71 impressões da ditadura brasileira na correspondência de caio fernando abreu



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Litterata | Ilhéus | vol. 6/2 | jul.-dez. 2016 | ISSN 2237-0781 

 

 

 

 

 



71 

IMPRESSÕES DA DITADURA BRASILEIRA NA CORRESPONDÊNCIA  

DE CAIO FERNANDO ABREU 

 

Mara Lúcia Barbosa da Silva



 

Resumo:  no prólogo de  Escrita de si,  escrita da História  (2014), Angela  de Castro Gomes, 

discorre acerca de uma nova forma de pensar a correspondência e sobre a relevância que lhe 

passou  a  ser  dada.  Para  Gomes,  essa  escrita  integra  um  conjunto  de  modalidades  do  que  se 

convencionou  chamar  de  produção  de  si  no  mundo  moderno  ocidental.  Essa  denominação 

pode  ser  melhor  entendida  a  partir  da  ideia  de  uma  relação  que  se  estabeleceu  entre  o 

indivíduo moderno e seus documentos, pois diários íntimos e memórias sempre despertaram 

interesse,  mas,  mais  recentemente,  ganharam  novo  impulso.  Os  tempos  modernos 

consagrariam, então, o lugar do indivíduo na sociedade e essa nova categoria de indivíduo faz 

com  que  se  transformem  as  noções  de  memória,  documento,  verdade,  tempo  e  história. 

Através  da  análise  da  correspondência  ativa  de  Caio  Fernando  Abreu,  entre  1969  e  1985, 

utilizando  como  corpus  principal  de  pesquisa  o  livro  organizado  por  Italo  Moriconi,  Caio 



Fernando Abreu: cartas (2002), e tendo como base norteadora a noção de rastro estabelecida 

por  Walter  Benjamin,  identificamos  a  percepção  do  autor  sobre  os  acontecimentos  que  se 

sucediam no Brasil durante o período do Regime Militar. 




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