7ª e diç Ão atu aliz ada e a mp liada Atividade Física, Saúde Qualidade de Vida



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ATIVIDADE FÍSICA, SAUDE E QUALIDADE DE VIDA
4. Poluição do ar
A poluição do ar pode afetar a saúde e a performance durante a prática de 
exercícios ou esportes, particularmente em eventos competitivos. Apesar de 
existirem poluentes “naturais”, como o ozônio (O
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), óxidos sulfúricos (das 
atividades vulcânicas) e outras partículas, foi a revolução industrial que ini-
ciou e disseminou nas grandes cidades e áreas industriais o grande volume 
de poluentes derivados das atividades humanas.
Existem dois grupos de poluentes: (a) primários – fontes diretas de polui-
ção, como o monóxido de carbono (CO), óxidos sulfúricos, hidrocarbonetos 
e diversas partículas na poeira e na fumaça; (b) secundários – resultam da 
interação de poluentes primários com fatores ambientais, como a luz solar, a 
temperatura e o grau de umidade). O efeito desses poluentes pode ser imediato 
(agudo) ou decorrente da exposição prolongada (crônico). A magnitude desses 
efeitos decorre de diversos fatores, como o tempo de exposição, a concentração 
dos poluentes, a mobilidade do ar (ventos) e a via de inalação (nariz ou boca). 
O nariz filtra as partículas maiores com grande eficiência, mas não impede a 
entrada dos elementos menores. Durante a prática de exercícios, a respiração 
bucal é um fator importante, reduzindo a filtragem nasal e aumentando a 
absorção dos poluentes.
Os efeitos da poluição vão desde a irritação dos olhos, da pele e das vias 
respiratórias, até a diminuição da capacidade física em esforços intensos e o 
risco aumentado de doenças graves, como infecções respiratórias e doença 
cardiovascular. Casos extremos de exposição a poluentes como os óxidos de 
nitrogênio podem resultar em morte.
Nas grandes cidades, a fumaça dos automóveis e das indústrias faz do 
monóxido de carbono (CO) o poluente mais comum. A concentração tende 
a ser maior durante as horas de tráfego mais intenso e com temperaturas 
mais baixas. O CO tem um efeito direto durante a prática de exercícios, com 
a associação dessa substância à hemoglobina, diminuindo a eficiência do 
sangue no transporte de oxigênio para os tecidos. O problema maior é que o 
CO tem uma afinidade com a hemoglobina 200 vezes maior que o oxigênio, 
tendo preferência na hora de “embarcar” nas hemácias quando o ar chega aos 
alvéolos pulmonares.
As pesquisas têm mostrado que os esforços físicos em níveis submáximos 
são pouco afetados (a curto prazo) quando praticados em áreas poluídas. Já 
as performances de competição (esforços intensos) podem ser comprometidas 


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seriamente, inclusive com risco significativo para a saúde dos indivíduos. O 
risco é ainda maior em condições de ar seco e baixa temperatura, quando a 
sensibilidade à irritação das vias aéreas é maior.
A prevenção de efeitos de curto e longo prazo inclui, principalmente, 
evitar-se a exposição aos poluentes. Quando isto não é possível, pode-se es-
colher a melhor hora e o local para a prática de atividades físicas, além de se 
reduzir a intensidade e a duração dos exercícios quando as condições forem 
piores. Os horários mais críticos geralmente são entre 7 e 9 horas da manhã 
e 5 da tarde às 8 horas da noite. Algumas cidades monitoram a qualidade do 
ar, facilitando a observação das condições de poluição nas diversas áreas da 
cidade. Se o objetivo da prática de exercícios é a promoção da saúde, não faz 
muito sentido expor o organismo a riscos significativos quando os níveis de 
poluição do ar estão muito elevados.
Para aqueles que se exercitam em áreas fechadas (academias de ginás-
tica) é interessante certificar-se que o sistema de ar condicionado passa por 
manutenção periódica correta.
Deve-se usar o bom senso (baseado em dados objetivos disponíveis) para 
se decidir se, quando, onde e de que maneira se exercitar, para uma relação 
risco-benefício mais positiva. De qualquer maneira, é sempre bom lembrar 
que “não fazer nada” acaba sendo o maior risco para a saúde.

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