A construçÃo das personagens femininas em a bela e a adormecida, de neil gaiman



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PALAVRAS-CHAVE: Narrativas. Personagens femininas. Identidades

INTRODUÇÃO

Os contos de fadas existem há milênios. Estas narrativas fantásticas clássicas têm permanecido ao longo do tempo como uma fonte de fascínio e atraindo os mais diversos tipos de leitores – crianças, jovens e adultos – levando cada um a traçar uma experiência significativa, em que, de alguma forma é estabelecida uma identificação, despertando sentimentos e emoções de maneira particular. Sobre esse tipo de experiência, Tatar (2004) nos diz que: “Muitas vezes destroçados de tão lidos, esses livros nos transportavam de descoberta em descoberta, levando-nos a mundos inéditos e secretos que dão nova dimensão aos desejos infantis e contemplam os grandes mistérios existenciais.” (TATAR, 2004, p.8). Há, portanto, nestas histórias elementos que nos fazem dar sentido, e nesse processo, (re) descobrir-se.

Pouco se sabe sobre a origem destas narrativas, apenas que elas advêm da tradição oral, possuindo as mais diversas raízes culturais. E, no que concerne a oralidade, o ato de narrar/contar faz parte da história humana desde os primórdios. Nessa direção, as histórias perpassam por tempos e espaços diferentes, podendo incorporar outros significados, outras interpretações e até mesmo, novas histórias surgem a partir daquela primeira que tinha sido contada. Os contos de fada possuem esse caráter aberto e passível de adaptações ou novas leituras.

Partindo da perspectiva em que adaptar está interligado ao ato de (re) contar, é perceptível que o cenário pós-moderno apresenta uma pluralidade de meios e materiais possíveis para adaptações. Nós, atualmente, dispomos de várias direções além do cinema e romance, pois “A adaptação fugiu do controle” (HUTCHEON, 2013, p.11). Nessa ótica, os contos de fadas são adaptados para o cinema, séries de TV, histórias em quadrinhos (doravante HQ’s), cordel, romances, e etc. Criando, portanto, várias versões com condimentos contemporâneos.

No que se refere à literatura, existem diversas obras que recontam a história de A Bela Adormecida, uma delas é a do autor britânico Neil Gaiman, intitulada A Bela e a Adormecida (2015). Nesta adaptação outras perspectivas sobre a posição da mulher são apresentadas, além de, se opor a diversas questões ligadas a condição feminina tecidas no contexto social. Nesse sentido, buscamos investigar e analisar a construção das personagens femininas, Rainha e princesa através de uma análise comparativa com o conto A Bela Adormecida, do Charles Perrault. Para isso, nos fundamentaremos nos pressupostos teóricos de: Hutcheon (2013), teórica do campo das adaptações; Coelho (1991) e Darnton (1986) discutindo sobre a literatura infantil; Louro (2014) investiga questões sobre gênero e sexualidade e Hall (2011), apontando a respeito da identidade pós-moderna. O trabalho caracteriza-se como um estudo de natureza comparativa.




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