desde a sua criação. Questões de 

participação, audiência e exposição são tão complexos quanto sempre foram, 

mas a plataforma digital os potencializa exponencialmente.

Ainda segundo Foster, a noção de que o público pode e deve ser envolvido 

na criação do passado não é nova. Em 1990, o termo “autoridade compartilha-

da” foi cunhado pelo historiador oral Michael Frisch e usado para descrever 

uma forma ideal de fazer história. Os historiadores não simplesmente divul-

gam o conhecimento para o público, mas devem trabalhar em conjunto com 

as pessoas comuns. O passado seria reconhecido como o terreno social em 

constante mudança, e os historiadores e o público deveriam cooperar e trocar 

ideias de modo a que sua expertise pudesse satisfazer as necessidades, desejos 

e conhecimento cultural do outro (Foster, 2014, p.4; Frisch, 1990). O que mu-

dou, e o que torna mais imprevisíveis as possibilidades futuras para a história 

pública, é como as novas tecnologias têm acelerado essa tendência. diz Foster: 

Os historiadores são forçados a confrontar questões de autoridade partilhada e 

participação do público, porque o passado pode ser – e está sendo – criado, aces-

sado e resgatado à revelia deles nas mídias digitais. As pessoas comuns têm acesso 



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a fontes primárias por meio de bases de dados e da digitalização de material histó-

rico depositado na rede. Eles têm plataformas virtuais como Twitter e blogs e são 

capazes de criar páginas web para compartilhar suas ideias. (Foster, 2014, p.17)

A registrar que também essa ideia de democratização da produção histórica 

não é nova. Ao menos, ela já havia sido vislumbrada em potência no começo do 

século XX por Carl Becker, em seu clássico discurso presidencial na American 

Historical Association, Everyman his own historian. Para Becker, no futuro, todo 

homem comum seria historiador de si mesmo (Becker, 2013). O escopo dessas 

novas e “democráticas” produções da história, nas quais cada pessoa é seu 

 próprio historiador, é claramente ilustrado pela autora ao se olhar para a conta 

@historyinpics no Twitter. Esse site compartilha imagens do passado postando 

uma nova imagem a cada duas horas, em particular fotos de celebridades e 

eventos famosos.

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 Semelhante a essa iniciativa, há dezenas de páginas no 



Facebook sobre a história (sobretudo visual) de cidades brasileiras.

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A crítica por parte dos historiadores a empreendimentos desse tipo gira 



em torno da falta de contextualização histórica e crítica documental. Não 

obstante, seu sucesso é estrondoso.

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 Em edição recente da Public History 



Review que examinou “New directions in Public History”, o historiador ame-

ricano james Gardner chega a sugerir que os historiadores estariam sob a 

ameaça da “confiança radical” que concedem ao público. Confiança radical 

que não se confundiria com a “autoridade partilhada” imaginada por Michael 

Frisch, mas que implicaria os historiadores desistirem completamente de seu 

poder e influência, outorgando ao público “determinar o futuro da história 

pública”. Como Gardner percebe a questão, “Não há meio caminho em con-

fiança radical. Se nós [historiadores] mediarmos ou se filtrarmos a opinião 

não editada e sem censura, então estaremos a violar essa confiança”. No futuro 

sombrio projetado por Gardner, os historiadores e a “história real” estão fa-

dados a perecer; pois, se o público detiver toda a autoridade, então não haverá 

espaço para os historiadores participarem na construção do passado. Numa 

exorbitação da ideia de “passado prático” em detrimento do “passado histó-

rico”, Gardner prevê que o público vai usar o passado para reforçar as suas 

próprias expectativas e preconceitos, e a “história” vai culminar no rearranjo 

dos fatos para os propósitos presentes, perdendo-se o verdadeiro significado 

histórico.

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Os historiadores públicos são particularmente interessados na interação 



entre o passado e o presente. Eles sempre tiveram o público como fator deter-

minante de sua própria atuação. A ideia de que e de quem constitui “o público”, 




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porém, veio se alterando substancialmente desde a própria emergência da his-

tória pública nos anos 1970. A Web 2.0 é mais um fator de impacto na altera-

ção do conceito de público. Ligada a essa questão está outra essencial aqui: a 

questão da construção de uma cultura histórica para além dos muros da aca-

demia. Cada vez mais pessoas interessadas em fazer sentido do passado vol-

tam-se à história como espaço de experiência para guiar sua ação ou para 

utilizar esse conhecimento como arma política no presente. Esse tema introduz 

o terceiro ponto de meu argumento, que deve servir como tentativa de amar-

ração, e que se refere à questão da responsabilidade do historiador.

desafios à história disciplinar

Essa é uma questão de fundo, mais ampla, que acomete a todos e todas 

que se dirijam ao público para falar de/sobre história, e que pode se desdobrar 

assim: dada toda essa complexidade que envolve a relação do(a) profissional 

historiador(a) com o público, quais são as responsabilidades do acadêmico e 

da acadêmica de história hoje? Como lidamos com essas responsabilidades? 

Como nós monitoramos e referendamos ou não a atuação daqueles dentre nós 

para quem a sociedade confiou salas de aula, meios de comunicação, seus 

museus e sítios históricos, arquivos e outras instituições culturais? Ou como 

tratamos com a presença, atuação e o trabalho daqueles que, independente-

mente de treinamento profissional, de formação acadêmica, falam de história 

ao grande público por quaisquer meios?

Ao longo das últimas décadas, testemunhamos mudanças dramáticas nos 

modos como se define, se escreve e se consome história. O historiador hoje 

vive a tensão de, por um lado, diante da hiperespecialização, escrever apenas 

para seus pares; por outro, ter a saudável ambição de falar para públicos am-

plos. Nesse terreno, vê-se impelido a competir com produtores leigos de co-

nhecimento histórico por uma ampla e heterogênea audiência. Queremos falar 

para qualquer pessoa, de qualquer extração, que queira saber sobre o passado 

e sua relação com o tempo presente. Uma vantagem disso é a clara democra-

tização da história como disciplina fundadora de identidade, que nos ajuda a 

discernir quem somos, onde estamos e para onde podemos ir.

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 Essa expansão 



democrática da audiência fez explodir o número de pessoas que podem ver a 

si mesmas, suas famílias, suas comunidades étnicas, sexuais, religiosas, de vi-

zinhança etc. nas inúmeras narrativas históricas que se veiculam no caleidos-

cópio atordoante disponível de textos históricos, filmes, exibições em museus, 

minisséries televisivas, websites, lugares de memória, ebooksblogs, arquivos 



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eletrônicos e toda parafernália online disponível, inclusive de e-commerce. Para 

ser justo, o velho padrão formal, focado nos diversos modelos de narrativa 

histórica, ainda impera por todo lado, principalmente na academia, mas tam-

bém em outras instituições culturais. Porém, como argumentei acima, hoje a 

vocalização da história deixou de ser prerrogativa do historiador formado, 

profissional. jornalistas e antiquários, genealogistas e ativistas sociais, estudan-

tes secundaristas, ou mesmo o velho médico, advogado, jornalista ou professor 

aposentado diletantes juntaram-se ao coro dos cronistas da “história viva”. A 

presença desses historiadores acidentais ou incidentais não é em si algo ruim. 

Ela acaba enriquecendo o diálogo sobre quem somos enquanto cultura e povo, 

e desafia a nós, historiadores profissionais, a praticarmos nosso ofício de ma-

neira viva e engajada, como sói ser o trabalho desses novos contadores de 

histórias que têm cativado a atenção do grande público. Mas vale lembrar, 

também, o caso de pessoas com algum estoque de conhecimento histórico 

manejando esse conhecimento na prática política cotidiana, à esquerda e à 

direita do espectro político.

Toda essa expansão do diálogo, porém, não se faz sem custos. A disponi-

bilidade de uma ampla rede de difusão de conhecimento histórico, como os 

canais e livros populares de história, biografias, exposições, websites, documen-

tários, filmes e séries de fundo histórico veiculados em televisão e cinema, para 

nomear só alguns, muitas vezes implica que qualquer um detém autoridade e 

é responsável – o que significa, de modo inverso, que ninguém é responsável 

e detém a autoridade sobre o conhecimento histórico. O sucesso de mercado, 

as tiragens, as cifras de venda e o reconhecimento do público (consumidor) 

passam a ser as bitolas com que se mede a qualidade do conhecimento, em 

detrimento das tradicionais instâncias de legitimação do saber acadêmico co-

mo as conhecíamos desde a estruturação da moderna universidade: as bancas, 

os peer reviewers das revistas e editoras, os congressos, consultores ad hoc e 

assim por diante. A questão que se coloca é: será que nós, historiadores trei-

nados para pesquisar, escrever e ensinar história perdemos controle, credibi-

lidade e autoridade sobre essas práticas? Quais são o papel e as responsabilidades 

dos historiadores acadêmicos hoje?

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Essa questão da autoridade sobre o passado, decorrente da relação entre 



o historiador e o público, é candente hoje e carrega em si um dos maiores 

desafios aos historiadores profissionais desde o surgimento da história como 

disciplina acadêmica. Ou nós a encaramos e propomos respostas, ou aceitamos 

a provocação de Wulf Kansteiner (1996) que já tem duas décadas, da existência 

de uma consciência crescente da insignificância social e política da produção 



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histórica acadêmica nas sociedades ocidentais contemporâneas. Enfim, que a 

imensa demanda social por história no mundo atual teria como objeto não a 

história-conhecimento, a história como ciência, construída por historiadores 

acadêmicos, mas as narrativas sobre o passado de caráter popular. Se for esse 

o caso, ganha pleno sentido o lamento da historiadora Marixa Lasso, nas exé-

quias da profissão de historiador.

REFERÊNCIAS

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