A mulher no fim do mundo


ANEXOS .......................................................................................................................... 23 7. ROTEIRO



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1. INTRODUÇÃO
O cinema mundial trilha, cada vez mais, um percurso que visa representar e narrar o protagonismo de classes sociais antes não retratadas ou postas em papéis secundários. Muitos dos recém-premiados filmes – em grandes produções, ou em filmes independentes – abordam a questão racial [Corra! (2017), 12 Anos de Escravidão (2013), Django Livre (2012), Moonlight (2016) e Pantera Negra (2018)], e há aqueles que têm na sua centralidade a representatividade feminina como protagonismo. É o caso de obras como Três Anúncios Para Um Crime (2017), Lady Bird (2017), Estrelas Além do Tempo (2016) e Histórias Cruzadas (2011).

Em comum entre todos os títulos citados é que eles foram aclamados pela crítica, se tornaram sucessos de bilheteria e receberam os principais prêmios do circuito mundial do cinema. Todos abordam, com extrema delicadeza e ternura, seja a resistência à opressão racista, ou a luta pela igualdade de direitos e reconhecimento da mulher na sociedade machista.

No Brasil, o cinema nacional também se indica favorável a este ensejo de mudança. Filmes como o premiado Temporada (2018), de André Novais Oliveira, Praça Paris (2016), de Lucia Murat, Que Horas Ela Volta? (2015), de Anna Muylaert, e Branco Sai, Preto Fica (2014), de Adirley Queirós, são referências e exemplos da nova guinada que se observa nas telonas brasileiras.

A partir destas referências, A Mulher no Fim do Mundo surge com a ideia de ser um filme de curta-metragem que se debruça neste universo, tendo como ponto de partida o álbum A Mulher do Fim do Mundo (2015), da cantora Elza Soares. Nele, a cantora reverbera nas letras de suas canções o grito seco que sai de sua voz em protesto ao machismo sofrido em sua vida e visto cotidianamente no Brasil.

No curta-metragem, a história é vivida pela protagonista Benedita, em um cenário apocalíptico, onde toda a vida na Terra foi extinta e ela se encontra sozinha com Lua, uma menina muda, a qual adotou. A ideia de fazer um roteiro que retrata o cenário apocalíptico surgiu a partir do momento em que enxergo tal ambientação como uma ruptura de uma lógica universal no que tange tudo que conhecemos: valores éticos, condutas morais, costumes, hábitos, senso humanitário. Aqui ressalta tanto a comunicação, como os relacionamentos interpessoais.

A concepção deste produto partiu da percepção de que, atualmente, vive-se um momento ímpar na indústria cinematográfica no que diz respeito à representatividade feminina e negra. A figura de Elza Soares aparece como elemento maior na busca pela construção do feminino, a ser incorporado pela protagonista, Benedita. Não é uma representação da artista, muito menos uma busca do que é “ser mulher”, mas sim uma forma de homenagear uma mulher que tem uma história de superação e que inspira outras tantas.

A proposta é ser um filme de um curta-metragem dentro de um contexto do fazer cinema “que ‘educa’, [...] aquele que (nos) faz pensar – e que (nos) faz pensar não somente sobre o cinema em si mesmo, mas, igualmente, sobre ‘as mais variadas experiências e questões que ele coloca em foco’” (XAVIER, 2008, p.33, parênteses, aspas e travessões no original).

Para a produção do filme, dividi minhas atividades em duas partes. A primeira consistiu em apresentar todo material teórico, estudos e pesquisas que sedimentam e fundamentam o meu interesse pela temática e dão embasamento ao desenvolvimento de questões do próprio filme e imprimem clara influência no roteiro, por exemplo. O primeiro conceito aqui abordado se relaciona com o formato do produto proposto, o curta-metragem, e as diferenças, logísticas e entendimento de produção de um curta cinematográfico.

Como meu principal desejo e desafio no fazer cinematográfico se encontram no roteiro, no qual desempenhei papel na realização deste curta, aprofundarei nesse assunto, até por enxergar o roteiro de A Mulher no Fim do Mundo como peça-chave em seu propósito – já que é mais que o roteiro de um filme, mas sim uma parte integrante de todo um estudo, logo, atendendo a anseios e inquietações obtidos por mim ao longo da minha graduação em Comunicação e na minha experiência cotidiana na Faculdade.

Na segunda parte exporei todo o percurso metodológico envolvido na pré-produção, produção e pós-produção (finalização) do curta-metragem, postando as principais ações desempenhadas pelos membros da equipe realizadora do filme.






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