A doutrina Obama X doutrina Bush



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Encontro20.12.2019
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#3985

AULA 9 – guerra cibernética - problematização

Flávio Rocha de Oliveira – UFABC – Conflitos no Ciberespaço

Espaço Cibernético como construto político e tecnológico

História e Pop Culture –

DARPA x Terminator x Matrix

Século XXI – Institucionalização crescente

Pentágono – Securitização e Militarização

Disputa burocrática: USAF x o resto

Expansão dos contratos governamentais no setor da informática

Exagero – Richard Clarke e Leon Panetta

O problema da guerra

  • Arquilla e Ronfeldt – Cyberwar is Coming
  • Rid – É necessária maior discussão crítica do conceito de Cyberwar/guerra cibernética ou ciberguerra
  • Crítica quanto a compreensão do próprio conceito de guerra
  • Guerra – três características principais
    • Violência – potencial escalável
    • Instrumental – forçar o inimigo a aceitar a imposição de uma vontade
    • Política – uma guerra é sempre política

Cyberwar and not cyberwar

  • Rid – atualmente, os ataques cibernéticos não preenchem os três critérios básicos da guerra
  • Potencialmente, ataques contra indústrias, instalações nucleares seriam atos de guerra
  • Vulnerabilidades de uma sociedade altamente conectada via internet e ciberespaço
  • Cenários extremos causam confusão, mas carecem de comprovação real

Not Cyberwar

  • Registro histórico não indica que os ataques cibernéticos atinjam pelo menos um dos 3 critérios
  • Nenhum ciberataque causou a perda de uma vida humana, ou sequer feriu uma pessoa
  • Casos citados erroneamente como ciberguerra – Estônia e Geórgia
  • Diplomaticamente/legalmente – um ato de guerra tem a atribuição facilmente comprovada
  • Ciberataques – atribuição é difícil, e, ao contrário do ambiente cinético, as evidências degradam com o tempo

Ataques Cibernéticos

  • Erroneamente classificados como ciberguerra
  • Sabotagem – feita contra “coisas” ao invés de seres humanos – dificuldade da atribuição. Ex.: Stuxnet
  • Espionagem – elementos técnico e social estão presentes. Ex.: Lochkeed Martin e Ghostnet
  • Subversão – erosão de crenças, laços sociais e da confiança no Estado e nos governos. As mentes das pessoas são o alvo. Ex.: Jihadismo, Daesh.

Conclusões - RID

  • A ciberguerra nunca aconteceu no passado, não acontece no presente e não acontecerá no futuro
  • Exagero do termo cyber por motivação ideológica, política ou econômica
  • Uso de ataques cibernéticos é uma realidade, mas o hype distorce a percepção maior
  • Uso dos ataques cibernético pode conseguir objetivos políticos, econômicos e criminais sem o uso da violência característica da guerra

Contraponto – A Ciberguerra é real

  • Stone – Ataques cibernéticos podem ser construídos como atos de guerra
  • Crítica soft às formulações de RID – o problema é a falta de precisão conceitual a respeito da guerra e de seus termos correlatos
  • RID – Bebe exclusivamente em Clausewitz
  • Área de Estudos Estratégicos desenvolveu-se durante a Guerra Fria em torno de uma premissa: evitar a III Guerra Mundial

Guerra

  • Estudos Estratégicos – foco em ideias que pudessem ser traduzidas em vários tipos de policy
  • Faltou um trabalho mais denso a respeito de conceitos fundamentais – força, autoridade, etc.
  • Fim da Guerra Fria – a área de E.E. volta-se para o entendimento da natureza da guerra
  • Contexto a partir dos anos 90 – Diminui o temor da guerra nuclear, e aumentam os conflitos de difícil delimitação, como as guerras civis e o terrorismo

Guerra - Conceitos

  • Clima político nos anos 90 levou a reconceitualizações: guerras se tornam “intervenções humanitárias” ou “contra-insurgência”
  • No mesmo processo, entra o problema dos ataques cibernéticos
  • Stone – Compreensão dos conceitos de
    • Força – pode ser aplicada sem o objetivo direto de violar o corpo humano. Ex.: ataques contra instalações
    • Letalidade – implica em potencial de morte
    • Violência – contra o corpo humano ou instalações

Guerra - Conceitos

  • Guerra clássica – atribuição é parte do jogo político
  • Stone – em algum momento, guerras futuras podem envolver força, violência e letalidade sem que a atribuição seja observada
  • Atores estratégicos podem preferir ficar ocultos. Ex da cultura pop: Designated Survivor
  • Guerra Cibernética é real porque pode se constituir num ato de guerra

Conclusões - contingentes

  • Termo guerra cibernética está exagerado – quais os interesses?
  • A guerra cibernética tem sentido dentro de um contexto maior de guerra. Ex.: II Guerra, âmbito aéreo, terrestre e naval
  • Tecnologia pode avançar de uma maneira impressionante - probabilismo: Internet das Coisas.
  • Aceitação social do termo ciberguerra: necessário redefinir o termo e contrastá-lo com os significados clássicos da guerra


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