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Inscriptions  Romaines  de  la 

Province  de  Lugo,  Publications  du  Centre  Pierre  Paris,  Paris,  1979, 

VI + 158 p. + XXXIII pi.

Lê-se  no  prefácio,  assinado  por  Robert  Étienne,  que  o  presente  volume 

—  muito  bem  apresentado  —  dá  corpo  à  doutrina  exposta  no  Congresso 

Internacional  de  Epigrafia  Grega  e  Latina  (Constantza  1977)  acerca  da  intenção 

que  o  Centre  Pierre  Paris  tem  de  proceder  à  publicação  sistemática,  em 

língua  francesa,  da  epigrafia  romana  peninsular,  dentro  de  critérios  pelo  pró­

prio  Centre  P.  Paris  pré-estabelecidos.  Em  relação  a  Portugal,  aí  se  afirma 

que o critério geográfico adoptado será o dos distritos.

Tememos  que  o  projecto,  em  si  óptimo,  venha  encontrar  dificuldades 

por  dois  lados:  da  parte  da  Academia  de  Berlim,  que  já  lançou  as  bases  dum 

protocolo  a  assinar  com  os  epigrafistas  espanhóis  e  portugueses  em  vista  à 

publicação  do  2.°  suplemento  do  CIL  II;  e  da  parte  desses  mesmos  epigra­

fistas,  com  projectos  a  nível  nacional  e  a  quem  o  enunciado  do  projecto  do 

C.P.P.  poderá  ter  colhido  de  surpresa:  a  publicação  das  inscrições  do  conventus 

Pacensis,  que  preparamos,  não  obedece  ao  critério  «distrital»  e  multiplicam-se, 

no  país  vizinho,  edições  epigráficas  em  língua  espanhola  a  cargo  das  universi­

dades  (v.g.:  Autrigonia  Romana,  de  José  Maria  Solana  Sainz,  Universidad 

de  Valladolid  1978)  ou  das  diputaciones  provinciais  (é  o  caso  de  Inscripciones 



Romanas de Valentia, de Gerardo Pereira Menaut, 1979).

Seguindo  moldes  já  testados  para  a  epigrafia  de  Conimbriga  (Fouilles 



de  Conimbriga  II,  Paris  1967),  este  volume  regista,  porém,  algumas  diferenças 

que  nos  surpreenderam:  maior  atenção  ao  suporte  material  da  epígrafe  (sem 

no  entanto  se  darem  as  diferentes  medidas  do  capitel,  do  fuste  e  da  base  das 

aras);  não-medição  dos  espaços  interlineares;  discussão  paleográfica  extrema­

mente  sintética  (não  existe,  por  exemplo,  no  n.°  81,  inédito,  nem  no  n.°  83, 

onde  a  hipótese  SERANI  F(ilia)  seria  de  considerar);  comentário  histórico 

muito  curto.  A  quase  totalidade  das  101  inscrições  estudadas  não  é  inédita, 

isso  justificaria  a  discussão  dos  aspectos  em  que  é  proposta  nova  interpre­



Conimbriga, 19 (1980), 173-207



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