7ª e diç Ão atu aliz ada e a mp liada Atividade Física, Saúde Qualidade de Vida


PROPORÇÃO DE INDIVÍDUOS FISICAMENTE INATIVOS



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ATIVIDADE FÍSICA, SAUDE E QUALIDADE DE VIDA
PROPORÇÃO DE INDIVÍDUOS FISICAMENTE INATIVOS 
(BRASIL, ADULTOS: VIGITEL 2006, 2011 E 2016)
2016
2011
2006
Mulheres
Homens
Total
%
14
13,2
13,7
15,1
13,9
11,6
14,1
12,2
14,9
PeNSE
Em 2015 o IBGE conduziu a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar – PeNSE, 
a partir de convênio com o Ministério da Saúde. Foram investigados vários 
fatores de risco e proteção à saúde dos adolescentes nas escolas da 9ª série 
do ensino fundamental (13 a 15 anos) nas 26 capitais estaduais e no Distrito 
Federal. A PeNSE investigou o tempo de atividade física moderada ou vigorosa 
acumulada nos últimos sete dias, combinando o deslocamento para a escola (a 
pé ou de bicicleta), aulas de Educação Física e outras atividades fora da escola. 
Foram considerados ativos aqueles que acumularam 300 minutos ou mais de 
atividades físicas nos últimos sete dias. Em geral, 34,4% dos escolares foram 
classificados como ativos (44% entre os meninos; 25% entre as meninas). 
Nas escolas particulares, o percentual foi superior (45,1%) em comparação 
às públicas (42,6%). Observou-se uma grande variabilidade entre as regiões 
incluídas na pesquisa, com os percentuais de estudantes “ativos” – 37,9% no 
Centro-oeste e 29,6% no Nordeste.
A participação em duas ou mais aulas de Educação Física na última 
semana foi citada por apenas 48% dos estudantes, considerando ser esta 


51
A
t i v i d A d e
F
í s i c A
, s
A ú d e
e
Q
u A l i d A d e
d e
v
i d A
disciplina obrigatória do currículo no ensino fundamental. Este dado variou 
de 72,3% na região sul e apenas 31% no Nordeste. O quadro é ainda pior nas 
escolas privadas (apenas 39,4% dos estudantes tiveram duas ou mais aulas 
de Educação Física na última semana!). E isso acontece numa época em que 
os índices de obesidade, hipertensão e até diabetes tipo 2 são crescentes e 
alarmantes entre as crianças e adolescentes brasileiros.
Muitas das informações sobre atividades físicas não são precisas porque 
os instrumentos não levam em conta as diferentes características dos diversos 
grupos populacionais, como idade, sexo, origem étnica, nível social e educa-
cional. A maioria dos instrumentos é direcionada a homens, medindo ativi-
dades ocupacionais e de lazer mais formais (esportes e exercícios físicos). Os 
instrumentos não parecem suficientemente sensíveis para registrar atividades 
leves e moderadas, como certas tarefas domésticas, atividades de locomoção 
e inúmeras atividades da vida diária. Como a maioria destas atividades têm 
caráter intermitente, mais difícil se torna determinar a sua contribuição para 
o gasto energético diário ou semanal das pessoas.
Por tudo isso, deve-se considerar a hipótese de que se subestima, em 
alguns casos, o nível de atividade física habitual do brasileiro, devendo-se 
investir na construção e validação de instrumentos que permitam caracteri-
zar com maior precisão o nível de sedentarismo nos diversos sub-grupos da 
população brasileira.

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