A mulher na história: a representaçÃo de maria antonieta nos livros didáticos de história



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A MULHER NA HISTÓRIA: A REPRESENTAÇÃO DE MARIA ANTONIETA NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA

XAVIER, Virgínia da Silva (autor)

MATOS, Julia Silveira (orientador)

Virgiinia025@hotmail.com


Congresso de Iniciação Científica

História


Palavra Chave: Maria Antonieta; livro didático; representação


  1. INTRODUÇÃO

O presente artigo tem por objetivo analisar a representação da rainha Maria Antonieta nos livros didáticos. O interesse nessa personagem histórica se deu devido a emblemática frase imputada a ela: “se não tem pão dê-lhes brioches.” Essa frase que supostamente seria de autoria da rainha, lhe conferiu uma imagem fútil em suas representações contemporâneas como no cinema no filme de 2006 dirigido por Sofia Coppola e que leva o nome da rainha. Ao delimitarmos nossas fontes, optamos pela pesquisa os títulos dos livros mais vendidos e aprovados pelo MEC em 2012 dentro do Programa Nacional do Livro Didático – PNLD que circularam pelas redes municipais entre os anos de 2001 e 2012 e nos surpreendemos ao perceber que: Maria Antonieta pouquíssimas vezes é mencionada nos livros didáticos senão apagada da História. Esse dado nos instigou a fazer um estudo mais aprofundado dessa rainha que foi uma personagem polêmica tão relevante dentro do episódio da Revolução Francesa.




  1. MATERIAIS E MÉTODOS

Optamos por analisar 13 dos 16 títulos de livros voltados para o 8° ano do ensino fundamental, que constam na planilha estatística de distribuição no site do FNDE e assim podemos apontar em quais deles Maria Antonieta teve seu nome citado, qual a relevância das tais citações e também compreender o seu silenciamento na história. Usamos como fonte o livro didático por entendermos este como importante ferramenta pedagógica de estudo, assumindo o segundo lugar dos livros mais lidos no Brasil. Para isso, utilizamos como metodologia a análise de conteúdo onde pudemos quantificar a frequência que Maria Antonieta foi mencionada e observar a relevância de tais citações e como orientação teórica a Nova História Cultural, inserido na vertente historiográfica das representações de Roger Chartier.



  1. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Em um primeiro momento, analisamos 5 títulos de livros didáticos mais solicitados pelas escolas e que constam nos guias do PNLD entre 2001 a 2012 em que a personagem histórica Maria Antonieta está representada. Analisando os livros didáticos, foi possível perceber a pouca representação de Maria Antonieta que está inserida no contexto da Revolução Francesa, embora sua participação histórica tenha sido de grande relevância no século XVIII e que constatamos no extenso material que encontramos na historiografia, mas que nos livros didáticos estão restritos apenas em duas ou três linhas nesses materiais pesquisados.

Após apresentamos nossa análise dos 8 títulos de livros didáticos de história mais vendidos e aprovados pelo MEC utilizados pelas escolas públicas entre 2001-2012, que não apresentam a personagem Maria Antonieta no contexto do final do Antigo Regime. Deteremo-nos mais calmamente a essa análise, pois percebemos aqui um silenciamento dessa figura que teve uma participação não apenas no campo da política, mas também social e cultural da França pré-revolucionária.


CONSIDERAÇÕES FINAIS
Dos 13 livros didáticos mais vendidos e utilizados pelas escolas de ensino básico, em 5 livros foi explícita a representação de Maria Antonieta, e mesmo que timidamente citada, foi através de pequenos fragmentos que percebemos que ela estava presente no contexto da Revolução Francesa. Já em dos 8 livros didáticos analisados, a rainha estava oculta nas unidades, mas nos remetia algum significado se compreendermos o contexto histórico. Através dessa minuciosa quantificação, o segundo passo será analisar a supressão de um sujeito histórico que atualmente ocupa um restrito espaço na representação didático-historiográfica, entretanto, na historiografia biográfica seu papel no contexto é apresentado de forma diversa, pois ela teria como esposa do rei uma função política e diplomática junto à monarquia.

REFERÊNCIA
MORAES, Roque. Mergulhos Discursivos; análise textual qualitativa entendida como processo integrado de aprender, comunicar e interferir em discursos. 2°ed. Ijuí/RS: Editora Unijuí, 2007.

CHARTIER, Roger. A História Cultural – Entre práticas e representações. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Difel, 1986



BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Livros e materiais didáticos de História. In: Ensino de História: fundamentos e métodos. 4 ed. São Paulo: Editora Cortez, 2011.

FONSECA, Selva Guimarães. Didática e prática de ensino de História: Experiências, reflexões e aprendizados. 12 ed. Campinas/SP: Papirus, 2011.


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