A linguagem escrita na educaçÃo infantil: orientaçÕes curriculares e cenas cotidianas



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Cena 02:

Início das atividades na instituição: 07 horas

Quantidade de crianças participantes: 09

Descrição da cena: 08h01 min

A roda de conversa é iniciada com as crianças sentadas nas cadeiras, A professora mostrou as iniciais de cada criança e colou em uma boneca, Em seguida, pediu para cada criança ficasse em pé e apontasse qual era a sua letra inicial. Ela tira foto de cada criança apontando para a letra na boneca.

Término da atividade: 08h23min

(Registro do diário de campo, DANTAS, 2018)

Esta cena é representativa do que ocorre majoritariamente no cotidiano de algumas instituições: o uso da linguagem escrita restrita a situações didáticas que priorizam o ensino do som e da grafia das letras, ainda que sejam parte do nome próprio de cada criança, o modo como é inserido/inicializado no contexto das práticas reduz a proposta inicial a um ato mecânico de reconhecimento das letras retratado no ato de “pegar o barquinho que tem a letra desenhada” e no “apontar da letra inicial”.

Então, como aproximar as crianças da linguagem escrita, respeitando suas necessidades e especificidades? O trabalho pedagógico com jogos de linguagem, canções, cantigas e textos escritos são exemplos de situações ricas de potencialidades e que podem ser oportunizadas as crianças.

A próxima cena foi observada em uma sala de Creche com crianças de 03 anos. A turma observada tem 20 crianças, 01 professor(a) e 01 auxiliar.

Cena 03

Início das atividades na instituição: 07 horas

Quantidade de crianças participantes: 10

Descrição da cena:

08h05min -------- Roda de conversa:

08h11min -------- Sala de leitura

Uma vez por semana, as crianças têm um momento de leitura especificamente na sala de leitura. É um momento em que elas têm contato com os livros e podem deitar-se ou sentar-se no chão. Foram lidos dois livros para as crianças: “O Patinho Feio (em 3D)” e “A Margarida Friorenta”. Antes das crianças voltarem para a sala de aula, cada uma pode escolher um livro para ler na sala de aula.

08h46 -------- as crianças retornam para a sala de aula.

(Registro do diário de campo, DANTAS, 2018)

Esta cena descreve a realização de uma atividade semanal: o dia da sala de leitura. Nessa atividade, que ocorre em dia específico, o grupo de crianças da sala de referência participa de momentos de contação de história e contato com outros livros do acervo. A ida a sala de leitura, o manuseio de diferentes livros, o direito a ouvir e contar suas próprias estórias tem que ser assegurado cotidianamente nas instituições educativas.

Colomer (2016, p. 100-101) propõem que “[...] a escola deve lhes oferecer uma seleção a mais ampla possível de livros que possam se familiarizar com as variadas possibilidades textuais”. No entanto, a prática que determina um dia específico para ir à sala de leitura limita as interações e as possibilidades que uma vasta seleção poderia oportunizar as crianças.

Outro fator limitante é que: os livros escolhidos para apreciação/contação de histórias não foram escolhidos pelas crianças. Eles são previamente separados por dia, pela profissional da sala de leitura, ou seja, as experiências são limitadas no momento em que as mesmas histórias são contadas para as turmas que “visitam” a sala de leitura naquele dia específico, mesmo sendo crianças singulares que possuem interesses diferentes.

Para Baptista (2015, p.09) “o contato com a literatura pode oferecer às crianças, desde a mais tenra idade, o material simbólico inicial para que possam ir descobrindo não apenas quem elas são, mas também quem elas querem e podem ser.”. O registro nos chama atenção para o (não)lugar da literatura nas práticas cotidianas dessa instituição de Educação Infantil, ou seja, o quanto escassos são os momentos de contato pela criança com o livro e a leitura literária.




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