7ª e diç Ão atu aliz ada e a mp liada Atividade Física, Saúde Qualidade de Vida


REPRESENTAÇÃO DA ESCALA DE PERCEPÇÃO DE ESFORÇO DE BORG*



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ATIVIDADE FÍSICA, SAUDE E QUALIDADE DE VIDA
REPRESENTAÇÃO DA ESCALA DE PERCEPÇÃO DE ESFORÇO DE BORG*
*Adaptado do ACSM’s Resource Manual – Guidelines for exercise testing and prescription, 1998.
Aptidão Física e Saúde Cardiovascular
Durante o século XX houve um aumento significativo das doenças cardía-
cas em todo mundo, particularmente nos países industrializados, passando 
a ser a principal causa de morte entre adultos acima dos 35 anos de idade. 
Os principais motivos para esse aumento foram, por um lado, o aumento da 
longevidade e o sucesso no combate das doenças infectocontagiosas; e, por 
outro lado, as mudanças no estilo de vida, como o aumento do sedentarismo, 
o excesso de gordura na dieta e os níveis elevados e constantes de estresse. As 
formas mais comuns de doenças cardiovasculares são: (a) a doença arterial 
coronariana (DAC), que pode levar ao infarto do miocárdio; (b) o acidente 
vascular encefálico (AVE), comumente referido como derrame cerebral; e (c) a 
doença vascular periférica. Estudos nos últimos 50 anos revelaram que existem 
determinados fatores de risco para as doenças cardiovasculares que aumentam 
significativamente a probabilidade de uma pessoa vir a desenvolver tais doen-
ças. Em particular, estudaram-se muito os fatores de risco da doença arterial 
coronariana, por ser a principal causa de morte entre homens e mulheres na 
maioria dos países. Existem fatores de risco não modificáveis, principalmente 
os de caráter hereditários ou biológicos, como a idade (a incidência aumenta 


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com o passar dos anos, nas mulheres aumenta muito após a menopausa), o 
sexo (homens, ao menos até os 65 anos, têm maior chance de desenvolver a 
doença) e histórico familiar (quando os pais ou avós foram acometidos pela 
doença ou morreram prematuramente em função dela, os riscos são maiores 
para seus descendentes diretos). 
Outros fatores de risco são modificáveis, representando o principal foco 
da medicina preventiva e da área de saúde pública. Atualmente, considera-se 
que os fatores de risco modificáveis, independentes e primários, para a doença 
arterial coronariana são:
1. níveis elevados de colesterol;
2. hipertensão arterial;
3. fumo;
4. inatividade física;
5. obesidade.
Outros fatores de risco incluem diabetes e certas características de perso-
nalidade, como a maneira de reagir a situações de estresse e o comportamento 
excessivamente competitivo e agressivo. É importante esclarecer que esses 
fatores de risco conseguem explicar somente parte da incidência de doenças 
cardiovasculares. Existem outros fatores de risco em estudo e o importante é 
lembrar que se trata de uma relação multicausal, dependente de características 
herdadas e adquiridas desde a infância. De qualquer modo, a prevenção ainda 
parece ser o meio mais eficaz e menos dispendioso para a questão das doenças 
cardiovasculares – as que mais matam no mundo e no Brasil. Em nosso país 
ocorreram 349 mil mortes em 2016 em decorrência de problemas cardiocircula-
tórios, principalmente o infarto do miocárdio, segundo a Sociedade Brasileira de 
Cardiologia (SBC). Isso representa mais de 28% do total de óbitos naquele ano.
Apesar de nem sempre ser fácil, a intervenção sobre estes fatores pode 
reduzir significativamente os riscos de doenças cardiovasculares. Mudanças 
na dieta, controle de peso e da pressão arterial, não fumar, ter um estilo de 
vida ativo, e controle do estresse, são alguns procedimentos preventivos alta-
mente eficazes. Os exercícios físicos regulares, principalmente aeróbicos, têm 
um papel marcante na prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares 
degenerativas, tendo um efeito direto e independente, e ajudando no controle 
do colesterol, da pressão arterial (fatores primários), além de contribuir sig-
nificativamente em casos de obesidade e outros fatores de risco secundários. 


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Cada vez mais torna-se importante a adoção de hábitos preventivos, in-
cluindo a prática regular de exercícios físicos que promovam um funciona-
mento mais eficiente do sistema cardiorrespiratório, reduzindo os riscos de 
desenvolvimento das doenças cardiovasculares. O exame médico preventivo – 
incluindo histórico familiar, exame clínico e laboratorial, e eletrocardiograma de 
esforço – serve para diagnosticar precocemente casos de anomalias cardíacas e 
propensão a problemas cardiocirculatórios. Também podem servir para deter-
minar o nível de condicionamento aeróbico da pessoa avaliada (determinado 
pela medida direta ou indireta do consumo máximo de oxigênio – VO
2
max).
Desde os anos 60, muitos estudos têm demonstrado a associação inversa 
da atividade física habitual e da aptidão cardiorrespiratória com a incidência das 
doenças cardíacas e a mortalidade por todas as causas. Os resultados de vários 
estudos epidemiológicos e clínicos têm demonstrado uma relação inversa entre ati-
vidades físicas regulares e doenças coronarianas e mortalidade por todas as causas. 
Destacam-se as pesquisas de Morris (o clássico estudo de 1953, com cobradores 
e motoristas de ônibus em Londres); Paffenbarger e Lee (em inúmeros estudos 
com ex-alunos da Universidade de Harvard), Leon e Jacobs (na Universidade de 
Minesota), Haskell e colaboradores (na Universidade de Stanford), além dos ca-
nadenses Shephard e Bouchard, o grupo sueco do Dr. Astrand e os pesquisadores 
finlandeses liderados por Vuori e Oja. Pesquisas muito importantes também foram 
desenvolvidas nos anos 80 e 90 no Instituto Aeróbico Cooper, no Texas, principal-
mente pelo Dr. Steven Blair. Blair utilizou dados de milhares de clientes da Clínica 
do Dr. Cooper, mostrando que indivíduos com baixa aptidão cardiorrespiratória 
(grupo de menor VO
2
max, medido em testes em esteira ergométrica) apresentavam 
um risco significativamente maior de sofrer um infarto do miocárdio e de morrer 
precocemente por doenças do coração ou por todas as causas. O mais interessante 
nessas pesquisas foi a descoberta de que o simples fato dos indivíduos terem um 
nível moderado de aptidão física (medido pelo VO
2
max) era suficiente para reduzir 
muito os riscos presentes no grupo de mais baixa aptidão.

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