A guerra da Arte


particularmente virulenta de procrastinação. Em outras palavras, Resistência



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A Guerra da Arte - Steven Pressfield

particularmente virulenta de procrastinação. Em outras palavras, Resistência.
Steve concentra uma disciplina forjada em aço. Li Portões de fogo e Tempos
de Guerra, de Steve, de ponta a ponta enquanto viajava pela Europa. Veja
bem, não sou um sujeito lacrimoso; eu não chorava com um livro desde The
Red Pony, mas esses romances me emocionaram. Vi-me sentado em cafés,
contendo as lágrimas por causa da coragem altruísta daqueles gregos que
moldaram e salvaram a civilização ocidental. Ao olhar sob sua prosa fluida e
sentir a profundidade da pesquisa, do conhecimento da sociedade e da
natureza humana, dos detalhes vívidamente imaginados da narrativa, fui
tomado de uma admiração reverente pela obra, por todo o trabalho que
construiu as bases de suas fascinantes criações. E não estou sozinho nesta
avaliação. Quando comprei os livros em Londres, contaram-me que os
romances de Steve agora são recomendados pelos professores de história de
Oxford, os quais dizem a seus alunos que, se quiserem conhecer a vida na
Grécia clássica, leiam Pressfield. Como um artista alcança esse poder? No
segundo livro, Pressfield expõe a campanha do profissional, dia a dia, passo a
passo, preparação, ordem, paciência, perseverança, atitude diante do medo e
do fracasso – nada de desculpas, nada de tolices. E melhor é o brilhante
ímpeto de Steve de que antes de tudo e sempre, o profissional deve se
concentrar no perfeito domínio de seu ofício. O Livro Três, 'O reino
superior", aborda a Inspiração, esse resultado sublime que viceja nos sulcos
do profissional que coloca os arreios e ara os campos de sua arte. Nas
palavras de Pressfield: ·'Quando diariamente nos sentamos e fazemos nosso
trabalho, o poder se concentra ao nosso redor ... tornamo-nos um bastão
magnetizado que atrai limalhas de ferro. As ideias vêm. “Os insights


acumulam-se." A esse respeito, o efeito da Inspiração, Steve e eu
concordamos plenamente. De fato, imagens e ideias surpreendentes surgem
como se saíssem do nada.
Na realidade, esse, lampejos aparentemente espontâneos são tão
formidáveis, que é difícil acreditar que nosso insignificante eu os tenha
criado. De onde, então, vem nosso melhor material?
É sobre este ponto, entretanto, a causa da Inspiração, que ternos visões
diferentes. No Livro Um, Steven remonta as raízes evolutivas da Resistência
aos genes. Concordo. A causa é genética. Essa força negativa, esse sombrio
antagonismo à criatividade, está profundamente imbuída em nossa condição
humana. Mas no Livro Três, ele muda de direção e procura a causa da
Inspiração não na natureza humana, mas em um "reino superior". Em
seguida, com um fogo poético, expõe sua crença em musas e anjos. A fonte
máxima da criatividade, argumenta, é divina. Muitos, talvez a maioria dos
leitores, acharão o Livro Três profundamente emocionante. Eu, por outro
lado, credito que a fonte da criatividade encontra-se no mesmo plano de
realidade da Resistência. Ela, também, é genética. Chama-se talento: poder
inato de descobrir a conexão oculta entre duas coisas-imagens, ideias,
palavras - que ninguém nunca associou antes, criando para o mundo uma
terceira obra, absolutamente única. Como nosso Q.l., o talento é um dom de
nossos ancestrais. Se tivermos sorte, nós o herdamos. Nos poucos e
afortunados talentosos, a sombria dimensão de suas naturezas, primeiro
resiste ao trabalho que a criatividade impõe, mas assim que se dedicam à
tarefa, seu lado talentoso começa a agir e os recompensa com feitos
surpreendentes. Esses lampejos de genialidade criativa parecem surgir do
nada pela razão óbvia: vêm do inconsciente. Em resumo, se a Musa existe,
ela não sussurra aos ouvidos dos desprovidos de talento. Assim, embora
Steve e eu possamos discordar quanto à causa, concordamos quanto ao efeito:
quando a inspiração toca o talento, produz verdade e beleza. E quando Steven
Pressfield escrevia A guerra da arte, ela sem dúvida tinha mãos sobre ele.



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