A guerra da Arte



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A Guerra da Arte - Steven Pressfield
RESISTÊNCIA E A ESCOLHA DE UM
PARCEIRO
Às vezes, se não estivermos conscientes de nossa própria Resistência,
escolheremos como parceiro uma pessoa que superou ou está conseguindo
superar com sucesso a Resistência. Não sei bem por quê. Talvez seja mais
fácil dotar nosso parceiro com o poder que na realidade possuímos, mas que
tememos usar. Talvez seja menos ameaçador acreditar que nosso amado
companheiro merece viver sua vida não vivida, enquanto nós não. Ou talvez
queiramos usar nosso parceiro como modelo. Talvez acreditemos (ou
queiramos acreditar) que parte da força de nosso parceiro se transmitirá para
nós pela simples proximidade por tempo suficiente.
É assim que a Resistência desfigura o amor. O cozido que prepara é
apetitoso, é convidativo; Tennessee Williams podia transformar isso numa
trilogia. Mas será amor? Se formos o parceiro que apoia o trabalho do outro,
não deveríamos encarar nosso próprio fracasso de sair em busca de nossa
vida não vivida, ao invés de pegar carona no sucesso de nosso cônjuge? E se
formos o parceiro que recebe o apoio, não deveríamos sair do brilho da
adoração de nosso amado e encorajá-lo a deixar sua própria luz brilhar?


RESISTÊNCIA E ESTE LIVRO
Quando comecei este livro a Resistência quase me venceu. Esta foi a
forma que ela assumiu: disse-me (a voz em minha cabeça) que eu era um
escritor de ficção, não de não ficção, e que não deveria estar expondo esses
conceitos de Resistência de maneira literal e aberta; em vez disso, deveria
incorporá-los metaforicamente a um romance. E um argumento muito sutil e
convincente. A racionalização que a Resistência me apresentou era a de que
eu deveria escrever, digamos, uma história de guerra, na qual os princípios da
Resistência fossem expressados na forma do medo experimentado por um
guerreiro.
A Resistência também me disse que eu não deveria procurar instruir ou
me apresentar como um fornecedor de sabedoria; que isso era arrogante,
egoísta, talvez até mesmo imoral, e que por fim iria me causar danos. Isso me
assustou. Fazia pleno sentido.
O que finalmente me convenceu a seguir em frente foi simplesmente o
fato de que me senti muito infeliz ao desistir do projeto. Comecei a
desenvolver sintomas. Tão logo me sentei e comecei a trabalhar, senti-me
bem outra vez.



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