7ª e diç Ão atu aliz ada e a mp liada Atividade Física, Saúde Qualidade de Vida


Prática esportiva e Estilo de Vida na Síndrome de Down



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ATIVIDADE FÍSICA, SAUDE E QUALIDADE DE VIDA
Prática esportiva e Estilo de Vida na Síndrome de Down
Um número crescente de crianças e jovens com Síndrome de Down tem parti-
cipado de atividades esportivas, tanto no ambiente familiar, como em clubes e 
nas escolas. Um estudo sobre o estilo de vida de crianças e jovens catarinenses 
com Síndrome de Down (n=687) revelou que 31,2% praticavam algum esporte 
(37,8% no sexo masculino e 21,6% no feminino), dados que se assemelham 
aos da população em geral (Nahas, Barros e Rosa, 1999). O atletismo, o futebol 
e a natação foram as modalidades mais citadas pelos respondentes. O lazer 
passivo (assistir TV, por exemplo) era predominante para 2/3 dos participantes 
no estudo. Uma das características que chamou a atenção neste grupo foi a 
grande variabilidade nos indicadores de desenvolvimento e do estilo de vida, 
incluindo a frequência escolar, alfabetização, grau de autonomia nas atividades 
cotidianas e prática esportiva.


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Uma das preocupações de especialistas médicos e profissionais da Educa-
ção Física tem sido a debilidade congênita dos ligamentos (frouxidão ligamen-
tar) própria da Síndrome de Down, em especial a Instabilidade Atlanto-Axial. 
Esta condição representa uma mobilidade maior que a normal do pescoço, 
com um afastamento maior das duas vértebras cervicais superiores – Atlas e 
Axis (Nahas, 1990), estando presente em 12 a 15% dos jovens com Síndrome 
de Down, que ficam expostos a riscos de lesão de medula. Apesar de não ser 
um problema reportado com frequência no meio médico esportivo, pela sua 
gravidade é importante que exames radiológicos sejam realizados desde cedo 
e que pais, médicos e profissionais de Educação Física conheçam os sinais e 
sintomas característicos. Esses sintomas incluem: deterioração no caminhar, 
alteração nas funções urinária e intestinal, dor e limitação dos movimentos 
do pescoço, além de outros sinais neurológicos, como a hipertonicidade de 
membros inferiores (Cooke, 1983; Pueschel, 1988).
Um estudo piloto com crianças e adolescentes (5 a 15 anos) de Floria-
nópolis, SC identificou em 12% dos casos medidas radiográficas entre 4,5 e 
6 mm na distância atlanto-axial, mas não havia sintomas associados nesses 
casos. Geralmente, esses sintomas aparecem com medidas superiores a 6 mm, 
quando, em alguns casos, há necessidade de correção cirúrgica (Nahas et al., 
1991).
Apesar de alguns cuidados que merecem atenção para redução de riscos, 
a prática esportiva tem proporcionado experiências riquíssimas para o desen-
volvimento de crianças e jovens com Síndrome de Down, facilitando o contato 
social, o aprimoramento de habilidades, o desempenho em grupo e, o que é 
mais importante, uma vida mais feliz. 
O saldo na relação esporte-qualidade de vida é altamente positivo. Mais 
amizades são construídas pelo esporte do que são desfeitas; muito mais alegria 
é derivada dele do que tristeza; mais companheirismo que conflitos, mais for-
mação que desvios. Com boa orientação, os riscos são infinitamente menores 
que os benefícios da prática esportiva
Saiba mais sobre iniciativas privadas e governamentais que promovem a 
prática esportiva para pessoas com deficiência intelectual, como as Olimpíadas 
Especiais em: http://www.specialolympics.org/. Criado por uma visionária 
– Eunice Kennedy Shriver, os primeiros jogos da Special Olympics foram reali-
zados em Chicago (EUA) em 1968, espalhando-se por todos os continentes a 
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