7ª e diç Ão atu aliz ada e a mp liada Atividade Física, Saúde Qualidade de Vida


Questões de Revisão e Aplicação do Conhecimento



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ATIVIDADE FÍSICA, SAUDE E QUALIDADE DE VIDA
Questões de Revisão e Aplicação do Conhecimento
1. Quais são os principais fatores de risco modificáveis para as doenças car-
diovasculares?
2. Quais as consequências de uma baixa aptidão cardiorrespiratória no dia a 
dia de uma pessoa (no trabalho, no lazer e na saúde)? 
3. Que fatores, além do exercício físico, podem influenciar o desempenho nos 
testes de aptidão cardiorrespiratória?
4. Para que testar a aptidão física cardiorrespiratória? Cite dois exemplos de 
teste de campo para aptidão cardiorrespiratória.
5. Como determinar a frequência cardíaca de treino para um indivíduo apa-
rentemente saudável, com idade de 35 anos?


4
Aptidão 
Musculoesquelética: 
Força e Mobilidade
TÓPICOS NESTE CAPÍTULO
 
ƒ
Músculos e ação
 
ƒ
Força muscular
 
ƒ
Flexibilidade
 
ƒ
Postura e mecânica dos movimentos
 
ƒ
Exemplos de testes para força e fl exibilidade
Músculos e Ação
São os músculos do nosso corpo que permitem que nos movamos no ambiente 
em que vivemos, exercendo força para sustentar e mover objetos em nos-
sas atividades diárias. São os músculos, 
também, que permitem a postura ereta
equilibrando nosso corpo contra a ação da 
gravidade. 
Cada músculo é, na verdade, um con-
junto de fi bras envolvidas por uma película 
de tecido conjuntivo, denominada fáscia 
muscular. Esta película envolve as fi bras 
em três níveis (endomísio, perimísio e epi-
mísio), conforme mostrado no corte trans-
versal de um músculo, na fi gura ao lado.
Perimísio
Endomísio
Epimísio
Músculo


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Existem três tipos de tecido muscular no corpo humano. Os músculos que 
trabalham para sustentar e mover o corpo são chamados músculos esqueléticos 
(ou estriados) e encontram-se ligados aos ossos por meio de tendões. São mais 
de 600 e constituem uma parte significativa do nosso corpo (aproximadamente 
40% da massa corporal dos homens e um pouco menos nas mulheres), sendo 
acionados voluntariamente por estímulos nervosos. Os músculos lisos, que 
constituem as paredes dos vasos e os órgãos internos, não respondem ao nosso 
comando, contraindo ou relaxando involuntariamente. Já o músculo cardíaco
apesar de ter um aspecto semelhante aos músculos estriados, também não 
depende da nossa vontade para contrair, sendo controlado por estímulos en-
dócrinos e nervosos autônomos.
Os músculos são “máquinas” biológicas que convertem energia química 
(derivada da reação entre o alimento que ingerimos e oxigênio) em força 
e trabalho mecânico. A energia para a contração muscular é derivada da 
quebra de uma substância constituída de ligações químicas altamente ener-
géticas: o ATP (adenosina trifosfato). Impulsos nervosos enviados às fibras 
musculares estimulam esta quebra do ATP e a energia liberada possibilita 
o encurtamento do músculo, pela sobreposição dos filamentos de actina 
miosina que compõem as fibras musculares. Quando as fibras de uma 
unidade motora se contraem de forma sincronizada, ocorre a contração do 
músculo como um todo, possibilitando exercer força. Esta ação aparente-
mente simples desencadeia as mais diversas atividades motoras humanas 
– das mais simples e rudimentares às mais delicadas e complexas que o ser 
humano pode executar.
unidade motora, ou a unidade básica da contração muscular, consiste 
de um grupo de fibras musculares inervadas por uma fibra ou célula nervosa. 
O número de fibras musculares numa unidade motora varia de músculo para 
músculo, dependendo da sua função. Músculos que executam atividades de-
licadas e de precisão (como os do olho) chegam a ser inervados na proporção 
de 1/1, ou seja, para cada fibra muscular, uma fibra nervosa. Já os grandes 
músculos que movem o corpo (como o quadríceps, na parte anterior da coxa) 
podem ter de 150 até 2000 fibras musculares por unidade motora.
Nossos músculos são compostos por dois tipos principais de fibras mus-
culares, geralmente denominadas fibras vermelhas (ou de contração lenta) e 
fibras brancas (ou de contração rápida). A predominância de um ou outro 
tipo de fibra muscular é determinada geneticamente; quer dizer, corredores 
de maratona (que têm grande percentual de fibras vermelhas) já nascem com 


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essa característica, enquanto indivíduos muito fortes ou velozes possuem 
predominantemente fibras de contração rápida (brancas). Esta característica 
biológica hereditária é de suma importância para o sucesso em eventos espor-
tivos, mas, para as atividades da vida diária e para a saúde, a predominância 
de um ou outro tipo de fibra muscular não é importante. O que importa é que 
se mantenha a musculatura em uso, estimulada constantemente para não 
atrofiar e perder a elasticidade, limitando nossas atividades diárias e pondo 
em risco nossa saúde.
De acordo com a função específica exercida durante determinado movi-
mento, os músculos podem ser classificados em agonistas (agentes princi-
pais, responsáveis pelo movimento), antagonistas (em oposição aos agonistas, 
previnem alongamento excessivo) e sinergistas (dão suporte aos agonistas e 
auxiliam no controle do movimento).

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