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Recensões bibliográficas

193


Iglésias  baseou-se  naturalmente  nas  suas  anteriores  teses  sobre  a  Cantábria; 

aí,  como  tivemos  ocasião  de  o  dizer  (Conimbriga  XV  1976  p.  186-8),  haveria 

pontos  discutíveis,  revisão  de  leituras  a  fazer  —  já  teriam  sido  feitas  para 

esta  nova  síntese?  De  Pastor  há  muito  a  esperar,  uma  vez  que  conhece  a 

fundo  os  textos  epigráficos  da  Astúria  —  mostram-no-lo  as  bem  elaboradas 

notas  que  apoiam  a  sua  comunicação.  O  trabalho  de  Rodríguez  Neila,  se 

bem  que  baseado  fundamentalmente  sobre  os  dados  do  CIL  II,  apresenta-se 

de  fundamental  interesse  para  discussão  de  termos  como  colonus,  municeps



ordoincolaplebspopuluspatria.

Da  maior  importância  se  poderia  revestir  a  comunicação  de  J.  Francisco 

Martin.  Elencando  duúnviros,  edis  e  outros  magistrados  municipais  da  Lusi­

tânia,  prestar-se-ia  a  conclusões  de  interesse.  Urgia  um  retorno  ao  monumento 

e  mais  cuidadoso  comentário  a  cada  personagem.  A  tipología  e  a  eventual 

sumptuosidade  do  monumento  são  dados  de  interesse,  se  se  pretende  (como 

era  o  caso)  uma  relacionação  com  a  economia.  Além  disso,  um  texto  desa­

parecido,  como  GIL  II  5141,  cuja  leitura  é  extremamente  duvidosa,  não 

pode  ser  colocado,  por  exemplo,  a  par  de  CIL  II  4990,  bem  legível.  Para 

além das gralhas tipográficas (bastantes), haverá pontos a rever:

1) 

Qual  a  ordem  seguida  na  apresentação  das  personagens?  Porque 



é  que,  nomeadamente,  T.  Pompeius  Albinus,  de  Mérida  (n.°  17),  não  vem 

imediatamente antes de C. Pompeius Priscus, também de Mérida (n.° 14)?

2) 

Porque  não  se  alude,  no  capítulo  «edis»,  àqueles  que  exercerem  este 



cargo  e  também  o  duunvirato  (n.

os

  11,  13,  20,  23,  29)?  Assim  dá  impressão 



de que apenas se registam sete edis na Lusitânia, quando são pelo menos doze.

3) 


Que  critério  permitiu  datar  da  época  de  Cómodo  CIL  II  4990? 

Esse  texto  é  a  homenagem  de  Manlia  Faustina  e  seu  irmão,  T.  Manlius  Faus- 



tinus,  filho  de  T.  Manlius;  no  comentário,  J.  F.  Martin  cita  CIL  II  4989 

para  provar  que  «en  Lusitania  contamos  con  tres  T.  Manlius  (sic)  (...)».  São, 

efectivamente,  três  se  contarmos  apenas  os  citados  em  CIL  II  4989;  mas 

CIL  II  4990—'que  é  o  texto  comentado  —  indica-nos  mais  dois,  o  pai  e  o 

filho; e CIL II 12 regista um T. Manlius Lacon.

4)  Ao  citar-se  CIL  II  47  (n.°  5,  Q.  Petronius  Maternus),  deverá,  em  nosso 

entender,  referir-se  CIL  II  48  e,  até,  CIL  II  5187  —  que  julgamos  dizerem 

respeito  à  mesma  personagem.  No  comentário,  o  autor  afirma:«(...)  Sabemos 

que  se  trata  de  una  estatua  que  le  dedica  la  colonia  Pax  Julia  y  que  posible­

mente  costearan  entre  los  dos  duoviri,  este  y  el  que  le  segue»  (p.  231).  Ao 

contrário  do  que  julgamos  compreender  desta  frase,  o  texto  é  uma  homenagem 

da  população  de 



Pax  Iulia  ao  imperador  Lúcio  Vero,  mandada  gravar  numa 

placa  por  decreto  dos  decuriões,  sendo  os  duúnviros  os  executantes  dessa 

decisão.

5) 


CIL  II  52  refere  (e  é  texto  duvidoso)  C.IVLIVS.C.F  [...]  e  não 

C.JULIUS... C. F(ilius) GAL(crm) (n.° 8, p. 232).

6)  CIL II 25 é de leitura duvidosa.

Conimbriga, 19 (1980), 173-207


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