7ª e diç Ão atu aliz ada e a mp liada Atividade Física, Saúde Qualidade de Vida



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ATIVIDADE FÍSICA, SAUDE E QUALIDADE DE VIDA
Introdução
M
uita coisa tem sido dita e escrita sobre a importância de um estilo de 
vida saudável para pessoas de todas as idades e condições. Entretanto
apesar de todas as evidências científicas acumuladas, um grande número de 
pessoas ainda parece desinformado ou desinteressado nos efeitos a médio e 
longo prazo da prática de atividades físicas regulares, de uma nutrição equi-
librada e de outros comportamentos relacionados à saúde.
Pesquisas em diversas áreas, principalmente os estudos do comportamento 
humano, têm revelado que o conhecimento sobre uma determinada questão 
– o fumo ou a prática de exercícios, por exemplo – está relacionado com a 
atitude que uma pessoa tem diante dessa questão. De fato, observa-se que 
atitudes positivas em relação à atividade física regular podem ser influencia-
das por um melhor conhecimento sobre os benefícios, princípios e práticas 
da atividade física.
Partindo-se dessa premissa, então, uma das responsabilidades fundamen-
tais dos profissionais de saúde, principalmente os da Educação Física, deveria 
ser bem informar as pessoas sobre fatores como a associação entre atividade 
física, aptidão física e saúde, os princípios para uma alimentação saudável, 
as formas de prevenção de doenças cardiovasculares ou o papel das ativida-
des físicas no controle do estresse e manutenção do peso corporal saudável. 
Em suma, como e porquê escolher um estilo de vida ativo. Mas não se pode 
pensar que apenas a informação garanta mudanças de comportamentos. Esta 
é uma questão complexa, como complexo é o comportamento do ser humano 
em geral. Se as informações forem relevantes para o grupo a que se destina, 
se estiverem associadas a reais oportunidades para a prática, e se houver o 
apoio social necessário, pode-se, então, esperar que ocorram mudanças de 
atitudes e até de comportamentos, o que levaria a uma melhor condição geral 
de bem-estar e saúde. 


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Para a maioria das pessoas, iniciar e manter níveis satisfatórios de ativi-
dade física e alcançar boa condição nos componentes básicos da aptidão física 
relacionada à saúde, requer um certo esforço individual. De fato, nas socie-
dades urbanas modernas, níveis adequados de atividade física e de aptidão 
física somente são mantidos quando uma forte motivação está continuamente 
presente; quer dizer, quando o indivíduo percebe os benefícios deste compor-
tamento como de grande valor para sua vida, superando as dificuldades para 
realizar tais ações, e quando as forças sociais oferecem mais facilitadores do 
que barreiras.
Parece claro, também, que a motivação para a prática regular de ativida-
des físicas, para a saúde e o bem-estar ou para desenvolver a aptidão física, 
é resultante de uma complexa interação de diversas variáveis psicológicas, 
sociais, ambientais e até genéticas. Enquanto alguns fatores que podem in-
fluenciar os comportamentos são difíceis de modificar, como a hereditariedade, 
a escolaridade e o nível socioeconômico, outros são modificáveis através da 
informação, de experiências agradáveis, do desenvolvimento de habilidades 
para tais comportamentos e pela redução de barreiras que dificultam ou im-
pedem essas mudanças. Nunca é demais lembrar que a Educação Física, 
junto com outras profissões da saúde, tem um importante papel social neste 
processo educativo para um estilo de vida saudável e para uma vida com mais 
qualidade, independentemente da idade, do sexo, nível socioeconômico ou 
condição funcional da pessoa.
Entre os diversos fatores que predispõem ou dificultam a modificação 
comportamental, destacam-se: o conhecimento, a atitude, as experiências an-
teriores, o apoio social de familiares e amigos, a disponibilidade de espaços 
e instalações, as barreiras percebidas pelas pessoas (falta de tempo, distância 
até o local de prática, falta de recursos financeiros, entre outras) e as normas 
sociais (leis, regras e regulamentos).
Considerando as oportunidades e barreiras que as pessoas enfrentam em 
seu dia a dia, é preciso que:
„
se conscientizem da importância da atividade física regular para a 
saúde e a qualidade de vida (informação);
„
desenvolvam o desejo de aplicar tais conhecimentos (atitudes favo-
ráveis); e 
„
se motivem para realizar tais intenções de forma continuada (ação e 
manutenção).


13
A
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Para tanto, políticas públicas, programas comunitários e institucionais, 
além de ações individuais, precisam ser considerados na promoção de estilos 
de vida mais ativos e saudáveis nos diferentes contextos (escolas, ambiente 
de trabalho, centros de atenção básica à saúde e ambientes comunitários em 
geral).
Nas escolas e universidades, deve-se facilitar mudanças no conhecimento, 
nas atitudes e ações dos estudantes – almejando, particularmente, os que mais 
podem se beneficiar: os menos ativos, os de baixa aptidão física, aqueles com 
pouca habilidade motora, com excesso de peso e pessoas com deficiências de 
qualquer ordem. Isto possibilita a tomada de decisões bem informadas sobre 

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