7ª e diç Ão atu aliz ada e a mp liada Atividade Física, Saúde Qualidade de Vida


SUGESTÕES DE OBJETIVOS E CONTEÚDOS PARA UM PROGRAMA



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ATIVIDADE FÍSICA, SAUDE E QUALIDADE DE VIDA
SUGESTÕES DE OBJETIVOS E CONTEÚDOS PARA UM PROGRAMA 
DE EDUCAÇÃO FÍSICA PARA UM ESTILO DE VIDA ATIVO
Objetivos
Conteúdos
Conhecimentos 
básicos
ƒ
Atividade física – para quê? Quanto precisamos?
ƒ
Aptidão física relacionada à saúde
ƒ
Doenças da civilização e o estilo de vida
ƒ
Postura corporal
ƒ
Fundamentos de nutrição e composição corporal
ƒ
Controle do estresse, relaxamento
ƒ
Orientações para escolhas e prática de atividades 
físicas
Atividades (vivências 
práticas)
ƒ
Esportes para aptidão física e bem-estar X aptidão 
física para os esportes
ƒ
Atividades para toda a vida: o conceito de lazer 
ativo
ƒ
Atividades aeróbicas, alongamento muscular, 
treinamento de força muscular, exercícios e 
composição corporal
ƒ
Autoavaliação
Solução de problemas 
relacionados às 
escolhas e decisões 
sobre o estilo de vida
ƒ
Independência
ƒ
Autocontrole e motivação
ƒ
Escolha e prescrição de atividades
ƒ
Planejamento pessoal
ƒ
Modismos e consumismo na área da atividade 
física e aptidão física (consumo consciente)


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A
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Q
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Introduzindo a Educação para 
um Estilo de Vida Ativo
Em todas as propostas de mudanças é normal que as pessoas resistam, sentin-
do-se inseguras com alterações de objetivos, conteúdos e estratégias, como as 
sugeridas neste capítulo. Afinal, a maioria dos professores de Educação Física 
não foi preparada para ensinar conceitos, discutir textos e integrar estes temas 
com atividades práticas. A ideia geral tem sido de que a aula de Educação 
Física deve ser sempre prática, e esse deve ser um dos objetivos: proporcionar 
experiências em atividades físicas diversas. Entretanto, se a Educação Física 
existisse apenas para fazer as crianças se exercitarem (a prática pela prática), 
então a preparação de profissionais para tal tarefa seria diferente, e não se 
justificaria a existência de uma disciplina escolar para tal fim. Se o ensino dos 
conceitos básicos sobre atividade física, aptidão física e saúde for considerado 
importante nos programas de Educação Física, então serão necessárias mu-
danças nos cursos de graduação, enfatizando mais estes conteúdos e métodos 
de ensino. Além disso, deve-se promover o treinamento continuado dos pro-
fessores em atividade nas escolas. O papel das universidades onde existem 
cursos superiores de Educação Física é fundamental, tanto na formação de 
novos profissionais quanto na formação continuada daqueles que já atuam 
no mercado de trabalho, particularmente nas escolas.
Para começar, é importante aproximar os professores dos níveis funda-
mental e médio de cada região àqueles que atuam nos cursos superiores de 
Educação Física. Esta troca de experiências e atualização de conhecimentos é 
uma forma importante de revitalizar a profissão. É preciso começar a imple-
mentar mudanças de forma modesta e gradual, pois o sucesso em pequenos 
empreendimentos deverá motivar colegas, pais e alunos para experiências 
mais arrojadas. Duas maneiras simples que se mostraram eficazes em expe-
riências anteriores são: (a) promover atividades extracurriculares (com pales-
trantes convidados, por exemplo), para discutir temas de imediato interesse 
para alunos e pais sobre atividade física, nutrição e saúde; (b) reorientar os 
programas de Educação Física Escolar em vigor, introduzindo informações 
simples sobre aptidão física e saúde, sempre relacionadas com as atividades 
que estão sendo ensinadas.
Para atingir o ponto onde seja possível ter um semestre inteiro (ou 
um ano) dedicado à educação para atividade física e a saúde, é necessário 


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convencer estudantes, pais, administradores e, principalmente, os profes-
sores de Educação Física, de que estes conteúdos são temas educacionais 
relevantes. Este processo de mudança deve começar a partir do profissional 
atuando nos estabelecimentos de ensino. Decretos e determinações admi-
nistrativas (de cima para baixo) não produzirão os efeitos desejados se não 
tiverem o necessário apoio dos professores. Será preciso agir politicamente, 
disseminando a ideia de que, ao contrário do que sempre se acreditou, 
exercícios e aptidão física não são algo só para atletas ou indivíduos geneti-
camente bem dotados. As evidências científicas e as propostas curriculares 
recentes enfatizam que a promoção da atividade física deve ser para todos, 
principalmente para aqueles que mais necessitam. Não se trata de melhorar 
performances atléticas agora, mas buscar melhores condições de saúde e 
bem-estar por toda a vida.
Um exemplo de organização semestral (ou anual) que tem funcionado 
para a primeira série do segundo grau, adaptado para três aulas de Educação 
Física semanais, é o seguinte:
(a) uma aula para introdução teórica de um tema específico do programa 
(aula expositiva, palestra por um convidado, vídeo etc.);
(b) numa segunda aula, pode-se ter uma discussão do tema, atividades 
de aplicação, pequenos “laboratórios”, ou experiências com medidas 
e avaliação; (por exemplo, a organização de um circuito para trei-
namento de força, a organização de um circuito de exercícios para 
realizar em casa etc);
(c) a terceira aula da semana seria destinada a prática de atividades físicas 
(esportes, caminhadas, ginástica aeróbica) relacionadas com o tema 
apresentado e discutido anteriormente.
Esta organização curricular parece particularmente adequada aos cursos 
noturnos, que buscam alternativas viáveis e relevantes para a Educação Física.

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