A história da Radioterapia no inca



Baixar 37.7 Kb.
Pdf preview
Página1/5
Encontro30.04.2021
Tamanho37.7 Kb.
  1   2   3   4   5


305

HISTÓRIA DO INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER

HISTORY OF THE BRAZILIAN NATIONAL CANCER INSTITUTE

Miguel Fernando Guizzardi

1

, Darcy da Silva Guimarães



2

A H


ISTÓRIA

 

DA



  R

ADIOTERAPIA

 

NO

 INCA



1. Chefe do Serviço de Radioterapia do INCA

2.   Assessor do Gabinete da Direção Geral do INCA

Endereço para correspondência: Instituto Nacional

de Câncer - INCA - HC I - Praça da Cruz Vermelha,

23 - Centro - 20230-130 - Rio de Janeiro - RJ

A história da Radioterapia no INCA

começou quando da criação do Centro de

Cancerologia, através do Decreto-Lei nº 378,

de 13/01/37. Sob a  Direção do Dr. Mário

Kroeff, o Centro foi inaugurado em 14 de

maio de l938, com 40 leitos, um bloco

cirúrgico, um aparelho de radiodiagnóstico e

outro de radioterapia, e passou a funcionar

em dependências do Hospital Estácio de Sá.

Pela  Radioterapia respondia o Professor

Manoel de Abreu, que contava com dois

assistentes: o Dr. Laurindo Quaresma e o

então acadêmico de medicina Osolando

Júdice Machado.

Em l939, pelo Decreto-Lei nº 1.040, o

Centro de Cancerologia é transferido para a

Prefeitura do Distrito Federal. Em l941, pelo

Decreto Lei nº 3.643, é criado o Serviço

Nacional de Câncer, que passa a funcionar

no mesmo local do Centro de Cancerologia,

sendo nomeado Diretor o Dr. Mário Kröeff.

Em l942, o Serviço Nacional de Câncer e

o Centro de Cancerologia são transferidos

para uma casa, sito à Rua Conde Laje, nº 54,

sendo, por conta dessa transferência, o setor

de Radioterapia parcialmente fechado. Os

doentes que necessitavam de radioterapia

profunda passaram a ser atendidos, gratuita-

mente, no consultório particular do Dr.

Osolando Júdice Machado, onde o mesmo

iniciava sua clínica particular.

É importante ressaltar que, em l942, o Dr.

Mário Kroeff embarcou  para os Estados

Unidos com a missão de adquirir um grama

de radium para o Serviço Nacional de Câncer,

ocasião em que ficou bastante impressionado

com o sistema hospitalar americano. Em

entrevista ao jornal “A Noite”, em 06 de

outubro daquele mesmo ano, ele citou um

dos aspectos mais interessantes daquele

regimento: “O hábito das reuniões semanais

realizadas pelo corpo clínico para a discussão

dos casos duvidosos e das causas mortis mal

esclarecidas, para revisão do trabalho

científico, para troca de idéias e principal

aprendizagem que sempre advém do convívio

dos profissionais”.

Em  em 4 de julho de l944, por meio do

Artigo 2º do Decreto-Lei nº 15.971, é

oficializada a criação do Instituto de Câncer

e, em l946, o Serviço Nacional de Câncer,

com seu Instituto de Câncer, é transferido

para o Hospital Gaffrée e Guinle, onde são

inaugurados 120 leitos, laboratórios de

Anatomia Patológica e Análises Clínicas, um

bloco cirúrgico e um Pavilhão de Radiote-

rapia.

O Serviço Nacional de Câncer e o

Instituto de Câncer funcionaram em

dependências daquele Hospital pelo período

de onze anos, sendo esse período considerado

o de maior fecundidade da geração dos

pioneiros. No regime de trabalho, merece

referência especial a instituição da chamada

“mesa redonda”, realizada cada dia, ao findar-

se o movimento do ambulatório.

Somente assim foi possível criar uma

Escola de Cancerologia, de onde saiu uma

pujante equipe de especialistas adestrados no

tempo do Hospital Gaffrée e Guinle. Inclusive

especialistas formados em Radioterapia,

muitos deles, ainda hoje, dirigindo serviços

espalhados pelo Brasil, adotando a Escola




Compartilhe com seus amigos:
  1   2   3   4   5


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal