A filosofia e sua presença nos currículos brasileiros: um breve resgate histórico


KEYWORDS: Philosophy; School curricula; Institutions; Educational Policies.  Introdução



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crisforoni, A FILOSOFIA E SUA PRESENÇA NOS CURRÍCULOS BRASILEIROS
KEYWORDS: Philosophy; School curricula; Institutions; Educational Policies. 
Introdução 
 
A Filosofia como matéria escolar, tem sido alvo de constantes reflexões nas últimas 
décadas, acerca de “o que”, “como”, “para quem”, “para que” e “com que” objetivos ensiná-la. 
Sua presença claudicante incitou aos mais variados debates acerca da sua presença e ausência 
como componente de formação básica. Em diferentes momentos históricos esse tema levantou 
discussões tanto no meio acadêmico como no contexto da própria escola. Discursos ideológicos 
e políticos sobre a criticidade que o ensino da filosofia pode promover têm justificado a 
presença e a ausência da filosofia no ensino médio. Nesse sentido, compreendemos que sua 
configuração na escola na atualidade só se faz inteligível na medida em que lançamos mão de 
sua “presença” no ensino brasileiro. Pretende-se, nesse sentido, contextualizar e situar 
historicamente o ensino da disciplina no Brasil, com o intuito de percorrer a sua trajetória no 
sistema educacional brasileiro; elencando, identificando, destacando e problematizando os 
principais aspectos históricos, bem como as principais dificuldades e impasses que constituem 
e subjazem as políticas educacionais vigentes e interesses dos segmentos hegemônicos. 
De acordo com Horn (2000, p. 17) “[...] percorrer a trajetória do ensino de Filosofia 
significa buscar ampliar a compreensão sobre sua configuração na escola contemporânea”. 
Pois, a situação em que a Filosofia se defronta no atual Ensino Médio, é totalmente diferente 
da anterior principalmente no que precede a reforma de 1971, em que a Filosofia gozou de plena 
presença, porém, em um ensino secundário elitizado. Contudo, “Tem-se consciência da 
impossibilidade de se encontrar respostas para as questões que emergem durante o percurso a 
ser trilhado” (HORN, 2009 p.20). No entanto, uma abordagem adequada acerca da Filosofia e 
sua presença na história das disciplinas curriculares brasileiras, poderão contribuir no 
desvelamento do motivo da sua presença ser muitas vezes claudicante; ou as justificações para 
a sua legitimação quanto disciplina escolar serem frequentemente mistificadas.


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ISSN 1984-3879, SABERES, Natal RN, v. 19, n. 2, Agosto, 2018
http://www.periodicos.ufrn.br/saberes 
ISSN 1984-3879, SABERES, Natal RN, v. 19, n. 2, Agosto, 2018, 219-233.
Cabe, portanto, ressaltar que ao resgatar-se a trajetória do ensino desta disciplina no 
Brasil, se tem plena consciência que novas interrogações serão suscitadas, “[...] permitindo que 
novos objetos se apresentem como focos de especulação, pois o cultivo do entendimento 
implica perquirir respostas, sabendo que não existem certezas” (HORN, 2009 p.20). Assim, 
tem-se o intuito de considerar como se deu o processo de legitimação dessa disciplina, seja ela 
feita pelos professores em suas instituições, instâncias educacionais ou pelas justificativas 
pedagógicas de modo a compreender as nuances dessa área do conhecimento como componente 
curricular da formação básica; visto que em diferentes momentos históricos a presença ou não 
da Filosofia como disciplina fundamental para a construção e formação de um ser humano 
crítico, autônomo e pensante gerou e tem propiciado intensas discussões, tanto no meio 
acadêmico como na própria escola. Questões sobre a sua legalidade, legitimidade, currículo, 
forma e papel enquanto ferramenta para a formação do estudante se faz presente nos mais 
diversos discursos e nessa pesquisa. Dessa forma, buscar-se-á reconstruir especificamente a 
trajetória de entrada e, muitas vezes, de saída da Filosofia das escolas brasileiras, para que se 
possa realizar uma análise realista do atual momento da disciplina em nosso país. 

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