A cultura, as práticas e instrumentos de salvaguarda de espaços paisagísticos


hidráulica de cal aditivada conhecimento em



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hidráulica de cal aditivada conhecimento em rocaille
Inês El-Jaick Andrade 
O programa piloto Parque Botânico do Ecomuseu Ilha Grande: conservação, 
biodiversidade, história e difusão
Marcelo Dias Machado Vianna Filho 
Carla Y’Gubau Manão Nattacha Moreira | Cátia Henriques 
Callado
rocaille no jardim romântico carioca: história, técnica e preservação
Nelson Pôrto Ribeiro. 
POSFÁCIO
Jardins históricos como um caleidoscópio de ideias paisagísticas e patrimoniais
Rubens de Andrade 
AUTORES
ÍNDICE REMISSÍVO
289
241
277
243
261
301
311
319


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JARDINS HISTÓRICOS 


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a cultura, as práticas e instrumentos de salvaguarda de espaços paisagísticos
PREFÁCIO


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JARDINS HISTÓRICOS 


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a cultura, as práticas e instrumentos de salvaguarda de espaços paisagísticos
JARDINS HISTÓRICOS – MANUTENÇÃO E CONSERVAÇÃO
A
ideia  de  preservação  da  natureza  ao  longo 
das  últimas  décadas  avança  sob  múltiplas 
perspectivas  no  âmbito  do  meio  ambiente 
urbano,  todavia,  o  caminho  a  ser  percorrido  quando 
o  assunto  se  espelha  nas  ações  políticas  voltadas  a 
preservação dos jardins públicos ainda é longo. 
Entretanto, para o enfrentamento dos desafios 
do campo de trabalho voltado ao patrimônio paisagístico 
das  cidades  brasileiras,  surgem  ações  que  indicam  o 
reposicionamento da questão no que tange à forma, as 
funções, os usos e a preservação de espaços ajardinados 
no meio urbano. Em parte estas ações revisitam alguns dos 
pressupostos  presentes  na  Carta  dos  Jardins  Históricos, 
comumente conhecida como Carta de Florença. 
Em diferentes momentos a Carta de Florença 
alerta  que  a  manutenção  de  um  jardim  histórico  é 
uma operação primordial e necessariamente continua 
e  que,  tal  ímpeto,  a  priori,  desencadeia  movimentos 
de  causa  e  efeito,  ou  seja,  atitudes  que  partem  da 
sociedade ante a uma política cada vez mais refratária 
à presença da conservação, manutenção e preservação  
de espaços paisagísticos. 


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JARDINS HISTÓRICOS 
Por sua vez, quando se dimensiona a esfera da existência de políticas públicas diretamente ligadas 
a salvaguarda de jardins históricos, a questão se torna complexa e produz situações onde é possível ser 
constatado a falta de zelo e, o mais grave, o não entendimento desses espaços paisagísticos. Muitos deles 
com quarenta a cem anos de existência como patrimônio material ou imaterial. Esses lugares celebram, a 
partir do encontro entre a natureza e a cultura, a história da nossa paisagem e suscitam continuamente um 
ato efetivo que vise conservá-los devido a sua importância e o interesse público. 
A  cidade  contemporânea  tem  caráter  contraditório  no  seu  contínuo  processo  de  formação, 
uma vez que ao se erguer para atender as demandas do estilo de vida do século XXI, ela se expande 
territorialmente  e,  consequentemente,  reduz  a  zona  de  contato  entre  o  ambiente  construído  e  os 
vínculos que ainda restam com uma natureza em seu “estado original”.  Todavia, esses vínculos ganham 
outros matizes e assim possibilitam a releitura de uma natureza “formatada” e reprojetada a partir de 
referências onde o espaço, o tempo, a sociedade e a cultura são os elementos balizadores da relação que 
se definirá na cidade. 
É justamente nesse reencontro ou desencontro entre homem e natureza que se consolida a 
reinvenção da natureza através da ideia do que se manifesta em toda a sua plenitude no passar dos 
séculos, desenhando e redesenhando na paisagem jardins, que por sua vez, acumulam em si inúmeras 
camadas de tempo e histórias de linguagens. Histórias de diferentes grupos sociais que passaram por 
aquele  espaço:  história  da  botânica,  história  da  fauna,  história  da  geologia,  em  suma,  histórias  de 
paisagens alteradas pelo tempo e pela ação do homem, fornecendo continuamente registros essenciais 
ao seu conhecimento, pela decodificação de seus códigos originais, ou quando repensada e reprojetada 
para atender as demandas de novos tempos já que a paisagem é multável e dinâmica assim também 
como o jardim o é. 
De certa maneira há uma questão central que esta coletânea de textos oriundos do IV Encontro 
de Gestores de Jardins Históricos trata, que poderia ser resumida nas seguintes perguntas: Qual é de fato 
o lugar do jardim histórico na paisagem brasileira? Tal lugar existiria ou estaríamos apenas diante de um 
questionamento empírico deste tema? 
Ante  a  complexidade  abordada  no  Encontro,  desdobram-se  os  textos  selecionados  para  esta 
publicação. Estão presentes os recortes da memória, questões patrimoniais, conservação e restauração 
desses canteiros, dessas aleias, desses pomares, dessas hortas, desses jardins, desses espaços paisagísticos 
que fazem parte das cidades. 


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a cultura, as práticas e instrumentos de salvaguarda de espaços paisagísticos
O  primeiro  eixo  temático  proposto,  O  lugar  do  jardim  histórico  na  paisagem  brasileira: 
perspectivas socioculturais e patrimoniais, contam com as reflexões  de Silvio Soares Macedo que indica 
entre outras coisas, o significado do jardim na construção da história urbana do Brasil . O autor também 
apresenta uma chave analítica para interpretar o desenho e as estruturas morfológicas proposta para o 
desenho de jardins, desde o século XVIII até a contemporaneidade. 
Na sequência o ensaio de Clarissa Gontijo, orientado por Schirley Fátima Nogueira Cavalcante 
Alves e Patrícia Duarte Oliveira Paiva aborda os jardins do Museu Imperial de Petrópolis, que apesar de 
suas alterações no decorrer dos anos, mantem a estrutura do século XIX e é uma importante referência da 
cultura dos jardins históricos brasileiros. Alda Ferreira Azevedo e Fernando Pedro de Carvalho Ono optaram 
por discutir a modernidade através dos jardins de Burle Marx a partir dos projetos de Haruyoshi Ono, já que 
esses espaços tornaram-se, hoje, representativos da diversidade e identidade cultural brasileiras. Iracema 
Clara Alves em co-autoria com Schirley Fátima Nogueira Cavalcante Alves e Patrícia Duarte Oliveira Paiva 
consideraram a relevância histórica e cultural que as praças possuiam nas cidades do Brasil, sobretudo 
em  Minas  Gerais,  ao  dimensionar  seus  usos  e  valor  para  aqueles  que  dela  usufruíam.  Na  sequência  e 
finalizando este o primeiro eixo temático do livro, Moacir Rodrigo de Castro Maia nos oferece um estudo 
de dois jardins históricos, ambientados na paisagem mineira de duas cidades marcadas pelo Ciclo do Ouro 
no Brasil oitocentista: Ouro Preto e Mariana. O autor conecta suas histórias através desses jardins, e assim 
revela peculiaridades da cultura paisagística em um período do Brasil onde ainda hoje são raros os estudos 
no âmbito de jardins históricos.
A gestão é o centro das discussões do segundo eixo temático: Processos de gestão de jardins 



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