A missão no coraçÃo da ordem


- As condições mudaram, a tarefa permanece



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1.4 - As condições mudaram, a tarefa permanece - Pôr muito tempo o princípio de frei Bernardo Christen de Andermatt, “Uma Província – Uma Missão” revelou-se uma intuição genial: isso foi favorecido pelo fato que frequentemente os capuchinhos eram os únicos que estavam presentes no território confiado a eles pela Propaganda Fide e não surgira ainda a Igreja local. Assim a Província dispunha da autonomia necessária para organizar e levar adiante a missão a ela confiada.

Hoje as condições mudaram radicalmente não só na Igreja e na Ordem, mas também no campo político e econômico. Basta pensar no conceito da “globalização”, que pode significar tudo ou nada, a menos que se considere como as economias e as políticas sociais de cada país têm sempre recaídas no sistema econômico-político de outros países. Nenhuma das partes envolvidas é a única responsável por si mesma, mas ao mesmo tempo é responsável por todas. Isso vale tanto para os recuos como para os avanços. Se somos sabedores disso devemos nos conscientizar de que também nós capuchinhos temos valores a propor pois somos depositários de um carisma capaz de transformar o mundo.

Fortalecidos pela promessa de Jesus: “Eu estou convosco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28, 20), não evitemos enfrentar os novos desafios que à primeira vista possam parecer difíceis e inacessíveis. Os primeiros capuchinhos expressaram a sua confiança incondicional em Deus abraçando a precariedade e a mobilidade dos lugares longe da cidade, para mergulhar na oração e na contemplação. Essa era e pode ser ainda hoje a origem da prontidão para deixar o ermo e ir ao encontro dos homens tanto no momento da necessidade material como no da busca de Deus.

O Papa Paulo VI na Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi afirma que o anúncio “da mensagem evangélica não é para a Igreja um contributo facultativo: é o dever que a incumbe por mandato do Senhor Jesus, a fim de que os homens possam crer e ser salvos” (EN 5). A Missão é pois “a mais profunda identidade” da Igreja (EN 14). Ressaltando a dimensão qualitativa da evangelização, afirma: “para a Igreja não se trata apenas de pregar o Evangelho em regiões geográficas sempre mais vastas ou a populações sempre mais extensas, mas também de atingir e quase abalar pela força do Evangelho os critérios de juízo, os valores determinantes, os pontos de interesse, as linhas de pensamento, as fontes inspiradoras e os modelos de vida da humanidade, que estão em contraste com a Palavra de Deus e aos desígnios da salvação” (EN 19).






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