A invençÃo histórica da escola e escolarizaçÃo no brasil



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Palavras-chave: genealogia da escola; processos de escolarização; história da educação. 

                                                 

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  Bacharel  e  Licenciada  em  História  (FURB),  especialista  em  Metadisciplinaridade  em  docência  do  ensino 



fundamental, médio e superior (CELER) e Mestranda do programa de Pós-Graduação em Educação – Mestrado 

em Educação FURB – Universidade Regional de Blumenau. 

2

 Graduado em filosofia, mestre em Educação, doutor em filosofia e professor do Programa de Pós Graduação 



em Educação - Mestrado em Educação- FURB – Universidade Regional de Blumenau. 

 



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Introdução 

O  processo  de  escolarização  caracteriza-se  por  estratégias  de  aprendizagem,  métodos 

de  ensino,  avaliação  do  rendimento  escolar,  notas,  frequências,  provas,  fragmentação  do 

tempo  em  horas  aulas,  imobilidade  em  carteiras,  sem  acesso  às  novas  mídias,  sem  poder 

conversar, trocar experiências vivencias, se reciprocidade entre vida e rotina escolar, etc. 

Tais  mecanismos  e  estratégias  do  processo  de  escolarização  atravessam  o  cotidiano 

escolar. Não encontramos, entre os teóricos da educação dos últimos 150 anos, defensores das 

rotinas  burocráticas  e  disciplinares.  No  entanto,  não  há  um  só  aluno  de  escola  pública  e  da 

grande  maioria  da  escola  privada  que  não  seja,  diariamente,  alvo  de  tais  mecanismos  de 

sujeição  e  docilidade.  O  único  lugar  em  que  tais  mecanismos  encontram  respaldo  são  os 

regimentos  das  escolas,  além,  é  claro,  da  cabeça  disciplinada  e  enquadrada  de  professores  e 

gestores.  

Em  flagrante  contradição  com  as  rotinas  escolares,  tanto  os  teóricos  contemporâneos 

quanto  os  discursos  da  legislação  enfatizam  o  caráter  emancipatório  e  o  protagonismo  do 

aluno no processo escolar. Há certa unanimidade sobre o pressuposto de que a educação deve 

estar inserida nas práticas sociais, contextualizada no mundo contemporâneo. 

Sendo  assim,  em  uma  sociedade  em  que  há  fácil  acesso  às  informações,  inovações 

tecnológicas, constantes alterações no mundo do trabalho, a educação necessita adequar-se a 

essas  características  teóricas,  legais  e  sociais.  Nesse  contexto  de  rápida  renovação  dos 

conhecimentos, frequentes mudanças no foco de interesses dos adolescentes, faz-se necessária 

a readequação dos espaços e das práticas escolares. 

A  mesma  concepção  abstrata  de  educação,  que  prima  pela  emancipação  e  o 

protagonismo do aluno, é a responsável, na prática, por definir a obrigatoriedade e o conteúdo 

das disciplinas que devem compor o currículo escolar. Ela também dá suporte para a criação 

das matrizes curriculares que instituem a obrigatoriedade de horas aulas.  

A escola é uma instituição naturalizada nas sociedades contemporâneas. A maioria dos 

discursos  ressalta  seu  papel  social,  enquanto  instituição  responsável  pela  formação  do  ser 

humano  para  a  vida  em  sociedade,  seu  ser  moral,  suas  competências  intelectuais  e 

profissionais. Mas parece faltar aos discursos sobre a escola, em grande medida, uma postura 

crítica  mais  sincera  acerca  dos  processos  de  sujeição  e  rotinização  dos  conhecimentos  e  das 

relações nas práticas escolares. 




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