7ª e diç Ão atu aliz ada e a mp liada Atividade Física, Saúde Qualidade de Vida



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ATIVIDADE FÍSICA, SAUDE E QUALIDADE DE VIDA
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Atividade Física, 
Aptidão Física 
e Saúde
TÓPICOS NESTE CAPÍTULO
 
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Mudanças no Modus Vivendi do Ser Humano
 
ƒ
Inatividade Física: uma Questão de Saúde Pública
 
ƒ
Atividade Física, Aptidão Física e Saúde: Conceitos e Inter-relação
Mudanças no 
Modus Vivendi do Ser Humano
Durante séculos acreditou-se que certas características físicas, como a força 
muscular ou a resistência física, estivessem associadas à boa saúde e à longe-
vidade. Sempre se observou que as pessoas que se mantinham em atividade ao 
longo da vida eram mais independentes e viviam por mais tempo. Isso, porém, 
não era uma questão fundamental em termos de saúde pública, porque as 
principais causas de morte eram ligadas ao meio ambiente – água, alimentos, 
esgoto, o clima – e as chamadas “causas externas”, como as mortes violentas 
nas guerras e os acidentes em geral.
Foi somente no século passado que surgiu o interesse pelo estudo cientí-
fi co da atividade física, primeiramente com o objetivo de melhor entender o 
processo de treinamento de atletas. Assim, já no início do século passado, os 
primeiros fi siologistas do exercício começaram a investigar como se dava a adap-
tação do organismo humano ao esforço físico. Hoje, existe uma vasta literatura 
com informações sobre as alterações que acontecem em nosso corpo durante 
atividades moderadas e intensas, sobre as modifi cações funcionais e estrutu-
rais decorrentes da prática regular dessas atividades, e quais as consequências 


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dessas adaptações para a performance e a saúde de pessoas em todas as idades. 
Por incrível que pareça, todos os esforços científicos têm mostrado aquilo que 
o grego Hipócrates afirmara há mais ou menos dois mil anos:
Todas as partes corporais, se usadas com moderação e exercitadas em 
tarefas a que estão acostumadas, tornam-se saudáveis e envelhecem 
mais lentamente; se pouco utilizadas, tornam-se mais sujeitas às doen-
ças e envelhecem rapidamente.
Nos últimos 70 anos, observou-se uma série de modificações nas socieda-
des humanas, de magnitude e ritmo sem precedentes, que fizeram com que a 
atividade física passasse a ser estudada como fator de prevenção e tratamento 
de inúmeras doenças. Estas mudanças demográficas sociais e ambientais in-
cluíram: (a) a explosão populacional e a urbanização acelerada; (b) o aumento 
significativo da expectativa de vida (envelhecimento populacional) decorrente 
dos avanços da medicina e melhorias na qualidade de vida em geral; (c) a 
inversão nas principais causas de morbidade e morte, que deixaram de ser as 
doenças infectocontagiosas, dando lugar aos processos crônicodegenerativos, 
como as doenças do coração, o diabetes e o câncer; (d) a revolução tecnológica, 
que fez com que chegássemos à era dos labor saving devices (mecanismos que 
poupam energia muscular), predispondo à inatividade física e ao lazer passivo. 
Grandes concentrações urbanas, redução dos espaços livres, máquinas que nos 
poupam esforço e a vida sedentária criaram o cenário ideal para as doenças 
associadas à inatividade física, também referidas como doenças da civilização.
Das mais de 58 milhões de mortes ocorridas em todo o mundo, aproxi-
madamente 63% (36 milhões) podem ser atribuídas às chamadas “doenças 
e agravos não-transmissíveis” (DANT), como as referidas na figura a seguir. 
Além disso, cientistas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC/
EUA), estimam que dois terços das doenças provocadas por causas que pode-
riam ser evitadas, estão relacionadas a quatro fatores: tabagismo, alimentação 
inadequada, inatividade física e consumo exagerado de bebidas alcoólicas. 
(OMS – Plano de Ação Global 2013-2014).
No Brasil, dados do Ministério da Saúde de 2014, indicam que as princi-
pais causas de morte também são as doenças do aparelho circulatório (mais 
de 340 mil mortes/ano), seguidas das neoplasias (mais de 200 mil mortes/
ano). Em terceiro lugar aparecem as chamadas “causas externas”, principal-
mente homicídios (mais de 59 mil casos/ano) e acidentes de trânsito (mais 
de 44 mil mortes/ano). As doenças infectocontagiosas foram a causa de 52 


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mil ocorrências, principal causa de morte até meados do século passado no 
Brasil. Portanto, também no Brasil, vivemos uma era em que a sociedade 
(principalmente o poder público) precisa ampliar o leque de oportunidades 
para favorecer escolhas inteligentes relativas ao estilo de vida que adotamos. 
Nessas escolhas, incluem-se os hábitos de atividade física e a diminuição dos 
comportamentos sedentários, próprios dessa era de tecnologias cada vez mais 
disponíveis e baratas.

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