A apropriaçÃo do sistema de escrita alfabética e a consolidaçÃO


Nesta unidade, temos, portanto, como objetivos



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Nesta unidade, temos, portanto, como objetivos:


Aprofundando o tema

A apropriação do Sistema de  

Escrita Alfabética pelas crianças.

A escrita alfabética não é um código que 

simplesmente transpõe graficamente as 

unidades sonoras mínimas da fala (os 

fonemas), mas, sim, um sistema de repre-

sentação escrita (notação) dos segmentos 

sonoros da fala (FERREIRO, 1995; MO-

RAIS, 2005). Trata-se, portanto, de um 

sistema que representa, que registra, no 

papel ou em outro suporte de texto, as par-

tes orais das palavras, cabendo ao apren-

diz a complexa tarefa de compreender a 

relação existente entre a escrita e o que 

ela representa (nota). Em outras palavras

apenas memorizar os grafemas que cor-

respondem aos distintos fonemas de uma 

língua não é suficiente para que alguém 

consiga aprender a ler e a escrever. 

Desse modo, a apropriação da escrita 

alfabética deve ser concebida como a 

compreensão de um sistema de notação 

dos segmentos sonoros das palavras e não 

como a aquisição de um código que sim-

plesmente substitui as unidades sonoras 

mínimas da fala. Tal como alertam Ferreiro 

(1995) e Morais (2005), conceber a escrita 

como um código é um equívoco, porque, 

ao compreendê-la dessa maneira, coloca-

mos, em primeiro plano, as capacidades de 

discriminação visual e auditiva, embora a 

aprendizagem da escrita alfabética envolva, 

sobretudo, a compreensão de propriedades 

conceituais. Segundo Ferreiro (1995, p. 15), 

“embora se saiba falar adequadamente, e se 

façam todas as discriminações perceptivas 

aparentemente necessárias, isso não re-

solve o problema: compreender a natureza 

desse sistema”.

A compreensão do Sistema de Escrita 

Alfabética e a consolidação da 

alfabetização

Alexsandro da Silva

Ana Gabriela de Souza Seal

No caderno da unidade 

3, ano 1, a distinção

entre sistema e código é

discutida, com exemplos

de implicações dessa

distinção para o ensino.



unidade 03

07

Resumindo, para aprender a ler e a es-



crever, como dissemos anteriormente, é 

necessário que as crianças compreendam 

o que a escrita alfabética representa (nota) 

e de que maneira ela representa (nota) os 

segmentos sonoros das palavras. Trata-se, 

portanto, de uma (re)construção conceitu-

al e não de uma aprendizagem meramente 

perceptivo-motora. Segundo Ferreiro 

(1995), esta segunda concepção revela 

uma representação muitíssimo limitada do 

aprendiz:



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