A guerra da Arte



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A Guerra da Arte - Steven Pressfield
UM PROFISSIONAL RECONHECE
SUAS LIMITAÇÕES
Ele contrata um agente, um advogado, um contador. Sabe que só pode ser um
profissional em uma atividade. Recorre a outros profissionais e os trata com respeito.


UM PROFISSIONAL REINVENTA A SI
PRÓPRIO
Goldie Hawn observou certa vez que há somente três idades para uma
atriz em Hollywood: “Babe, D.A. e Conduzindo Miss Daisy”:·Ela defendia
outro ponto, mas a verdade permanece: como artistas. servimos à Musa, e a
Musa pode ter mais de um trabalho para nós ao longo de nossa vida.
O profissional não se permite ficar preso dentro de uma encarnação, por
mais bem-sucedida ou confortável que seja. Como uma alma reencarnada, ele
livra-se de um invólucro gasto e reveste-se de um novo. Ele continua sua
jornada.


UM PROFISSIONAL É
RECONHECIDO POR OUTROS
PROFISSIONAIS
O profissional percebe quem cumpriu sua missão e quem não o fez.
Como Alan Ladd e Jack Palance cercando um ao outro em Os brutos também
amam, um pistoleiro reconhece outro pistoleiro.


VOCÊ S/A
Assim que me mudei para Los Angeles e passei a conhecer outros
roteiristas, verifiquei que muitos possuíam sua própria empresa. Prestavam
seus serviços de redação não como eles mesmos, mas como prestadores de
serviços de suas empresas de um só homem. Seus contratos de redação de
roteiros eram ”para os serviços de", referentes a eles próprios. Eu nunca vira
isso antes. Achei muito profissional.
Há vantagens financeiras e de impostos para um escritor que opera como
empresa. Mas o que me agrada na ideia é a metáfora. Gosto da ideia de ser Eu
Mesmo S/A. Desta forma, posso incorporar dois papéis. Posso contratar a
mim mesmo e despedir a mim mesmo. Posso até, como Robin Williams
observou certa vez a respeito de' escritores/produtores, bajular a num mesmo.
Tornar-se uma empresa (ou apenas pensar em si mesmo desta forma)
reforça a ideia de profissionalismo porque separa o artista-que-faz-o-trabalho
da vontade-e-consciência-que-rege-o-espetáculo. Independentemente da
quantidade de humilhações amontoadas sobre a cabeça do primeiro, o último
não se deixa perturbar e dá continuidade aos negócios. Com o sucesso,
acontece o oposto: você-o-escritor pode deixar o sucesso subir à cabeça, mas
você-o-patrão sabe como fazer você mesmo abaixar a crista.
Já trabalhou em um escritório? Então, sabe o que significam as reuniões
de segunda-feira de manhã. O grupo se encontra na sala de reuniões e o chefe
expõe as missões pelas quais cada membro de equipe é responsável naquela
semana. Quando a reunião termina um assistente prepara uma folha de
serviço e a distribui. Quando ela chega a sua mesa uma hora depois, você
sabe exatamente o que tem que fazer naquela semana.
Faço uma reunião desse tipo comigo mesmo toda segunda-feira. Sento-
me e analiso minhas tarefas. Em seguida, dígito a folha de serviço e a
encaminho a mim mesmo.


Eu possuo papéis timbrados da minha firma, cartões de visita também
timbrados e um talão de cheques da empresa. Pago os custos e os impostos da
firma. Tenho cartões de crédito separados para meu uso pessoal e para uso da
empresa.
Pensar cm nós mesmos como uma empresa nos coloca a uma saudável
distância de nós mesmos. Ficamos menos subjetivos. Não levamos os golpes
para o lado pessoal. Temos mais sangue-frio; podemos cobrar nossos
honorários de forma mais realista. Às vezes, como o próprio João Coitado,
sou humilde demais para sair e vender. Mas como João Coitado S/ A. posso
agenciar qualquer coisa para mim mesmo. Eu já não sou eu. Sou Eu S/A.
Sou um profissional.



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