7ª e diç Ão atu aliz ada e a mp liada Atividade Física, Saúde Qualidade de Vida



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ATIVIDADE FÍSICA, SAUDE E QUALIDADE DE VIDA
PONTOS DE CORTE PARA RCE*
Risco Aumentado
Risco Muito Alto
Homem
>53,5%
>58,1%
Mulher
>49,1%
>54,1%
*Organização Mundial da Saúde
A maioria dos casos de sobrepeso e obesidade moderada pode ser tra-
tada com terapias comportamentais (alimentação e atividades físicas). Em 
casos mais graves, o acompanhamento médico, com uso de medicamentos e 
até mesmo de recursos cirúrgicos, pode ser necessário. Em muitos casos há, 
também, a necessidade de acompanhamento psicológico, o que demonstra 
a importância de se dispor de equipes multiprofissionais para a adequada 
abordagem da obesidade: médicos, nutricionistas, profissionais de Educação 
Física e psicólogos.


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116
Atividade Física e Controle de Peso
Em alguns países observa-se que a ingestão calórica diária, assim como a pro-
porção de gordura na alimentação, tem decrescido nas últimas décadas, mas 
mesmo assim os índices de sobrepeso e obesidade continuam aumentando. 
Dados de um estudo populacional na Inglaterra ilustram bem este quadro, 
mostrando como única explicação aceitável o declínio também observado 
nos níveis de atividade física dessa população. Ou seja, em muitos casos, 
o declínio na atividade física habitual tem provocado um desequilíbrio no 
balanço energético que favorece o aumento na proporção de pessoas obesas, 
mesmo quando se observa uma redução ou manutenção na ingestão calórica 
diária. Isto tem acontecido em países desenvolvidos e também começa a ser 
observado nos países em desenvolvimento.
Quando a redução da massa corporal se dá com um significativo aumento 
na atividade física, observa-se uma perda mais significativa de gordura corpo-
ral, preservando-se a massa muscular. Ao contrário, quando a perda de peso 
decorre apenas da dieta hipocalórica, a perda de tecido magro (principalmente 
músculo) chega a 50% do total de peso perdido.
A composição corporal “ideal” para a saúde inclui uma baixa percentagem 
de gordura, uma boa estrutura óssea e um bom desenvolvimento muscular. 
Para algumas pessoas, é fácil manter este equilíbrio, para outras, não. Entre-
tanto, a despeito do tipo de indivíduo, os exercícios regulares podem ajudar no 
desenvolvimento osteomuscular e no controle da massa corporal, propiciando 
uma vida mais saudável.
A energia dos alimentos ingeridos – assim como a energia gasta em ativi-
dades físicas – é medida em quilocalorias (kcal). A quantidade de “calorias” 
que não for queimada, produzindo trabalho muscular ou mantendo as funções 
orgânicas, é armazenada na forma de gordura. É importante que se mantenha 
um nível de atividade física correspondente ao consumo alimentar, ou vice-
-versa, para a manutenção da massa corporal.
Não existem fórmulas mágicas para o emagrecimento. Apesar de se saber 
que há uma influência genética forte em nossa composição corporal, a massa 
corporal recomendável acaba resultando da combinação de uma dieta saudável, 
incluindo os grupos básicos de alimentos em quantidades apropriadas, e de 
um estilo de vida fisicamente ativo. Parece um conceito simples, escrito dessa 
forma, mas na vida real há uma combinação de fatores ambientais, econômicos, 
socioculturais e individuais que tornam essa equação extremamente complexa.


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O gasto calórico durante as atividades físicas varia com a dosagem (in-
tensidade e duração) do esforço e o peso do indivíduo, entre outros fatores. 
Pessoas mais pesadas gastam mais calorias do que pessoas magras para rea-
lizar um mesmo trabalho que envolva deslocamento corporal.
A seguir estão transcritos alguns exemplos da quantidade aproximada de 
energia (em kcal/kg/hora) utilizada por um indivíduo durante várias atividades.
A recomendação atual para a saúde é de que todo adulto (com 70 kg de 
peso), deveria acumular um gasto semanal de, pelo menos, 1.000 kcal por se-
mana em atividades físicas moderadas. Em termos relativos, isto corresponde 
a aproximadamente 15 kcal/kg/semana, e equivale a 5 ou 6 caminhadas de 
30 minutos por semana, em passos rápidos. O ideal é que um adulto jovem 
acumule um gasto semanal em atividades físicas moderadas a vigorosas em 
torno de 2.000 kcal.

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