A cultura, as práticas e instrumentos de salvaguarda de espaços paisagísticos



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históricos e espaços paisagísticos na cidade contemporânea. O ensaio O valor botânico para a conservação 
dos jardins históricos de Burle Marx no Recife de Joelmir Silva e Prof
a
. Dr
a
Ana Rita Sá Carneiro abre a 
sessão do livro e oferece ao leitor uma relevante discussão sobre gestão, quando problematiza o estado de 
abandono de jardins projetados por Roberto Burle Marx em Recife quando analisa o constante processo de 
restauração nesse jardim que gerou uma aguda descaracterização deste acervo paisagístico. Tais questões 
apresentadas ganham um contraponto através da reflexão proposta por Daniele Alves Luisa Rocha que 
apresentam as transformações ocorridas no decorrer da história na Chácara dos Teixeira Leite e que na 
atualidade transformou-se no Museu Casa da Hera. 
Embelezar os jardins sempre foi uma tradição desde o início de suas implantações no Brasil. Ao 
considerar esta afirmativa, o leitor se depara com o ensaio de Cristiane Magalhães que lhe oferece um 


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JARDINS HISTÓRICOS 
panorama profícuo dos ornatos artísticos que compõem os jardins, que segundo a autora poderiam se 
interpretados  como  peças  chaves  para  dimensionar  a  composição  desses  espaços  e  suas  relações  com 
o estilo rococó no Brasil. Os jardineiros ganham destaque no campo da gestão, mas especificamente na 
manutenção de jardins através das questões trazidas pela Prof
a
. Dr
a
Ana Rita Sá Carneiro e seu grupo de 
pesquisadores  do  Laboratório  da  Paisagem,  da  Faculdade  de  Arquitetura  e  Urbanismo  –  UFPE.  O  texto 
trata da importância desta profissão para a manutenção de um jardim histórico moderno considerando 
seus  aspectos  botânicos  e  as  práticas  fundamentais  da  jardinagem.  Operários  de  cantaria,  jardineiros, 
construtores ou simples artífices de cimento e do cal na arte da invenção de mobiliários de jardim surge 
através do trabalho de Francislei Silva, quando o mesmo descreve a criatividade artística de Chico Cascateiro 
através das grutas, fontes e esguichos construídos em jardins. 
Ainda sob a perspectiva do segundo eixo temático, Marcia Gálvez e Claudia Carvalho, discutem 
a  conservação  do  jardim  histórico  em  termos  conceituais  ao  buscar  como  referência  o  projeto  de 
revitalização e restauração do jardim da Casa de Rui Barbosa. Em um retorno ao século XIX Alejandra 
Saladino, André Ângulo e Carlos Xavier revisitam os jardins do Museu da República e discutem ações 
de  preservação  e  valorização  desse  importante  jardim  histórico  carioca.  Fechando  esta  sessão  a 
pesquisadora Aline Silva desenha um panorama paisagístico resumido do Nordeste ao remonta a história 
dos jardins públicos em cidades como Recife, Fortaleza e João Pessoa no final do século XIX. O texto 
revela  especificidades  regionais  de  um  Brasil  pouco  explorado  pela  literatura  científica  desse  campo 
de pesquisa, em especial, quando descreve a inserção de espaços livres públicos como praças, largos, 
boulevares e jardins e redimensiona suas características a partir de fontes europeias, norte-americanas 
e  nacionais.  A  linha  analítica  definida  pela  autora  cria  um  texto  original  para  as  pesquisas  de  jardins 
históricos, sobretudo, quando questiona padrões classificatórios pensados para criar uma  visão linear 
da história dos jardins do Brasil  que não somente não se sustenta devido a pluralidade ideológica que 
definiu a produção de espaços paisagísticos no país e sobretudo, devido aos hibridismos que os modelos 
externos sofreram em solo nacional, criando ramificações que necessariamente não se inscrevem ao 
jogo de classificações  morfológicas e tipológicas.
O último eixo temático é dedica ao estudo das tecnologias aplicadas a manutenção e a preservação 
do patrimônio paisagístico. Aqui a tecnologia contemporânea é utilizada para que essa manutenção seja 
aliada ao prescrito nesse artigo. O ensaio inicial de autoria de Sonia Berjman e seus pesquisadores aponta 
os desafios da gestão e conservação em um jardim centenário – o Rosedal de Buenos Aires. O texto 

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