A história da teoria atômica: uma análise fleckiana de dalton a bohr ehrick Eduardo Martins Melzer Joanez Aparecida Aires Resumo



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Coletivo  de  Pensamento  inglês  em  receber  pesquisadores 

estrangeiros ao círculo esotérico deste grupo.  

Um dado que corrobora essa interpretação  é a recepção 

dos  pesquisadores  de  Cambridge  ao  trabalho  de  Hantaro 

Nagaoka.  De  acordo  com  Conn  e  Turner  (1965),  Hantaro 

Nagaoka é um físico japonês que viaja pela Europa com o apoio 

do  governo  japonês  para  buscar  conhecimento  teórico  que 

                                                 

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  Aqui  podemos  compreender  o  poder  econômico  de  Cavendish,  pois, 



na  época,  o  laboratório  contava  com  uma  equipe  de  técnicos  à 

disposição  dos  pesquisadores  para  desenvolver  aparatos  científicos  e 

vidrarias específicas. 

favoreça  o  desenvolvimento  do  Japão,  que,  algumas  décadas 

antes, havia se aberto para o mundo. Em contato com trabalhos 

científicos  de  física  ocidental,  Nagaoka  propõe  um  modelo 

atômico  baseado  no  artigo  de  Maxwell  sobre  os  anéis  de 

Saturno.  

Podemos  observar  que,  neste  momento,  Nagaoka  faz 

uma circulação intercoletiva de pensamentos usando uma base 

teórica  macro  para  analisar  eventos  de  ordem  micro.    Este 

modelo atômico ficou conhecido como o Modelo Saturniano. De 

acordo  com  Lopes  (2009),  seria  o  primeiro  modelo  atômico  a 

levar em conta que o átomo teria um núcleo e seria rodeado por 

corpúsculos carregados.  

Porém,  esta  proposta  foi  fortemente  combatida  pelos 

físicos  de  Cambridge,  especialmente  por  George  Adolphus 

Schott, apresentando as fragilidades de estabilidade através de 

cálculos  das  velocidades  de  órbitas  das  cargas,  mostrando  a 

inconsistência teórica desta proposta frente ao modelo atômico 

proposto por Thomson.  

 

Posteriormente,  chega  a  Cavendish  o  pesquisador 



Neozelandês Ernest Rutherford, que começa seus estudos sobre 

a  radioatividade  em  Cambridge,  orientado  por  Thomson.    Em 

1898, Rutherford, decide migrar para a Universidade de McGill, 

no Canadá, devido ao  financiamento de grandes empresas nos 

estudos  sobre  radioatividade.  Esta  mudança  e  a  parceria  com 

Zimerman  rendeu  à  equipe  dois  prêmios  Nobel  pelos  estudos 

em radioatividade (LOPES, 2009). 



 

 

 6 

Com  o  apoio  de  Thomson,  Rutherford  retorna  a 

Cambridge  desenvolvendo  estudos  sobre  a  natureza  radioativa 

das  partículas  alfa,  beta  e  gama  orientando  uma  equipe 

formada pelos pesquisadores: Marsden, Geiger, Darwin, Royds, 

Crowther e Bohr. Durante os trabalhos experimentais da equipe, 

Rutherford,  através  dos  ângulos  de  deflexão  de  partículas 

radioativas  em  elementos  variados,  verificou  que  o  modelo 

atômico de Thomson não dava conta de explicar certos eventos 

relativos  ao  campo  da  radioatividade

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,  sugerindo  uma 



transformação no  Estilo de Pensamento, uma vez que o átomo 

de  Thomson  seria  dotado  de  um  núcleo  denso  e  carregado 

(RUTHERFORD,  1911),  exatamente  como  Hantaro  Nagaoka 

havia  previsto  anos  antes.  No  entanto,  estes  dados  foram 

completamente desconsiderados pelo coletivo de Cavendish e a 

teoria  de  Thomson  continuou  vigente  para  explicação  dos 

fenômenos de ordem atômica.  

Neste  episódio,  temos  um  exemplo  da  ação  da  coerção 

coletiva, no pensamento do pesquisador, causado pelo que Fleck 

(2010) compreende  como  Harmonia de  Ilusões.  Esta harmonia 

“cegou”  o  coletivo  para  a  possibilidade  de  o  átomo  ser  dotado 

de um núcleo. De acordo com Lopes (2009), somente em 1913 

o  Coletivo  de  Pensamento  inglês  aceita  a  proposição  de  um 

núcleo carregado e denso para o átomo, a partir da trilogia de 

                                                 

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 Aqui temos mais um exemplo de anomalia que surgiu dentro de um 



estudo  específico  do  átomo,  porém,  na  época  esta  anomalia  não 

constituiu  fato  científico  para  uma  transformação  do  Estilo  de 

Pensamento do átomo de Thomson.  

artigos  publicados  por  Bohr  (1913a,  1913b  e  1913c)

9.

 

Lembrando que o trabalho de Bohr rompeu com a Hamonia de 



Ilusões que estava posta ao coletivo de físicos da época abrindo 

a  possiblidade  de  uma  mudança  no  Estilo  de  Pensamento 

passando da física clássica para a física quântica. 




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