7ª e diç Ão atu aliz ada e a mp liada Atividade Física, Saúde Qualidade de Vida



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ATIVIDADE FÍSICA, SAUDE E QUALIDADE DE VIDA
O Pentáculo do Bem-Estar
Alimentação
Atividade
Física
Comportamento
preventivo
Relacionamentos
Controle
do Estresse
Estilo de Vida: Fatores Negativos Modificáveis
Existem fatores do nosso estilo de vida que afetam negativamente nossa saúde 
e sobre os quais podemos ter controle. Por exemplo:
„
fumo
„
álcool
„
drogas
„
alimentação inadequada
„
estresse
„
isolamento social
„
sedentarismo
„
esforços intensos ou repetitivos
A decisão de consumir ou não o fumo, álcool e outras drogas, não depende 
apenas da nossa vontade, mas é muito mais fácil decidir sobre o uso ou não des-
ses elementos do que quebrar tais hábitos indesejáveis. Quer dizer, é muito mais 


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fácil prevenir – dizer um sonoro NÃO, mesmo quando nos parece que todos os 
nossos “amigos” dizem sim. Isto é particularmente delicado na adolescência.
Quanto ao fumo, os dados recentes (VIGITEL, 2016) são positivos: a pro-
porção de fumantes (adultos) em nosso país caiu para 10,2% (12,7% entre os 
homens; 8% entre as mulheres). Há algumas décadas essa proporção superava 
os 40%. Educação e legislação rigorosa, a exemplo de muitos países, têm feito 
a diferença. Entre os trabalhadores da indústria brasileira, dados do SESI (2009) 
mostraram que a média de fumantes ficava próxima a apenas 13%.
Já o consumo excessivo de bebidas alcoólicas não mostra a mesma tendên-
cia positiva do tabagismo, com indicadores que têm se mantido ou se agravado 
nos últimos anos. Na população adulta das capitais brasileiras (VIGITEL, 2016), 
19,1% das pessoas referem consumo exagerado de bebidas alcoólicas (27,3% 
entre os homens e 12,1% entre as mulheres).
O estresse é, geralmente, decorrente do estilo de vida que adotamos e da 
forma como enfrentamos as adversidades. Talvez não sejamos capazes de eli-
minar as situações de estresse, mas podemos mudar as maneiras de responder 
a essas situações.
A fadiga crônica, por sua vez, decorre de esforços excessivos ou repeti-
tivos, de ordem mental ou física, sendo mais comum do que se pensa entre 
estudantes, trabalhadores e donas de casa. Pode-se aliviar ou superar um 
quadro crônico de fadiga de três maneiras: reorganizando nossas vidas para 
diminuir as exigências impostas sobre nós; valorizando o lazer ativo; ou au-
mentando nossa resistência orgânica à fadiga. Isto pode ser feito incluindo uma 
melhor alimentação e um programa de condicionamento físico, enfatizando 
os aspectos cardiorrespiratório, muscular, e a capacidade de relaxamento. Isto 
será discutido mais adiante.
Existem, também, outros fatores negativos sobre os quais podemos ter al-
gum controle preventivo, como no caso de algumas doenças infecciosas, como 
a AIDS, e doenças degenerativas que afetam de maneira progressiva o sistema 
cardiovascular, pulmões, músculos e articulações, pele, visão e audição. Parti-
cularmente, as chamadas doenças crônico-degenerativas ou doenças crônicas 
não-transmissíveis, como a hipertensão, a obesidade, o diabetes, o câncer e 
as doenças cardiovasculares, têm sido fortemente associadas ao estilo de vida 
negativo: alimentação inadequada, estresse elevado e inatividade física.
Fatores negativos que interferem na saúde e sobre os quais temos pouco 
– ou nenhum – controle, incluem características herdadas, efeitos naturais do 
envelhecimento, certos acidentes imprevisíveis e algumas doenças infecciosas. 


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Nesses casos, o ideal é dispor de condições ambientais e de assistência que 
possam minimizar as consequências e evitar comportamentos que os agravem.
Um aspecto modificável e que tem graves consequências pessoais e para o 
país é relativo à violência no trânsito. Nosso comportamento no trânsito traduz 
valores que a sociedade precisa mudar – quer pela educação; quer pela punição 
exemplar dos infratores. Mesmo com leis que, por exemplo, obrigam o uso do 
cinto de segurança, dados do IBGE (PNAD, 2008) indicam que apenas 73,2% 
da população brasileira “sempre ou quase sempre” usa o cinto de segurança no 
banco da frente, seja como passageiro ou motorista (no banco de trás a média 
foi próxima de 37%, independentemente do sexo). Isso é mais grave na faixa 
etária dos 14 aos 24 anos, nas regiões norte e nordeste, onde tal prevalência 
é quase o dobro das regiões sul e sudeste, e nas faixas de renda mais baixas. 
Dados do Ministério da Saúde indicam que, no Brasil, mais de 47 mil pessoas 
perderam a vida e 400 mil ficaram com alguma sequela em acidentes de trân-
sito no ano de 2016. O custo desse absurdo correspondeu a 2,3% (56 bilhões 
de reais) do PIB brasileiro naquele ano, segundo o Observatório Nacional de 
Segurança Viária. E a tendência nos últimos anos tem sido de piora nesses 
indicadores, diferentemente do que ocorre em países mais desenvolvidos, com 
melhores níveis educacionais e políticas de trânsito mais racionais.

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